quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Família de saltimbancos

Meus quadros favoritos 


Pablo Picasso

Fido Nesti


Ilustração de Fido sobre apoio de Bolsonaro 

às armas - Fido/Folhapress

 


A excelente crônica de Ruy Castro, hoje, para a Folha de S. Paulo traz a impressionante ilustração de Fido Nesti, ilustrador famoso.

“Fido Nesti nasceu em São Paulo em 1971. Trabalha com ilustração e quadrinhos há mais de trinta anos. Seus desenhos podem ser vistos no jornal Folha de S. Paulo e na revista The New Yorker, entre outras, assim como em capas e livros de várias editoras, incluindo a Companhia das Letras.”


 

 

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2021/09/matar-ou-morrer-por-bolsonaro.shtml

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Fotoabstração N. 75

 Fotoabstração




Riso de bebês humanos é semelhante ao de chimpanzés


Foto: James Coupad


 

Riso de bebês humanos é semelhante ao de chimpanzés, aponta estudo, informa Megan Marples para a CNN (1 set 2021).

“O riso transcende todas as línguas – e agora os cientistas sabem que essa resposta espontânea é universal também em algumas espécies de primatas. O padrão de riso dos bebês humanos é igual ao dos grandes macacos, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (31) na revista Biology Letters.”

“Os adultos humanos riem principalmente ao expirar, enquanto os bebês e os grandes símios riem durante a inspiração e a expiração, disse a autora do estudo Mariska Kret, professora associada de psicologia cognitiva da Universidade de Leiden, na Holanda.”

“O riso infantil não é necessariamente semelhante ao de todas as espécies de grandes macacos, apenas àqueles que são evolutivamente mais próximos dos humanos – como chimpanzés e bonobos, disse Marina Davila-Ross, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, que não participou do estudo. “Essa descoberta parece refletir que o riso é, em certa medida, profundamente enraizado biologicamente”, diz ela.

“Davila-Ross disse que ficou surpresa ao ver que o fluxo de ar associado ao riso muda à medida que os bebês crescem. “Na verdade, seria muito interessante ver se essas mudanças também podem ser encontradas em outras vocalizações não-verbais de humanos”, acrescentou ela. Em pesquisas futuras, Kret disse que espera repetir sua experiência com outras vocalizações, como o choro. Atualmente, ela está realizando outros experimentos com o riso, incluindo um envolvendo orangotangos, gorilas e humanos, para ver se eles mudam o som de suas risadas de acordo com a risada daqueles ao seu redor.”

 

Para quem acredita firmemente na Evolução das Espécies, notícia como esta não causa qualquer espanto. É a ordem natural das coisas.

 

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/riso-de-bebes-humanos-e-semelhante-ao-de-chimpanzes-aponta-estudo/?utm_source=social&utm_medium=twitter-feed&utm_campaign=saude--cnn-brasil&utm_content=link

 

Uma larga faca de açougueiro


 

4/5/13

 

“Sempre e de novo a imagem de uma larga faca de açougueiro que, a toda a pressa e com regularidade mecânica, penetra-me pelo lado e arranca fatias muito finas, as quais, dada a rapidez do trabalho, voam quase enroladas para longe.”

 

                        Franz Kafka - Diários

                        Ed. Todavia, 2021, p 294.

 

 

    O que talvez haja de mais perturbador nos escritos de Kafka são os detalhes que ele acrescenta em suas histórias. 

            A faca é de açougueiro.

            Ela penetra pelo lado.

            A faca trabalha com regularidade mecânica.

            As fatias arrancadas são muito finas.

            As fatias voam para longe “quase enroladas”.

 

    Esse pequeno texto dos Diários me fez lembrar a espantosa novela de Kafka intitulada Na colônia penal, na magnífica tradução de Modesto Carone (Companhia das Letras, 1998). (Há quem afirme que se trate do prenúncio do Holocausto.) Assim tem início o relato:

 

“– É um aparelho singular – disse o oficial ao explorador, percorrendo com um olhar até certo ponto de admiração o aparelho que ele no entanto conhecia bem.”

 

    Agora, o oficial, embora conheça bem o aparelho, olha-o com admiração, “até certo ponto”.

    Existe a Literatura antes e depois de Franz Kafka.

Involução da espécie

Charge do dia


 

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Bela Emília

 


quase que invisível

tão mimosa delicada

nossa bela emília

 



Nome popular: Bela Emília 

Nome científico: Plumbago auriculata 

Família: Plumbaginaceae 

Origem: África, África do Sul 

Ciclo de vida: Perene 

Folha: Folhas de cor verde-clara, ovais com a base mais fina. 

Crescimento da planta: Planta de crescimento lento podendo atingir 2 metros de altura 

Frutos: não da frutos

 

https://www.sitiodamata.com.br/bela-emilia-plumbago-auriculata



Foto: AVianna, ago 2021

iPhone 11 Pro Max


domingo, 29 de agosto de 2021

Para fazer-se um conde...




O último dos trinta e um capítulos do segundo volume de Escravidão, de Laurentino Gomes (Globo Livros, 2021), recebe o sugestivo título de O Presente. Eis um pequeno e significativo fragmento:

 

            “Em seus oito primeiros anos no Brasil, o príncipe regente outorgou mais título de nobreza do que em todos os trezentos anos anteriores da história da monarquia portuguesa. Desde sua independência, no século XII, até o final do século XVIII, Portugal tinha computado dezesseis marqueses, vinte e seis condes, oito viscondes e quatro barões. Ao chegar ao Brasil, dom João criou vinte e oito marqueses, oito condes, dezesseis viscondes e quatro barões. ... O príncipe atribuiu 4.048 insígnias de cavaleiros, comendadores e grã-cruzes da Ordem de Cristo, 1.422 comendas da Ordem de São Bento de Avis e 590 comendas da Ordem de São Tiago. “Em Portugal, para fazer-se um conde se pediam quinhentos anos; no Brasil, quinhentos contos”, escreveu o historiador baiano Pedro Calmon.”

 

In Escravidão, volume II

Laurentino Gomes, 

Globo Livros, 2021, p 459. 

 

Termino assim a leitura do segundo volume dessa obra monumental chamada Escravidão. Os quatro últimos capítulos, A liberdade é brancaQuebrando grilhõesO naufrágio e O presente, trazem o tema central para os dias atuais, permitindo assim que o leitor possa compreender melhor o Brasil de hoje.

Aguardemos, pois, o terceiro volume!