segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Paulo Leonardo


Há três dias este blog noticiou que o quadro Salvator Mundi, atribuído a Leonardo da Vinci, tornou-se a obra de arte mais cara da história, ao ser leiloada por US$ 450 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) na noite da quarta-feira, 15, em Nova York.(https://loucoporcachorros.blogspot.com.br/2017/11/salvador-do-mundo.html)
A notícia foi oferecida sem qualquer outro comentário ou juízo de valor. Este blogueiro não previu a onda de publicações sobre o dinheiro empregado na tal compra. 
Gente do peso de um Elio Gaspari e de Hélio Schwartsman ocuparam-se do assunto, revelando enorme estranhamento com a exorbitância gasta. Este último, por quem nutro aberta admiração, terminou sua última crônica com a frase: “A conclusão, inexorável, é que o ser humano é um bicho esquisito.”
 Aventaram-se as mais diversas possibilidades na tentativa de explicar o fenômeno. Puro investimento financeiro? Uma concorrência desmedida entre compradores? O mercado da arte ensandeceu? Tudo resultado do marketing espetacular desenvolvido pela casa de leilões?
 Apenas não vi notícia de que se tratava possivelmente de um fanático por Leonardo da Vinci, que possuía o dinheiro, arrematou o quadro, e pronto, ninguém tem nada a ver com isso.
 Esta não deve ser a interpretação correta dos fatos, mas é a minha interpretação. Se eu tivesse tido um filho homem, ele se chamaria Paulo Leonardo: Paulo, em homenagem ao meu irmão Paulo; Leonardo, em honra a Leonardo da Vinci.
  Assim, tivesse eu sobrando o dinheiro que o tal comprador, ainda não identificado, tinha, eu compraria o Salvator Mundi. E, digo mais, sem qualquer esperança de que o Salvador de fato viesse a salvar o mundo...
   Encerro esta desvairada crônica afirmando que sempre desejei ter filhas mulheres, tendo sido agraciado duplamente nesse aspecto.