quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A beleza!

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Queima de livros e de outras coisas mais


Pieter Bruegel, the Elder (1562)

Manuscritos de até 5000 a.C. da biblioteca pública de Mossul, no Iraque, 8 mil livros, incluindo os do período do Império Otomano, antiguidades de valor histórico inestimável, tudo queimado recentemente por militantes do Estado Islâmico! 
Não é de hoje o costume de queimar livros. A Igreja praticou-o durante séculos, particularmente no período da Inquisição. Os nazistas foram incendiários ferozes de livros em praça pública. Agora, o Estado Islâmico encarrega-se de preservar esta humana tradição.
Não por simples coincidência, estas três instituições também queimaram e continuam queimando gente. (Dizem que Freud, ao saber de seus livros destruídos pelo fogo, teria comentado, não com essas palavras: O homem está mais civilizado; antes, queimava os autores, agora queima suas obras. Mal sabia ele...)
Quando a decapitação tornou-se banal, o Estado Islâmico apelou para o fogo, para o sacrifício dos infiéis.
No Brasil, nas grandes cidades, seja lá por que razão for, queimam-se ônibus. Às vezes, com gente dentro.
Traficantes utilizam-se dos chamados micro-ondas, engenhosos artefatos construídos com pneus empilhados, onde outro tipo de infiel é colocado, molhado com gasolina, queimado vivo. É a fogueira inquisitorial moderna.
Manifestantes, de toda coloração política, queimam pneus para obstruir ruas e estradas. A fumaça é sempre negra.
Os já lendários coquetéis molotov – dizem, inventados pelos russos, cujo nome é homenagem a Vlacheslav Molotov – ainda têm serventia nas manifestações populares mundo afora.
            Além da destruição que acarreta, o fogo parece ter um forte conteúdo simbólico, o de produzir a purificação do Mal.