sábado, 23 de dezembro de 2017

Quilonova, a descoberta do ano


Antenas do telescópio ALMA, no Chile, usadas para captar
a fusão das duas estrelas de nêutrons. ESO



A descoberta mais importante do ano, segundo a revista Science, é assim descrita por Nuño Domínguez, para El País (22 DEZ 2017):
           
            “Há 130 milhões de anos, quando os dinossauros ainda dominavam a Terra, duas estrelas de nêutrons colidiram na constelação de Hidra. Eram tão densas que uma colher de chá de sua substância pesava um bilhão de toneladas. O choque produziu uma explosão de ondas gravitacionais que deformaram em sua passagem o espaço-tempo, o material de que é feito o universo. Em 17 de agosto, o interferômetro laser do observatório LIGO em Hanford (EUA), um dos instrumentos científicos de maior precisão do planeta, captou as ondas gravitacionais produzidas por aquele cataclismo, muito debilitadas após sua longa viagem intergaláctica. Segundos depois, telescópios espaciais observaram uma poderosa explosão de luz bem na direção de Hidra. Era a primeira vez que se observava uma fusão de estrelas de nêutrons, e isso foi feito usando tanto a luz como as ondas previstas há mais de um século por Albert Einstein.”

Os cientistas estimaram que a colisão brilharia como 1.000 novas, daí o nome quilonova. O mais provável é que os dois astros tenham se transformado em um buraco negro.

Para quem gosta de palavras, uma nova palavra vale tanto quanto uma nova estrela.





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