quinta-feira, 16 de abril de 2020

Visita a Coromandel

Galeria de Família



Todas as vezes que vamos a Coromandel, MG, é obrigatório uma visita a botequim do Roberto. A cerveja é gelada e os bolinhos de arroz fantásticos. Melhor é a companhia! 

Fotoabstração N.64





Foto: AVianna, Paris

Passeio a Serra da Mantiqueira

Galeria de Família

Por ocasião do casamento do nosso querido Camilo, Paulo nos levou a Serra da Mantiqueira, passeio inesquecível em junho de 2016. 


Vista do Vale do Paraíba




Dois irmãos
Ao fundo, o belo restaurante




Tio Paulo e Ciça




Mercêdes sempre elegante




Precisamos abrir à força a cantina
para saborear ótimas trutas


Fotos: AVianna

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Visita a Montalcino

Galeria de Família

Memorável visita a Montalcino, Itália, em 1998.


Berço do Brunello!



A pequena cidade no alto do morro



O bar de vinho em um castelo,
com incontáveis marcas de Brunellos



Degustando!



As vinícolas

Fotos: AVianna

Aprender sempre

Frase do dia


“Quanto mais eu conseguir aprender, mais longe vejo e mais alcanço.”

                              Leandro Karnal



https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,qual-e-a-nossa-lingua,70003270924


Que língua?


O tema é da inteira predileção deste blog, tratado hoje (15 abr 2020) por Leandro Karnal para O Estado de S.Paulo: Qual é a nossa língua? O ideal é dominar a linguagem sintética, mas também investir em Euclides da Cunha.
Mário de Andrade (1893-1945)  fazia dura crítica ao abismo entre a oralidade e linguagem escrita, em tempos em que “o valor de alguém era medido pela riqueza vocabular, precisão e estilo erudito. Fulano era culto, dominava mesóclises, evitava barbarismos, contrariava o uso corrente e empregava palavras raras em orações com inversões sintáticas. Era um distintivo social, uma forma de exclusão mais do que comunicação.”
 Afirma Karnal: “Hoje, a língua escrita, encastelada em palácio de mármore, teve seu fosso terraplenado e suas torres atacadas pelas catapultas do uso coloquial. Se o modernista ironizou a insistência na norma formal lusitana, hoje caminharia em um campo devastado pelo uso que se impôs: a eficácia acima de tudo. ...Importante é comunicar e nivela-se pelo ponto mais baixo, dando a entender que a oralidade é imperatriz e a formalidade, uma serva imunda que se esconde no porão da cidade conquistada.” 
            Karnal destaca a perda de importância da gramática normativa, em detrimento 
do que é falado nas ruas. “Transitamos da demofobia para a normafobia”, alerta o articulista.
            Se meu caro leitor ainda não percebeu, peço que preste atenção na fala dos jornalistas dos diversos noticiários da tv. Mesmo em uma breve notícia haverá pelo menos um atentado contra a língua portuguesa, seja na concordância verbal, seja nos plurais “comidos” pelo locutor. Quanto mais extensa a notícia, maior o número de equívocos.
            O mesmo ocorre com a fala de gente importante, como os ministros, por exemplo. Um deles, em evidência no momento (pelo menos até hoje), sabe o que diz, porém não se importa como diz. (Outro, apenas em evidência quando diz asneiras, esse erra sempre na forma da comunicação.)
            Acrescenta Karnal: “um aluno deve ser estimulado a dominar a linguagem rápida, sintética, sem vogais e com imagens do WhatsApp. Da mesma forma, deve ser levado a decifrar os longos períodos do padre Antônio Vieira ou o vocabulário de Euclides da Cunha. Acima de tudo, no coloquial livre ou no formal profissional, todos devem ter clareza da adequação e da precisão dos termos empregados.”
            Aprendi com os mais bem educados que é interessante alternar leituras de clássicos com autores contemporâneos e sigo este conselho à risca. Machado será sempre nosso guia, mas a liberdade de um Luiz Ruffato não pode ser desprezada. Assim, seguimos aprendendo, o antigo e o novo, o rigor e a irreverência, e até mesmo, por que não, o “certo” e o “errado”. Porém, sem fundamentalismos.
            Conclui Karnal com frase para se emoldurar e colocar na parede da sala de nossa casa: “Quanto mais eu conseguir aprender, mais longe vejo e mais alcanço.”
            Amém!




Foi-se...

Charge do dia



Alisson Affonso homenageia o cantor e compositor Moraes Moreira 

terça-feira, 14 de abril de 2020

Qual livro?

Há dias meu irmão Paulo vem me atentando com pergunta impertinente porque de resposta impossível, Se você tivesse que indicar um livro, apenas um para quem permanecerá três meses em isolamento social, qual livro você indicaria? Embora parta de meu adorável irmão, a pergunta é irritante. Escolher um entre milhares é exercício fadado ao fracasso, pois muitos ficarão de fora, o que não é justo. 
            Mas o irmão insiste; não apenas ele, a provocação está nos jornais, na Internet, gente procurando o que dizer e o que fazer, é isso, sem nada melhor para fazer ou dizer, lá vem a pergunta, Que livro você indicaria para quem está numa ilha deserta?
            Reluto em responder para não cometer injustiça. 
            Até que encontro e releio o seguinte trecho:

“E ele, o Reinaldo, era tão galhardo garboso, tão governador, assim no sistema pelintra, que preenchia em mim uma vaidade, de ter me escolhido para seu amigo todo leal. Talvez também seja. Anta entra n’água, se rupêia. Mas, não. Era não. Era, era que eu gostava dele. Gostava dele quando eu fechava os olhos. Um bem-querer que vinha do ar de meu nariz e do sonho de minhas noites. O senhor entenderá, agora ainda não entende.”

            Pronto, aí está minha resposta: Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Este o livro!


            Já morador em Brasília, curtindo férias no Rio de Janeiro no final dos anos 70, ganhei o livro de meu pai, na 11ª edição da José Olímpio Editora, de 1976. Repito: em 1976 imprimia-se a décima primeira edição!
            Abri o livro, iniciei a leitura que prometia grandiosa, e veio o primeiro susto: “– Nonada.” O que é isso? Que palavra é esta? Prossegui. Cheguei ao final da primeira página sem entender nada. Guardei-o, pois era presente de meu pai. 
Anos depois voltei a ele, e desde então nunca mais me saiu de perto. Junto da velha edição, coleciono outras, comemorativas, incluindo o volume de número 51 da edição de colecionador, quando foram editados apenas 63 exemplares em comemoração aos 63 anos do lançamento da primeira edição, em 1956. A sobrecapa deste volume foi bordada pelas artesãs de Cordisburgo, Morro da Garça e Andrequicé (MG), e Linha Nove e Teia de Aranha (SP), inspirada no avesso do Manto da Apresentação, de Arthur Bispo do Rosário, com o nome dos personagens do romance. (Companhia da Letras, 2019.) Está no blog: 


            E assim termina esta crônica, a atender solicitação gentil de meu irmão, e homenagear nosso grande Guimarães Rosa. 

29 Washington square

Meus quadros favoritos


William James Glackens (1911)


segunda-feira, 13 de abril de 2020

Pastor de ovelhas e seu cão

A foto do dia
dedicada a Cecília



Horácio cria suas ovelhas na aldeia de 
Santa Margarida da Serra, no Alentejo, Portugal
Foto: Francisco Javier Martín del Barrio



          Aos 70 anos, o pastor Horácio não tem medo do coronavírus. “Lutei na guerra de Moçambique, depois fui a Angola, depois ao Iraque... Se ele vier, aqui estamos. Você acha que o vírus se lembrará de nós?”


          “Como Portugal mantém o coronavírus mais controlado que países europeus mais ricos. Precauções sanitárias, planos de controle oportunos e união política controlam a epidemia melhor que em outros lugares com mais recursos econômicos.”