domingo, 1 de março de 2020

Homenagem a Rui Chapéu



Rui no Palácio do Bilhar em São Paulo
Wilson Melo / Folhapress



Alguns amigos meus talvez não saibam de minha paixão pela sinuca. Falo pouco dela porque nunca fui um bom jogador, nem vantagem posso contar, mas isso não diminui a paixão. Tenho ainda hoje mesa oficial de sinuca, definitivamente coberta, por problemas na coluna.
Este pequeno preâmbulo justifica meus sentimentos diante da notícia veiculada ontem pela Folha de S. Paulo: Morre Rui Chapéu, lenda da sinuca brasileira (29 fev 2020).
José Rui de Mattos Amorim, o Rui Chapéu, nasceu em Itabuna (BA), em 1940, e “estreou no Show do Esporte em 1984, quando venceu um desafio em que bateu os 12 melhores jogadores de sinuca do país.”
"Todo mundo gosta de sinuca. O presidiário e o policial gostam. A senhora de 70 anos gosta e a criança vê e vai na televisão tentar pegar as bolas coloridas que se mexem", disse Rui Chapéu em entrevista ao UOL, em 2014.”
“Rui Chapéu começou a jogar sinuca aos 12 anos em sua cidade natal. Aos 17, ele já era considerado o melhor jogador do município que hoje tem cerca de 200 mil habitantes. "Ia para o salão jogar mesa grande, naquela época não tinha mesinha. A polícia chegava pela frente e a gente saia correndo pela porta dos fundos". Aos 18 anos, teve de abandonar o esporte para ajudar a família e começou a trabalhar como caminhoneiro. Ele só voltou a jogar sinuca em 1973, após se mudar para São Paulo.”
“A notoriedade para além dos salões de bilhar começou em 1979, depois de participar algumas vezes do programa de Silvio Luiz na TV Record. Sua fama decolou quando começou a participar do Show de Esportes, onde chegou a enfrentar o inglês Steve Davis, seis vezes campeão mundial de sinuca nos anos 1980. "Ele veio várias vezes aqui e perdi mais do que ganhei. Mas ganhei uma vez de 6 a 1", contou Rui Chapéu.  
“É considerado um dos responsáveis por popularizar o esporte, que era associado à criminalidade.”

Minha paixão pela sinuca surgiu quando morava em Londres, nos idos de 80. No inverno, os intermináveis torneios dos grandes mestres varavam as madrugadas e me hipnotizavam diante da tv. Não perdia jogo do Steve Davis! Eu sonhava em voltar para casa e comprar uma mesa de sinuca. 




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