Galeria de Família
quarta-feira, 24 de março de 2021
Harmonia em vermelho
Meus quadros favoritos
Antes de identificar o ambiente e os elementos que compõem o quadro, grita aos olhos a cor vermelha. O vermelho do papel de parede tem continuidade com a toalha da mesa, separados por uma fina linha horizontal que delimita os dois planos, embora à primeira vista se trate de um único plano. O efeito é espetacular!
Os ornamentos em azul presentes na tolha são os mesmos encontrados na parede, o que acentua o efeito que acabo de descrever. Frutas e outros objetos sobre a mesa ganham destaque com o amarelo. Em toda a pintura predominam as cores primárias: vermelho, azul e amarelo.
Palpite de amador: os ornamentos da parede e toalha parecem refletir a influência da arte japonesa, bem ao gosto de Matisse e van Gogh; a cadeira à esquerda, abaixo da janela, é semelhante a uma outra muito famosa, presente no “Quarto em Arles”, do holandês; homenagem ao mestre?
A mulher veste preto & branco, forma bastante criativa para diferenciá-la dos objetos inanimados.
Não satisfeito com o espetáculo – o artista podia parar por aqui, e já teríamos uma grande obra – Matisse acrescenta uma janela onde predomina o verde. Sobre o verde, pontos amarelos como os que estão sobre a mesa. Ao fundo, uma casa. Mania de ex-psicanalista: Matisse dizendo: – Aqui estou eu!
A Harmonia em Vermelho também conhecida como Toalha de Mesa, Mesa Posta, Quarto Vermelho e A Mesa de Jantar, em estilo fovista, é considerada por muitos críticos a obra prima de Matisse. Encontra-se exporta no Hermitage, em São Petersburgo.
terça-feira, 23 de março de 2021
Felizes!
Galeria de Família
segunda-feira, 22 de março de 2021
Ah! os passarinhos
Ao meu amigo Moisés
Ardoroso fã de Darwin, estudioso da Evolução das Espécies, concluiu:
– No cume dessa evolução estão os passarinhos.
Sobre árvores e tucanos
Uma árvore morta tem sua serventia: não a derrube. Deixe que a natureza o faça, ressecando os galhos ao sol, apodrecendo-os com a chuva, para que se desfaçam lentamente.
Uma árvore desfolhada tem sua serventia: sem as folhas para atrapalhar, os galhos nus são campos de pouso perfeitos para os desajeitados tucanos.
Tucanos são monogâmicos e os cuidados dispensados às crias são biparentais. Por isso afirmo que a fotografia acima mostra um casal – não há dimorfismo sexual –, pousado em altos galhos, a planejar o destino do próximo voo ou esperar pela chegada do bando, já que a espécie tem comportamento altamente social.
Desde criança me pergunto para que o tucano precisa de um bico tão grande. Ainda hoje sinto o medo infantil que durante o voo ele embique em direção ao solo e se esborrache com o bico enterrado no chão.
Quando vejo o casal na árvore desfolhada, muitas vezes debaixo de sol escaldante, agora sei que o tal bico desproporcionalmente grande, porém bem leve, de um colorido exuberante, tem função termorreguladora, pois funciona como dissipador de calor.
A fotografia acima me parece bela por três razões. Primeiro porque revela a utilidade de uma árvore morta que ainda preserva seus galhos ressequidos; segundo, serve de pouso aos desajeitados tucanos; em terceiro lugar, porque é bela por si mesma: o fundo branco – tirada na contraluz –, o contraste com os galhos negros, o forte colorido dos bicos, dois tucanos conversando a conversa de tucanos.
A fotografia abaixo para mim é ainda mais bela porque foi tirada por minha mulher.







