terça-feira, 10 de setembro de 2019

Catarina

Galeria de Família

Dois dias após a chegada de Julieta, chega Catarina, dama de companhia, usando máscara negra.
            Tem quase três meses, nasceu em 15 de junho, e já pesa 8 Kg; raça American staffordshire. Catarina, pouco maior que Julieta, foi imediatamente aceita e ambas dormiram enroscadinhas a primeira noite, como boas irmãs.





Fotos: AVianna, 10 de setembro, aniversário de Gabriela.




Pai da Catarina



Mãe da Catarina


Julieta

Galeria de família

Julieta faz sua estreia nesta Galeria! Ela tem apenas dois meses de idade, nascida em 14 de julho, e 5 Kg de peso, da raça American Bully. 
             Não se intimida diante das irmãs mais velhas. E que olhar!






Fotos: Mercêdes Fabiana (na grama) e AVianna, set 2019

Em tempo: 



O pai de Julieta



A mãe de Julieta



quinta-feira, 5 de setembro de 2019

angico floresce


o angico floresce
na severa secura
do bravo cerrado






Foto:AVianna, set 2019, jardim.

Domingo no Pub

Galeria de Família



Verão, domingo de sol na Inglaterra, coisa raríssima, o pub abre o jardim para os fregueses. Presentes Maria Helena, Doug e Shaun, Lucy e filhas. Por volta do final dos anos 80.

Secura

Charge do dia



Kleber Sales

No Correio Braziliense de ontem: Brasília com 8% de umidade relativa do ar. Nem no Saara! Temperatura de 34,2 oC.


Arte e fundamentalismo religioso


“Andrea Adour, professora de Canto da Escola de Música da UFRJ, propõe o estudo das "Toadas de Xangô" de Guerra Peixe para sua turma. Um aluno, evangélico, reage: E se eu receber alguma entidade? Andrea explica que o universidade não é um espaço de rito, de prática religiosa, e que aquela música entra ali como arte, vista de uma perspectiva laica, de conhecimento. O aluno entende e aceita cantar a peça —  e outras de caráter sacro de matriz afro-brasileira apresentadas ao longo do curso.”
            É o que revela a reportagem de Leonardo Lichote para O Globo (05/09/2019), com manchete significativa: Música sacra afro-brasileira enfrenta resistência de alunos evangélicos na Escola de Música da UFRJ
Valéria Matos, professora de Regência Coral da UFRJ, afirma: “É comum alunos de formação religiosa mais fechada questionarem, se recusarem a cantar, quando apresentamos alguma obra que usa termos de origem afro, referindo-se a entidades como Oxalá, Oxum.”
“Tivemos polêmica com "Cânticos de Obaluayê", de Francisco Mignone, "Abalogun", de Waldemar Henrique, "Xangô", de Villa- Lobos. E até com músicas que não falam de orixás, mas que têm palavras como "macumba", como é o caso de "Estrela é lua nova", de Villa-Lobos — lista Andrea, que coordena o Africanias, grupo de pesquisa de repertório brasileiro, com ênfase nas influências negra e indígena.”
Robson Lemos, estudante de mestrado da Escola de Música, também evangélico, relata: “ Vi certa vez um aluno se recusar a cantar, a professora indagou por que ele admitia músicas que mencionavam outras religiões, outras mitologias, mas não admitia os orixás. Ele respondeu que só canta repertório de religiões que eles já eliminaram.”
Em resumo, o fundamentalismo religioso alcançou até mesmo a música erudita! Guerra Peixe, Francisco Mignone, Waldemar Henrique, até mesmo o nosso maior compositor Villa-Lobos, todos têm parte com o demônio e devem ser extirpados de nosso repertório artístico.
Pois este fundamentalismo tem se espalhado por toda a parte, o Brasil já não é um país laico, a bancada evangélica cada vez mais forte, o presidente se ajoelha diante de Edir Macedo para receber benção – e pensar que não se ajoelha nem mesmo diante da Rainha da Inglaterra.
            Pobre país.






quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Morre Elton Medeiros




“Nascido no bairro da Glória e torcedor do Olaria Atlético Clube, Elton Medeiros foi compositorcantorprodutor musical e radialista.
Considerado um dos melhores melodistas e ritmistas da história do samba, Elton teve sua trajetória na música iniciada aos 17 anos quando tocava de dia na Orquestra Juvenil de Estudantes, que se apresentava na Rádio Roquette-Pinto, e à noite tocava trombone na gafieira Fogão, do compositor Uriel Azevedo.
Elton Medeiros começou sua carreira de compositor sendo fundador da ala dos compositores da escola de samba Aprendizes de Lucas. Seu samba "Exaltação a São Paulo" foi considerado um dos melhores da história da escola. Porém, é através das reuniões no Zicartola que Elton Medeiros criará suas principais obras. Entrou em contato com sambistas como CartolaNelson CavaquinhoZé KettiIsmael Silva e Paulinho da Viola, que se tornaria seu principal parceiro musical. Além disso, como fruto do Zicartola surgiram o grupo A Voz do Morro e o show A Rosa de Ouro.
Entre os principais sambas de Elton Medeiros, destacam-se clássicos como "Peito Vazio", "O Sol Nascerá" (em parceria com Cartola), "Pressentimento" (com Hermínio Bello de Carvalho), "Mascarada" (Zé Ketti) e "Onde a Dor Não Tem Razão" (com Paulinho da Viola).
Elton morreu hoje, aos 89 anos de idade, no Rio, de pneumonia.”

Tweet de Ariel Palacios

Gostei tanto do tweet do jornalista Ariel Palacios postado hoje (8:27 AM 4 de set de 2019), com ilustração e tudo, que os reproduzo aqui:




“Desde 2009 no Twitter irritando a jecada e os doidos da esquerda-caviar e da direita-serteneja-astrológica, além de desatar a ira dos fanáticos religiosos. Em resumo, vou pelo bom caminho...”


             Este blog raramente trata de política, em particular da chamada política partidária (uugh!, que significa estou prestes a vomitar). Não que o blogueiro não se interesse por política, isso não. Porém, quando penso na política do governo atual, uugh! E do governo anterior então, uuuggghhh!
            Estou com Palacios: pau na esquerda-caviar e pau na direita-sertaneja-terraplanista-fundamentalista-religiosa-fanática-idiota. O jornalista chama isso de “bom caminho”. 
            Aonde nos levará este caminho? Os fundamentalistas religiosos estão cada vez mais fortes (em nome de Jesus). A esquerda (que vai a Paris para escrever um livro) continua agitando. 
E nós, Ariel, o quê fazemos?

            

O irmão esteve aqui

Fotomionimalismo



Foto: Paulo S. Viana, set 2019.

Ao que o irmão retrucou:


Veja que há nessa
foto verdade:
foi-se a cabeça,
fica a saudade.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Tempo dos ipês




a terra queimada
pela seca inclemente
não apaga a beleza
do ipê amarelo


Foto: Vianna, ago 2019, Lago Sul, Brasília