terça-feira, 26 de março de 2019

Oposição

Charge do dia



André Dahmer

Jogo dos Microcontos


1 . Pensava que a vida dele daria um filme. Com trilha sonora um tanto dissonante.

(Em parceria com Paulo Sergio Viana)


2. Pensava que a vida dele daria um filme. Morreu atropelado. O acidente, filmado por uma câmera de rua, apareceu nos noticiários.


3. Pensava que a vida dele daria um filme. Depois descobriu que quase todo mundo pensa a mesma coisa. Perdeu a graça.


4. Pensava que a vida dele daria um filme. Etcétera.


Uma brincadeira 

Eis uma sugestão para aqueles que ministram oficinas de escrita, ou para qualquer grupo que aprecia as palavras e gosta de brincar, e que poderíamos chamar Jogo dos Microcontos
Alguém oferece a primeira frase, curta de preferência, e o grupo completa o microconto, com o limite de 140 toques (ou o limite que o grupo escolher). 
Ganha aquele que compuser o melhor texto. Ou ganham todos que amam as palavras.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Ah!, as mesóclises


Ao ser preso, afirmou: 
- Explicar-me-ei junto às instâncias competentes.

Karen Uhlenbeck



Karen Uhlenbeck, prêmio Abel de Matemáticas, em Princeton.
Andrea Kane/AFP


“A matemática norte-americana Karen Keskulla Uhlenbeck se tornou a primeira mulher a receber o Prêmio Abel (considerado o "Nobel" da Matemática) desde que começou a ser concedido, em 2003. Professora emérita da Universidade do Texas, em Austin, e Senior Research Scholar da Universidade de Princeton e do Instituto de Estudos Avançados (EUA), Uhlenbeck fez avanços impressionantes no campo das equações diferenciais parciais geométricas, na teoria de gauge e em sistemas integráveis. Seus resultados tiveram um impacto transformador nos campos da geometria e da análise, ampliando os limites do conhecimento e fazendo descobertas profundas na fronteira da matemática com a física.”



terça-feira, 19 de março de 2019

Estranha vingança


Procurou a mulher para assassiná-la. Não a encontrou. Por vingança, matou o próprio cachorro.

Maxime Maufra

Meus quadros favoritos



Maxime Emile Louis Maufra (Nantes, Fr. 1861 – Sarthe, 1918)
Pintor e paisagista francês.

Colheita da maçã



Colheita em pomar de São Joaquim, na serra catarinense
Foto: Giovanni Bello/Folhapress


A reportagem é de Paula Sperb, para a Folha (19 mar 2019):
“Doces, suculentas e crocantes. Assim são as maçãs produzidas em São Joaquim (SC). Neste ano, a colheita, feita manualmente, deve atrair 5.000 trabalhadores de diversas partes do país para a cidade de 26.763 habitantes, a 156 km de Florianópolis. 
Tirar as frutas das macieiras é trabalhoso. Os empregados usam escadas para alcançar o topo das macieiras, que podem chegar a quatro metros de altura.
A safra da serra catarinense deve variar de 350 mil a 400 mil toneladas, o que equivale a um terço da produção brasileira, segundo Rogerio Pereira, presidente da Associação de Maçã e Pera de Santa Catarina (Amap). 
A colheita ocorre de fevereiro a maio, mas as maçãs duram muito mais. É provável que as frutas colhidas agora sejam as consumidas na ceia do Réveillon de 2020. Isso porque elas são armazenadas em câmaras refrigeradas com uso de tecnologia específica.”


segunda-feira, 18 de março de 2019

Morte inesperada


Mulher morre após ser estuprada e espancada por homem que efetuava serviço de pedreiro para ela. Morreu aos 92 anos de idade. 

Al-Jahiz e a evolução das espécies




O Livro dos Animais, de al-Jahiz, tem sete volumes
GETTY IMAGES


Darwin, em seu livro A Origem das Espécies, de 1859, causou verdadeira revolução no conhecimento humano, ao propor a ideia de que as espécies mudam gradualmente por meio de um mecanismo chamado seleção natural, e que as diferentes espécies surgiram de um ancestral comum. 
            A espantosa notícia publicada pela BBC News (16 mar 2019) é a seguinte: “Cerca de mil anos antes de Darwin, um filósofo muçulmano que vivia no Iraque, conhecido como Al-Jahiz, escreveu um livro sobre como os animais mudam através de um processo que também chamou de seleção natural”.
Seu nome era Abu Usman Amr Bahr Alkanani al-Basri, e seu apelido, Al-Jahiz, que significava “alguém com olhos esbugalhados”. Seu livro intitulava-se Kitab al-Hayawan (O livro dos animais, em tradução livre).



“Al-Jahiz nasceu no ano 776 na cidade de Baçorá, sul do atual Iraque, numa época em que o movimento Mutazilah – uma escola de pensamento teológico que defendia o exercício da razão humana – estava crescendo na região, no auge do califado Abássida. Obras acadêmicas eram traduzidas do grego para o árabe, e Baçorá sediava importantes debates sobre religião, ciência e filosofia”.
“O papel havia sido introduzido no Iraque por comerciantes chineses, o que impulsionou a difusão de ideias, e o jovem Al-Jahiz começou a escrever sobre vários temas, como ciência, geografia, filosofia, gramática árabe e literatura. Acredita-se que ele tenha publicado 200 livros durante a vida, mas só um terço sobreviveu até nossos dias.” 
“Sua obra mais famosa, O Livro dos Animais, foi concebida como uma enciclopédia com 350 espécies, onde Al-Jahiz postula ideias que se parecem muito com a teoria da evolução de Darwin. Os animais estão envolvidos numa luta pela existência e pelos recursos, para evitar serem comidos e se reproduzirem", escreve Al-Jahiz. "Os fatores ambientais influenciam nos organismos fazendo com que desenvolvam novas características para assegurar a sobrevivência, transformando-os assim em novas espécies. Os animais que sobrevivem para se reproduzir podem transmitir suas características exitosas a seus descendentes".
“A contribuição do mundo muçulmano à ideia da evolução não era um segredo para intelectuais europeus do século 19. De fato, um contemporâneo de Darwin, o cientista William Draper, falava da "teoria da evolução maometana" em 1878. No entanto, não há evidências de que Darwin conhecesse o trabalho de Al-Jahiz ou de que entendesse árabe.”
“O jornalista científico Ehsan Masood, que realizou uma série para a BBC chamada Islam and Science (O Islã e a Ciência), diz que o criacionismo não parecia existir como movimento significativo no século 9 no Iraque, quando Bagdá e Baçorá eram os principais centros de ensino avançado na civilização islâmica.” 
Espantosa notícia!