quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Lucy Citti Ferreira, um presente de aniversário



Natureza morta


Dora Lucy Citti Ferreira (São Paulo1911 – Paris2008) foi gravadora, professora, desenhista, pintora e modelo.  

Passou a infância e adolescência na Itália e na França.
Em 1930, em Havre, iniciou-se na pintura, estudando com André Chapuy, na Escola de Belas Artes, onde obtém importantes prêmios.
Entre 1932 e 1934, em Paris, aperfeiçoou-se com Armand Matial na Escola de Belas Artes de Paris.  
De volta ao Brasil em 1934 conheceu Lasar Segall (por intermédio de Mário de Andrade), de quem foi aluna e modelo.
Participou do Salão de Maio, em suas três versões, acontecidas em São Paulo nos anos de 1937, 1938 e 1939.
Retornou a Paris em 1947 e em 1949 casou-se com o pianista e compositor russo Georges Alexandrovitch.
Em 1988, o Museu Lasar Segall promoveu uma exposição com obras desenvolvidas após a artista deixar o Brasil.
A Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou em 2013 a exposição “Lucy Citti Ferreira”, com aproximadamente 60 trabalhos da artista, criados entre 1930 e 1990. A mostra exibiu pinturas, gravuras, desenhos, fotografias, documentos e outros materiais impressos, que integram um conjunto de 175 itens doados por Lucy poucos meses antes de sua morte.  

(Tivemos, eu e Mercêdes, a oportunidade de ver a exposição na Pinacoteca; não conhecíamos a artista até então, e ficamos impressionadíssimos com a pintura dela. Hoje, 18 de janeiro de 2018, ganho de presente um quadro – Natureza morta – de Lucy Citti Ferreira!)  

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A força do palavrão


Inspirado em Donald Trump, Hélio Schwartsman escreveu hoje (17/01/2018) em sua coluna para a Folha sobre o poder do palavrão, mais precisamente palavras-tabu. “Por que elas despertam reações tão veementes naqueles que as ouvem”, pergunta o articulista. Se Trump tivesse dito "países subdesenvolvidos, não teria despertado qualquer alarde; como disse "países de merda" (shithole countries), foi o barulho que se viu.
Schwartsman interroga: “Por que diacho desenvolvemos uma linguagem e logo a seguir escolhemos alguns termos para "proibir"?” “Xingamentos, palavrões e profanidades integram circuitos cerebrais diferentes dos da linguagem ordinária. Há casos de pessoas que sofrem lesões cerebrais que lhes tiram a capacidade de falar (afasia), mas conseguem praguejar.”
O colunista cita alguns termos que utilizamos com frequência, como "merda", "mijo", "porra" ou "pústula", todos considerados sujos, daí sua força ofensiva (esta é minha interpretação, diferente da de Steven Pinker, que afirma que tais “fluidos são muitas vezes vetores de doenças, das quais tentamos nos proteger não só física como também linguisticamente”). (Se Pinker e eu tivéssemos razão, “porra” não seria tão empregada como verdadeira pontuação.)
Interessante a conclusão de Schwartsman: “Seja como for, essa é mais uma modalidade do pensamento mágico que tanto assombra nossa espécie.”
 O que ele não disse, talvez para não dar a impressão de que apoia as ideias de Trump, é que o palavrão tem seu lugar, quando empregado na hora certa, para a plateia adequada.
Mas isso, para quem sabe e pode usá-lo! Sim, é verdade, é preciso ter liberdade psíquica para fazer bom uso do palavrão; seu emprego “forçado” ou repetitivo torna-se grosseria. Minha experiência com o emprego de um sonoro e inesperado “filho-da-puta” em plena sala de aula (para estudantes universitários) sempre produziu bons efeitos, no mínimo para despertar os sonolentos, além de motivar os despertos.
E não me considero mal acompanhado: Saramago muitas vezes se utilizou de palavrões, quer em artigos de cunho político ou até mesmo na ficção, para surpreender o leitor e marcar com força a posição dele.
Há quem nunca diga um palavrão (e é preciso respeitar isso). Já me disseram que Machado de Assis nunca escreveu um palavrão, e as razões seriam de ordem estética: se há palavra mais bonita, para que empregar uma feia. Porém, esta “feiura” não seria puro preconceito, ou moralismo disfarçado? Não é uma palavra como outra qualquer, e apenas uma palavra?
Sei não. Às vezes, Que merda! nos ajuda simplesmente a por para fora algo que não podemos suportar. Daí a intrigante ideia apresentada por Schwartsman de que se trata de um tipo de pensamento mágico.





terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Copinha segue brilhando


Luan abriu o placar na vitória de 2 a 0 sobre o Vasco da Gama hoje
Foto: Fábio Menotti / Ag. Palmeiras


            Após exaustivas disputas, para dizer o mínimo, onde os jogadores empenham-se quase que à morte, chega às quartas de final a Copinha – Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018 – iniciada em 2 de janeiro último, com a final prevista para o dia 25 deste mês, aniversário da Cidade de são Paulo.
            Na próxima rodada enfrentar-se-ão:

Palmeiras x Portuguesa de Desportos
Flamengo x Avaí
São Paulo X Vitória da Bahia
Santos x Internacional

            São estes os 8 finalistas (dentre 128 times que iniciaram a disputa), dignos de todo elogio, jogando dia-sim-dia-não, debaixo-de-sol-debaixo-de-chuva, em bons e maus gramados, com invejável disposição, enfrentando o terrível mata-mata da segunda fase do campeonato.
            As duas maiores surpresas até agora foram as eliminações do Fluminense, ainda na primeira fase, e do Corinthians, nas oitavas, quando foi derrotado pelo Avaí por 2 a 0.
Os jogos que pude assistir foram realmente muito bons, inclusive no aspecto técnico. O toque de bola esteve presente nos melhores times, em especial no Palmeiras, responsável pelo placar mais dilatado até agora – 7 a 0 sobre o Taubaté.  
As finalizações a gol é que deixaram a desejar, em todos eles. Na hora de arrematar, quer pela pontaria, quer pela ansiedade, a bola desviava-se do gol. Mesmo assim, vi jogar bons goleiros, um deles com mais de 2 metros de altura (com menos de 20 anos de idade) e muita agilidade.
Sob o aspecto tático, os técnicos imitam inteiramente aqueles dos profissionais, com ênfase na linha de 4 ou 5 defensores. Por causa da correria, a média de gols é bem superior na copinha, em comparação aos times principais.
            Interessante também ver em campo árbitros e bandeirinhas novos, alguns com a idade dos jogadores, aproveitando a Copinha para se aprimorarem.
            Até o fim desta semana teremos os 4 finalistas.