sábado, 27 de novembro de 2021

Me engana que eu gosto

Charge do dia


 Amarildo

Festa do corona


Austríaco vai a festa na Itália para pegar Covid-19 de propósito e morre: esta a manchete do G1 hoje (26 nov 2021).

“Um austríaco de 55 anos morreu de Covid-19 após se infectar propositalmente com o coronavírus na Itália para obter um passaporte sanitário — as autoridades italianas adotam em alguns casos a infecção prévia como alternativa à vacina para acesso a determinados locais. 

O alerta foi feito na semana passada por Patrick Franzoni, coordenador da unidade anti-Covid de Bolzano, cidade italiana perto da fronteira com a Áustria. Em entrevista à emissora RAI, ele diz que pessoas, jovens e velhas, têm participado de "festas do coronavírus" para tentar se infectar propositalmente e, assim, não precisar se vacinar. 

"Aqui, temos um menino que se recupera na unidade pediátrica e um morto de 55 anos que se infectou em uma 'festa do corona'", disse.

As vacinas aprovadas contra a Covid-19 até agora têm altos graus de efetividade contra todas as formas da doença, especialmente as mais graves. Além disso, mesmo pessoas jovens e saudáveis podem contrair o coronavírus e desenvolver quadros sérios ou até morrer.”

 

            Até onde chega a estupidez humana!

 

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/11/26/austriaco-vai-a-festa-na-italia-para-pegar-covid-19-de-proposito-e-morre.ghtml

 

Imagem de santo

Meus quadros favoritos 



Bernardino Luini (1475 - 1532) foi um pintor italiano do norte, pertencente ao círculo de Leonardo da Vinci. Luini e Giovanni Antonio Boltraffio trabalharam com Da Vinci diretamente e muitos de seus trabalhos foram até atribuídos a Leonardo. 

Luini nasceu Bernardino de Scapis, em Runo, em Dumenza. Há poucos detalhes sobre sua vida. Em 1500, foi para Milão com seu pai. Estudou com Giovan Stefano Scotto e Ambrogio Bergognone. Em 1509, recebeu uma encomenda para um políptico no Museu Poldi Pezzoli, influenciado por Bernardino Zenale, uma de suas obras mais conhecidas. Quando esteve em Roma, em 1521, influenciou-se também por Melozzo da Forlì. 

Morreu em Milão. Seu filho, Aurelio Luini também foi um famoso pintor.”

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardino_Luini

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

A série continua

Non-sense photography 



Em tempos de pandemia




Variante Ômicron


Micrografia eletrônica de varredura colorida de uma célula 

(marrom) fortemente infectada com partículas do 

Coronavírus (Sars-CoV-2, em verde) isolada de um paciente.

Foto: NIH/NIAID

 

 

“A nova variante do coronavírus encontrada na África do Sul já tem um nome provavel: Nu. Com a pronúncia "niu", ela é a 13ª letra do alfabeto grego, que tem sido usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para nomear as variantes do Sars-CoV-2 que precisam ser monitoradas.” 

 

https://oglobo.globo.com/saude/nova-variante-do-coronavirus-ja-tem-nome-nu-25293581?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo



Uma hora após esta postagem saiu o nome oficial da nova variante: Ômicron.


Camarilha

Segunda charge do dia 


Amarildo

Bolsa quadrilha

Charge do dia


 Jaguar

Demenciação

Aforismo

 

Perceber, analisar e acompanhar o processo de demenciação em si próprio é a última manifestação possível de sanidade mental do ser humano.


Vencedores do 63º Prêmio Jabuti

 

Jeferson Tenório, vencedor do Jabuti de Melhor Romance

com "O avesso da pele" Foto: Carlos Macedo / Divulgação

 

 

Os vencedores do 63º Prêmio Jabuti, o mais prestigioso da literatura brasileira, foram anunciados na noite desta quinta-feira (25). 

 

Eixo Literatura

 

Conto: “Flor de gume”, Monique Malcher (Jandaíra)

Crônica: “Histórias ao redor”, de Flávio Carneiro (Cousa)

Histórias em Quadrinhos: “META: Depto. de Crimes Metalinguísticos”, de André Freitas, Dayvison Manes, Marcelo Saravá e Omar Viñole (Zarabatana Books)

Infantil: “Sagatrissuinorana”, de João Luiz Guimarães e Nelson Cruz (ÔZé Editora)

Juvenil: “Amigas que se encontraram na história”, de Angélica Kalil e Amma (Quintal Edições)

Poesia: "Batendo pasto", de Maria Lúcia Alvim (Relicário)

Romance de Entretenimento: “Corpos secos”, de Luisa Geisler, Marcelo Ferroni, Natalia Borges Polesso e Samir Machado de Machado (Alfaguara)

Romance Literário: "O avesso da pele", de Jeferson Tenório (Companhia das Letras)

 

Eixo Não Ficção

 

Artes: “Atlas Fotográfico da cidade de São Paulo e arredores”, de Guilherme Wisnik, Henrique Siqueira e Tuca Vieira (AYO)

Biografia, Documentário e Reportagem: “A república das milícias: Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro”, de Bruno Paes Manso (Todavia)

Ciências: “Ciência no cotidiano: viva a razão. Abaixo a ignorância!”, de Carlos Orsi Martinho e Natalia Pasternak Taschner (Contexto)

Ciências Humanas: “Sobreviventes e guerreiras”, de Mary Del Priore (Planeta do Brasil)

Ciências Sociais: “A razão africana: breve história do pensamento africano contemporâneo”, de Muryatan S. Barbosa (Todavia)

Economia Criativa: “Prato Firmeza Preto: Guia gastronômico das quebradas de SP”, de Amanda Rahra, Guilherme Petro, Milo Araujo e Jamile Santana (Énois Inteligência Jovem)

 

Eixo Produção Editorial

 

Capa: "Sul da fronteira, oeste do sol".Capistas: Ana Paula Hentges, Bruno Miguell Mendes Mesquita e Gabriela Heberle (Alfaguara)

Ilustração: "Carona". Ilustrador: Ilustrador: Guilherme Frederico Karsten (Companhia das Letrinhas)

Projeto Gráfico: "O Médico e o Monstro". Responsável: Giovanna Cianelli (Antofágica)

Tradução: "Divã ocidento-oriental". Tradutor: Daniel Martineschen (Estação Liberdade)

 

Eixo Inovação

 

Fomento à Leitura: Slam Interescolar SP. Responsável: Emerson Alcalde

Livro Brasileiro Publicado no Exterior: "Tupinilândia". Editora(s): Todavia e Editions Métailié

 

https://oglobo.globo.com/cultura/livros/premio-jabuti-infantil-sagatrissuinorana-ganha-livro-do-ano-jeferson-tenorio-leva-de-melhor-romance-por-avesso-da-pele-25292668

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Segue o Diário da Demenciação

 

14 de novembro

 

O gosto pela escrita permanece em mim, mesmo diante da incompetência de sempre, agora agravada, e mesmo percebendo que ninguém mais lê o que escrevo. Avento a hipótese de que isso possa ser uma manifestação do processo de demenciação, isso de escrever para mim mesmo, uma espécie de falar sozinho, e resolvo voltar ao meu Diário da Demenciação para desenvolver a teoria.

            Falar sozinho é coisa de maluco? Parece que não, tem gente bem normal falando sozinha pela vida afora, dizem até que se trata da forma de algumas pessoas organizarem os próprios pensamentos. Eu mesmo, antes da velhice e do tal processo, nunca falei sozinho; pensar em silêncio me bastava. Como não cultivava aquele hábito, hoje escrevo para o silêncio. Talvez seja uma explicação.

Mas pode ser coisa de maluco também, tanto o solilóquio quanto o silêncio mais fechado. Aconteceu na Itália: a mulher era conhecida na aldeia onde morava por ser uma faladeira dos infernos, uma matraca, falava sem parar – e portanto sem pensar –, para desespero de quem estava por perto. Para de falar um pouco, Madalena, que tormenta!, clamavam os vizinhos. Pois não é que certo dia Madalena parou de falar! Assim, de repente, puff!, silêncio absoluto, veio gente de todo lugar para ouvir o silêncio de Madalena, que nunca mais falou. Nunca mais até o dia de sua morte. Consumida por um cancro no estômago, de uma magreza de fazer pena, Madalena fez um pedido, a voz sumida mas ainda clara:

– Una pasta, per favore!

Comeu bem pouco, e morreu.

Aconteceu dentro de um ônibus, enquanto um grupo de estudantes de Medicina do primeiro ano fazia uma excursão a um balneário, em comemoração ao ingresso na universidade. Em meio à balbúrdia generalizada, um colega permanecia sentado na janelinha, no mais profundo silêncio. A viagem durava já cinco horas quando o moço foi provocado com insistência, Fala alguma coisa, Bernardo!

– Apóstrofe!

E permaneceu calado até o dia em que o grupo retornou ao Rio de Janeiro. Dois dias depois ele trancou a matrícula. (Agora me lembro, já contei essa história aqui no blog; repetir faz parte do processo).

 

 

17 de novembro

 

Um fio de pensamento me desviou do assunto no diário anterior. Comecei falando no significado possível de escrever para mim mesmo, o que chamei de escrever para o silêncio, e me perdi pelas histórias desse mundão de deus.

            Retorno ao tema. Que sentido poderá haver em escrever escrever escrever, sem que esta produção miserável jamais chegue aos olhos de alguém? Se a escrita fosse registrada em cadernos manuscritos – uso o plural porque o número deles passaria de 47 nessa altura dos acontecimentos –, algum dia em remoto futuro eles poderiam ser encontrados numa casa velha, no fundo de um baú qualquer, e a partir daí, ninguém sabe o que poderia acontecer. Mas os textos permanecem no hard de um computador, e a chance de que nunca sejam descobertos aumenta ainda mais. Basta uma pane no computador e puff!, desintegra-se a escrita. Ninguém há de chorar por isso.

            E por quê então continuo escrevendo para mim mesmo? Posso ensaiar algumas respostas; a primeira que me ocorre é que se trata de manifestação do processo de demenciação. (Uma certa obsessão pela grafia das palavras me persegue, desde o primeiro ano do ginásio, quando numa prova de História escrevi Brazil, assim mesmo, com zê, e toda a escola veio abaixo, ou melhor, caiu em cima de minha cabeça, fui ameaçado de reprovação e o escambau. Por isso procuro a palavra demenciação em todos os dicionários de que disponho, físicos e virtuais, não são poucos, e não a encontro. Encontro dementação, mas não gosto dela; prefiro demenciação. Uma hora dessas sugiro a palavra ao Dicionário Informal, que tanto aprecio. Até já colocaram lá a palavra avencário, de minha lavra, para orgulho meu.)

            Outra vez o fio do pensamento escorreu pela grafia das palavras e a ideia central se perdeu.

 

 

19 de novembro

 

Quantos dias serão necessários para que eu consiga desenvolver e concluir uma ideia relativamente simples?

            Vou direto ao ponto. Escrever para mim mesmo seria o pendant, o correspondente de falar sozinho. Em vez de demência, pode ser uma tentativa de preservar a sanidade mental. É isso.

            Mas pode ser demência...