segunda-feira, 21 de março de 2016

Daubigny

Meus quadros favoritos



Charles Francois Daubigny (1818-1878): pintor realista, precursor do impressionismo.


sexta-feira, 18 de março de 2016

Questão de escolha

O marido:
– Lindos esses filhotes!
A esposa:
– Será que você está querendo outro bebê?
– Não, estou querendo outro cachorro. 

Em co-autoria com
Andrea Pedrosa

quarta-feira, 16 de março de 2016

Pobre noiva

Baseado em fatos reais

Ao descer do carro para entrar na igreja, o assaltante apontou-lhe o revólver e disse: Passe o buquê!


Matisse, para a Cecília

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Para a Cecília




Henri Matisse


Kaminagai

Meus quadros favoritos




Tadashi Kaminagai (Hiroshima, Japão, 1899 - Paris1982)

“Foi um pintor, desenhista japonês, que passou por muitos países e produziu suas obras principalmente no Japão, Brasil e França, sendo que também expôs nesses países. Antes de ser pintor Kaminagai seguiu a vida monástica, primeiramente no Japão e depois nas Índias Orientais Holandesas, atual Indonésia, até que abandonou a vida de monge budista para se tornar artista. Influenciou artistas e também foi o professor de outros artistas. Suas obras foram apresentadas em exposições nacionais e internacionais. Também participou da Seibi-kai, tendo o contato com inúmeros pintores, inclusive muitos de origem japonesa.”


Foto: A.Vianna, mar 2016, minha sala.

Bruegel, o Velho

Meus quadros favoritos



Pieter Bruegel, O Velho (1525-1569): pintor flamengo.


Falta esgoto, falta água

A foto do dia



Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), metade da população brasileira ainda não tem esgoto coletado em suas casas e cerca de 35 milhões de pessoas não têm acesso a água tratada.
            Enquanto isso, políticos refestelam-se no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e onde mais forem encontrados.



Foto: Fábio Motta / Estadão

segunda-feira, 14 de março de 2016

Tudo vai ficar bem



O filme rodava já há uns cinco minutos quando um sujeito senta-se a duas cadeiras do meu lado esquerdo. Ele não vai entender nada, pensei. Pois é, Every thing will be fine, título traduzido literalmente para Tudo vai ficar bem, é um desses filmes que você precisa ver desde o começo, ou terá dificuldade para acompanhá-lo.
            O diretor dispensa comentários, é o alemão Win Wenders. Depois de alguns filmes documentais, ele se entrega à ficção. E o resultado é muito bom. Nota-se perfeitamente a mão de um diretor competentíssimo em várias passagens do filme.
            O tal início que você não pode perder, não vou revelá-lo aqui, em respeito ao futuro expectador, o que torna bem mais difícil escrever esta crônica. Trato apenas da essência do filme, os modos de viver o luto.
            O tema interessa a todos nós, que perdemos desde que nascemos e continuamos a perder ao longo da vida, até a morte, a perda de nós mesmos. Aprender a viver com as perdas, eis um dos fundamentos da Sabedoria.
            Pois o filme mostra pelo menos quatros maneiras diferentes de lidar com o luto, através das histórias dos respectivos personagens. O primeiro deles, o protagonista, é um escritor que luta em busca do reconhecimento, com altos e baixos após o trauma inicial. Arrisco dizer que a escrita funciona para ele como uma forma de terapia (trata-se de um ponto de vista muito pessoal, um aspecto discutido com frequência neste blog); nos piores momentos da vida, ele não desiste da escrita, e certamente se beneficia dela, a despeito do esforço para realizá-la. (Nada se consegue sem esforço.)
            Sua noiva, embora não tivesse sofrido as consequências do acidente inicial, lida mal com a quebra da relação entre eles. Numa cena interessante, anos depois, casada e com filhos, ao encontrar o escritor num teatro, agride-o com dois retumbantes tapas na face.
            A mãe, estrelada pela exótica inglesa Charlotte Gainsbourg, a maior vítima de todo o enredo, nos dá uma lição de vida, de como enfrentar uma perda insuportável, e superá-la tanto quanto possível.
            O quarto personagem, um menino pequeno que cresce ao longo do desenrolar da trama, tem sua atuação já no difícil período da adolescência, e é aquele que vive a perda com maior dificuldade, beirando a doença mental.
            Ao final, como sugere o título, tudo fica bem. Ou seja, a vida prossegue, como a vida de todos nós, com uma quantidade de frustrações sempre muito superior a de alegrias e realizações. Esta última frase não está no filme, está na vida.