O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
escolheu a melhor fotografia de raios feita entre setembro e outubro deste ano,
de autoria de Ronaldo Maciel, morador de Santana do Livramento, no interior do
Rio Grande do Sul. A cidade tem incidência anual de 9 raios por km², 4ª posição
no ranking de maior ocorrência de raios por ano.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Ainda a pós-verdade
Tornou-se tradição a escolha da palavra do ano pelo dicionário
britânico Oxford. Ano passado foi a surpreendente emoji, ano atrasado foi a óbvia selfie.
O termo vencedor de 2016 foi pós-verdade, ou post-truth no original.
A saída do Reino Unido da União
Europeia e a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos deram força ao post-truth, que, segundo os editores do
dicionário, relaciona-se à “circunstâncias em que fatos objetivos são menos
influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença
pessoal”.
Casper Grathwohl, presidente do
dicionário Oxford, informa que “o emprego de pós-verdade cresceu para explicar
as consequências das redes sociais como fonte de notícias, além da
crescente desconfiança mundial nos fatos oferecidos pelo establishment”.
Recentemente, o termo foi capa de The
Economist, na reportagem “Arte das Mentiras: Política pós-verdade na era
das mídias sociais”.
Embora
vivamos num mundo globalizado, não há dúvida quanto à forte influência da
língua inglesa nessa escolha, que é mesmo realizada por um dicionário inglês. A
pergunta que faço é se esta palavra do ano também serve para nós. Ou por aqui
teríamos uma melhor, genuinamente tupiniquim?
Minha
primeira escolha como palavra do ano seria corrupção!
Em homenagem a Sérgio Moro, a palavra poderia ser anti-corrupção.
Em homenagem a Sérgio Moro, a palavra poderia ser anti-corrupção.
Forte
concorrente: impeachment.
Ou
ainda: prisão.
Ou
seria lava-jato?
É
certo que Eduardo Cunha e Dilma esforçaram bastante para que pós-verdade fosse
a vencedora também por aqui. O primeiro afirmou que enriqueceu vendendo carne
enlatada aos africanos. A segunda cansou de repetir que nosso desastre
econômico deveu-se a fatores internacionais. Os dois, de fato, vivem na era
pós-verdade.
Porém, o nome dessas
peripécias em língua brasileira é mentira
mesmo! Não precisamos importar o post-truth
para nomear falsidade, enganação, distorção, contraversão, malsinação,
forçamento, adulteração, falácia, contrafação, artimanha, colusão, cambalacho,
conciliábulo, falsídia, falseamento, mendacidade, perjúrio, fraude, barataria,
embuste, embromação, comedela, garatusa, burla, perfídia, tartufice, jacobice,
impostura, a lista de sinônimos ou correlatos para mentira é mesmo interminável.
Que
o eventualíssimo leitor desta crônica faça sua sugestão.
Desvairados
A foto do dia
Grupo de desvairados invadem Câmara dos Deputados pedindo intervenção militar no país. Inacreditável!
Foto: Naira Trindade / Estadão
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Verdade ou pós-verdade?
Notícia que acaba de ser
divulgada pela BBC Brasil:
O Dicionário Oxford escolheu post-truth, ou pós-verdade, como palavra internacional do ano de
2016. O dicionário define a palavra como um adjetivo "relativo a ou que
denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influentes na
formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal".
Casper Grathwohl, da Oxford Dictionaries, afirmou que "pós-verdade" poderia se
tornar "uma das palavras que definem nosso tempo".
Após as campanhas do Brexit e da eleição americana,
marcadas por notícias falsas nas mídias sociais e mentiras proferidas pelos candidatos,
o termo ganhou popularidade.
Sinal dos tempos?
Questão de gosto?
Certa vez ouvi de uma
paciente, Parece que o senhor gosta mais de cachorro que de gente. Naquele
momento, achei melhor não responder, precisava pensar sobre o que acabara de
ouvir.
O que a levou a fazer o diagnóstico tão radical? Estaria
se sentindo preterida, abandonada? O “problema” era dela ou era meu?
Aprendo muito com meus cães. E os amo de verdade. Por que
tanto amor? (Tem sido um sofrimento interminável a recente perda de meu
cãozinho Camões.)
Hélio Schwartsman responde em sua crônica Lancheiras caninas, agora publicada em
livro indispensável: Pensando bem... – um olhar original a
respeito de liberdade, religião, história, política, violência, comportamento,
educação, ciência, da Editora Contexto (2016). São textos selecionados,
já publicados na Folha de S. Paulo ao longo de muitos anos, e que considero
leitura indispensável para aqueles que desejam aprender a pensar.
Voltemos ao tema inicial desta crônica. Afirma
Schwartsman:
“Em tempos modernos, coube
a primatologistas como Frans de Waal questionar o dogma [as coisas se explicam
em termos de genes ou não se explicam]. Não é uma coincidência. Eles trabalham
com nossos parentes mais próximos que, não por acaso, são os que exibem
atitudes mais parecidas com as nossas. E, se descendemos todos de um ancestral
comum relativamente recente e possuímos mais ou menos a mesma química cerebral,
por que não podemos ter os mesmos sentimentos?
É
claro que precisamos de cuidado para não atribuir a um cachorro emoções extremamente
intelectualizadas como amor romântico ou êxtase religioso, mas, como observa De
Waal, se não enxergarmos as semelhanças entre os animais e nós, corremos o
risco de deixar escapar algo fundamental, sobre eles e sobre nós.”
Agora,
se gosto mais de gente ou de cachorro...
terça-feira, 15 de novembro de 2016
multicolorido
florido jardim
belomulticolorido
cheiro do jasmim
Ao que o poeta Paulo Sergio acrescenta a quadrinha:
Do meu florido jardim
multicheiro e multicor
salta o cheiro do jasmim
cheiro de cor e de flor...
cheiro de cor e de flor...
Foto: A.Vianna, nov 2016, jardim.
David e a lua
O inconfundível perfil do David, de Miguelângelo (réplica), em Florença, com a superlua ao fundo! É arte sobre arte!
Foto: Mauricio Degl'inoccednti / AP
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