segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Felicidade

Imagem & microconto 



– Mãe, quero tomar banho de piscina.

– Então senta aí nessa bacia, menino enjoado!



Foto: autor desconhecido.

Florence Price

 

 

Florence Beatrice Price foi uma compositora de música clássica norte-americana, a primeira mulher negra reconhecida como compositora sinfônica. 

“Florence nasceu em Little Rock, em 1887, filha de Florence Gulliver e James H. Smith, uma das três filhas de um casal inter-racial. Apesar de esta ser uma época de preconceito e opressão, a família era valorizada e respeitada em sua comunidade. Seu pai era dentista e sua mãe era professora de música, que acabou passando para a filha Florence o gosto pela música e as primeiras aulas. Sua primeira apresentação no piano foi aos 4 anos de idade e sua primeira composição clássica foi aos 11 anos. 

Aos 14 anos, Florence se formou na escola como a primeira da classe se matriculou no Conservatório da Nova Inglaterra, graduando-se em piano e órgão. Em seus tempos de estudante compôs seu primeiro trio e uma sinfonia. Formou-se com honras em 1906, tanto nos instrumentos quanto no magistério. 

Em Atlanta, tornou-se chefe do departamento de música da Universidade Clark Atlanta. Em 1912, casou-se com o advogado Thomas J. Price e se mudaram de volta para Little Rock. Após uma série de incidentes racistas na cidade, até mesmo um linchamento em 1927, a família se mudou para Chicago, onde Florence passou a se dedicar integralmente à carreira de compositora. 

Dificuldades financeiras levaram o casal ao divórcio em 1931, quando Florence se tornou mãe solteira de duas filhas. Para manter a família, ela trabalhou como organista em abertura de filmes mudos e compôs músicas para propagandas de rádio com um pseudônimo. Acabou se mudando para a casa de uma amiga e estudante, Margaret Bonds, pianista e compositora negra. A amizade com Margaret a fez entrar em contato com o escritor Langston Hughes e com a contralto Marian Anderson, duas figuras proeminentes no mundo artístico, que ajudaram a alçar o nome de Florence no meio da música. Junto de Margaret, Florence conseguiu reconhecimento nacional por suas composições e performances. 

Em 1932, as duas submeteram composição para o Prêmio da Fundação Wanamaker, onde Florence ganhou o primeiro prêmio com sua Sinfonia em Mi Menor e o terceiro prêmio com sua sonata para piano, que lhe rendeu 500 dólares na premiação. A Orquestra Sinfônica de Chicago tocou a sinfonia ganhadora de Florence em 1933, tornando-a a primeira negra a ter uma peça tocada por uma orquestra sinfônica. 

Seu trabalho era variado, com sinfonias, música de câmara, consertos para piano e violino, e arranjos para órgão. Alguns de seus trabalhos mais populares são "Three Little Negro Dances," "Songs to a Dark Virgin", "My Soul's Been Anchored in de Lord" e "Moon Bridge". Muitas de suas obras eram marcadas pelos ritmos e melodias das músicas negras. 

Apesar de ter recebido uma educação quase que inteiramente centrada na tradição europeia, a música de Florence adotava o inglês e trazia as raízes do sul dos Estados Unidos na melodia. Compunha com um estilo vernacular, usando sons e ideias que serviam à realidade da moderna sociedade urbana. Sendo bastante religiosa, frequentemente usava as músicas das igrejas negras como material para seus arranjos. Suas melodias eram inspiradas na técnica romântica europeia tradicional, mesclada com tons de blues e jazz. 

Florence faleceu em 3 de junho de 1953, devido a um acidente vascular cerebral. Após sua morte, muitos de seus trabalhos caíram no esquecimento e apenas recentemente foram redescobertos pela comunidade da música. Alguns de seus trabalhos se perderam, mas assim como muitas intérpretes negras estão ganhando notoriedade, também seu trabalho tem sido reconhecido. Em 2001, a Filarmônica das Mulheres gravou um álbum apenas com seus trabalhos.”

 

A Sinfonia n. 1 em mi menor está disponível no YouTube, bem como outras gravações da compositora: https://www.youtube.com/watch?v=9s4yY_A2A2k

 

 


https://pt.wikipedia.org/wiki/Florence_Price

 

domingo, 13 de fevereiro de 2022

A charge perfeita!

Segunda charge do dia



 André Dahmer

O Retrato torto

Texto de Luiz Armando Bagolin, Professor do Instituto de Estudos Brasileiros da USP e curador da exposição "Era uma Vez o Moderno [1910-1944]", em cartaz no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo.  Para a Folha de s. Paulo hoje.

 

          “Modernismo paulista decorrente da Semana de 22, liderado por filhos da aristocracia e burguesia, propôs uma atualização dos padrões estéticos que preservasse a cultura e a memória das elites, espécie de "ruptura negociada" em uma sociedade desigual. Críticas ao movimento centenário, contudo, não devem perder de vista um de seus grandes legados: a valorização da diversidade cultural e racial na formação do Brasil.

          “Em 27 de janeiro de 1922, no meio da madrugada, a cidade de São Paulo foi atingida por um forte tremor de terra. No dia seguinte, o jornal O Estado de S. Paulo dedicou uma página ao fenômeno, chamando a atenção para o fato de ter sido "o primeiro na capital (do Estado) de tal intensidade".

          “Dias depois, durante a abertura da Semana de Arte Moderna, realizada no Theatro Municipal de São Paulo, em 13 de fevereiro, Renata Crespi, uma alta dama da sociedade paulista, ciceroneada pelo escritor Menotti del Picchia, teria parado diante de uma pintura de Anita Malfatti e perguntado: "Não estaria torto aquele retrato?"

          "Menotti parou por um instante e respondeu, com fino humor, que não, pois o quadro havia sido realizado sob os efeitos do terremoto recém-ocorrido na cidade. O seu "estilo" era consequência das forças dinâmicas da natureza, o que causava as deformações justificáveis na pintura.”

          “Assim, em meio a ironias e paródias, se iniciava o movimento modernista brasileiro.”


          Acrescento eu: vale a pena lembrar o nome de Emílio de Menezes, mestre do trocadilho, dono de humor refinado, meu ídolo de infância! Em 22 de julho de 2014 este blog publicou: 

https://loucoporcachorros.blogspot.com/2014/07/o-trocadilho-nao-morreu-homenagem.html . 

          Vale a pena conferir. Emílio volta aqui, não pela Semana de Arte Moderna de 22, mas pela piada de Menotti dei Picchia!



https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2022/02/playboys-intelectuais-de-1922-lideraram-atualizacao-das-artes-negociada-com-elites.shtml

 

Armas de destruição em massa

Charge do dia 

Jean Galvão para a Folha hoje



Uma pena!

 



Medalha de prata no mundial!


Foto: Fábio Menotti, Palmeiras

Tambor de giz

 

Tambor de giz, escultura de 5.000 anos, no Museu Britânico

Museu Britânico - 10.fev.2022/AFP

 


“Arqueólogos britânicos desenterraram uma escultura de 5.000 anos, o achado pré-histórico mais importante do país em um século, anunciou nesta quinta-feira (10) o Museu Britânico. O tambor de giz, que apesar do nome não tem finalidade musical, data da época do monumento pré-histórico Stonehenge.

"Segundo o museu, o tambor é "um dos artefatos mais elaborados deste período que foram encontrados na Grã-Bretanha e na Irlanda".

“O cilindro decorado foi encontrado nas sepulturas de três crianças, cujas mãos se tocavam. Foi colocado logo acima da cabeça do mais velho, junto com uma bola de giz e uma agulha de osso polido.”

“A descoberta ocorreu a cerca de 384 quilômetros de Stonehenge, perto da vila de Burton Agnes, no norte da Inglaterra.”

 

Acrescento eu: o que faz a necessidade da arte!

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/02/escultura-pre-historica-de-5000-anos-e-descoberta-na-inglaterra.shtml

Devagar!

Imagem & microconto 

 

A passos rápidos o casal procurava o pub mais próximo. De repente, a placa limitando a velocidade.



Foto: autor desconhecido.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Céu de Brasília

Fotografia


Lago Paranoá



Fevereiro de 2022

Foto: Mercêdes Fabiana


James Webb faz selfie

 

Primeira imagem enviada pelo telescópio James Webb,

mosaico com 18 pontos brancos em um fundo preto,

todos mostrando o mesmo objeto: a estrela HD 84406

da constelação Ursa Maior - AFP/Nasa


Selfie tirada pelo telescópio James Webb após ajustar

os equipamentos no espaço - AFP/Nasa

 

 

De Washington/AFP: “Telescópio James Webb avista sua primeira estrela e tira selfie” (11 fev 2022). 

“O Telescópio Espacial James Webb avistou sua primeira estrela, embora não exatamente esta noite, e até tirou uma 'selfie' para registrar o momento, anunciou a Nasa nesta sexta-feira. Essas etapas fazem parte de um processo de meses de alinhamento do enorme espelho dourado do observatório que os astrônomos esperam que ajude a desvendar os mistérios do início do universo. A primeira fotografia enviada do cosmos é mais do que impressionante. São 18 pontos brancos difusos em um fundo preto, todos mostrando o mesmo alvo: HD84406, uma estrela solitária e brilhante na constelação da Ursa Maior.”

“Os 18 pontos foram capturados pelo espelho principal em 18 segmentos individuais, e a imagem agora é a base para alinhar e focar essas peças hexagonais.

“O observatório de US$ 10 bilhões foi lançado ao espaço da Guiana Francesa em 25 de dezembro e agora está em uma órbita alinhada com a Terra ao redor do Sol, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros do nosso planeta, em uma região do espaço chamada de segundo ponto de Lagrange.”

“O Webb começará sua missão científica neste verão, que inclui usar seus instrumentos de alta resolução para voltar no tempo 13,5 bilhões de anos até a primeira geração de galáxias que se formaram após o Big Bang.”

“A luz visível e ultravioleta emitida pelos primeiros objetos luminosos foi esticada pelo Universo em expansão, chegando hoje na forma de infravermelho, que o Webb está equipado para detectar com clareza sem precedentes.

Sua missão também inclui um estudo de planetas distantes, conhecidos como exoplanetas, para determinar sua origem, evolução e habitabilidade.”




            E há quem não acredite na Ciência!

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/02/telescopio-james-webb-avista-sua-primeira-estrela-e-tira-selfie-veja-fotos.shtml