sábado, 2 de janeiro de 2021

Coral-cérebro

A foto do dia


Paula registrou:

 

 “Já reparou que dentro do coral cérebro mora um peixe menor que sua unha do mindinho? É um blênio, fotografado com uma lente super-macro nessa foto e uma macro na foto seguinte. Da próxima vez que for mergulhar, que tal prestar mais atenção nas pequenas coisas?”






Duas fotografias espetaculares! Parabéns, Paula!


Mesa ou cadeira?

Non-sense-photography 



A mulher ordenou que botasse a mesa. Ele confundiu mesa com cadeira, e depois perguntou:

– E agora, onde eu sento?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Non-sense-photography



 

A fotografia postada anteriormente nesse blog http://loucoporcachorros.blogspot.com/2020/12/insolita-cena.html deu ensejo a um novo marcador: Non-sense-photography. (O título permanece em inglês porque não conheço tradução para a expressão non sense.)

            A utilização de pratos, talheres e respectivos comestíveis revela rico simbolismo. É prato cheio!

            Segue a série, que se presta à criação de microcontos, aforismos, associação de ideias, etc.




Ele nem abriu a lata de comida e já queria comer o almoço.

 


 


Ele não era propriamente um leitor; era um comedor de livros.

 


 


Antropofagia.


terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Versinhos de Bem-Querer

A foto do dia 


Bordadeiras do Cutume / Divulgação


 

A reportagem é de Deborah Bresser, para a Folha de S. Paulo.

 

“Distribuir afeto e delicadeza é forma de combater os impactos da pandemia.

Foi a estratégia do Versinhos de Bem-Querer, iniciativa da Associação Jenipapense de Assistência à Infância (Ajenai), ao mobilizar “jogadoras de versos” em rodas de cantigas no Vale do Jequitinhonha.

O resgate da tradição cultural da região com menores índices de desenvolvimento de Minas Gerais virou renda, com a venda de versinhos sob encomenda “cantados” por mulheres da comunidade em plataforma online.

Ao acessar o site ou o Instagram, o comprador manda breve descrição da pessoa a ser presenteada para que os versinhos sejam compostos de forma personalizada, ao custo de R$ 26 cada.”

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2020/12/mulheres-do-vale-do-jequitinhonha-vendem-versos-para-ter-renda.shtml

 

Fotoabstração N. 73

Fotoabstração





Foto: AVianna, dez 2020.

 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Insólita cena

 


 

            Estou atento aos mínimos sinais. Até quando, até quando?

            Uma de minhas funções cotidianas é botar a mesa para o almoço, o que faço sem dificuldade, seguindo as regras da boa etiqueta. Ontem, uma surpresa: me deparo com a intrigante imagem de um prato e duas facas dispostos em meu lugar à mesa. Como assim? Assim não posso comer...

 

            Alinhavo de pronto algumas hipóteses para justificar a cena.

            – Uma piada?

            – Simples distração?

            – Pura falta de atenção?

            A última hipótese me atrai, provavelmente devido a repetição do fato em refeições anteriores, não muitas.

 

            Gosto da palavra lunático, que segundo o Houaiss significa “aquele que vive fora da realidade”. Aquele que vive mais na Lua que na Terra. Se estou na Lua, como posso dispor corretamente os talheres na mesa de minha terráquea casa?

            Talvez esta distração possa ser uma das primeiras manifestações do processo de demenciação, a falta de atenção. 

            Alienação também é uma boa palavra para exprimir tais ideias. Voltemos ao dicionário: afastamento,alheamentodistração, são significados registrados e pertinentes. A mente divaga e o corpo vai junto, naturalmente. 

            Já não sou eu quem bota a mesa? Que outro será este? Permaneço atento aos mínimos detalhes, na tentativa de manter o Eu no lugar onde sempre esteve.

            Ou se trata apenas de uma piada?