terça-feira, 10 de maio de 2016

Mais refugiados

A foto do dia



Refugiados chegam a um acampamento no lado jordaniano na fronteira com a Síria, no ponto de passagem de al-Hadalat, na cidade de Ruwaished.

Foto: Khalil Mazraawi / AFP

Títere

Charge do dia


Capa do Correio Braziliense de hoje!


Redon

Meus quadros favoritos



Odilon Redon

Mais minimalista, impossível; bem ao gosto do Louco.




Alívio


De repente, todos voltaram a acessar seu blog. Não teve alternativa senão continuar escrevendo.

Réquiem de Belo Monte



Uma das ilhas do Xingu, desmatada e queimada para o enchimento do lago de Belo Monte.

Foto: Lilo Clareto

Foto extraída da excelente crônica de Eliane Brum, de 9/5/2016, intitulada Dilma compôs seu réquiem em Belo Monte.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Ser ou não ser?

A Suécia aprovou em 1999 lei que criminaliza a prostituição, com a diferença de que agora a repressão combate os clientes e não mais as mulheres da vida. Noruega, Islândia e Canadá adotaram medidas semelhantes, e a França está prestes a seguir o mesmo caminho.
A decisão, naturalmente, tem o apoio integral de certos grupos feministas e religiosos.
            É bastante atraente a ideia defendida pelo chamado “feminismo abolicionista”, de que ninguém se prostitui por vontade própria. A mulher seria levada àquela vida por total falta de alternativa. Seria?
            Não há unanimidade quanto a esta posição. A Anistia Internacional votou resolução pedindo a descriminalização da prostituição. Grupos de prostitutas têm se manifestado contra essa interferência do Estado em suas atividades.
            Banir a prostituição parece tarefa fadada ao fracasso. Há uma série de outras profissões degradantes que também mereceriam o mesmo destino. Por que então se mira com tanta ênfase na escolha das putas? E se a escolha não for inevitável? E se a escolha for consciente e livre?
            Confesso que ainda não tenho opinião formada sobre o assunto. Concordo que punir as mulheres, o que vem sendo feito há milênios, não pode mais ser aceito pela sociedade moderna. Porém, impedir que “exerçam” (palavra utilizada por Jorge Amado, em abundância, ao longo de toda sua obra), punindo os fregueses, atinge diretamente a atividade das madames.
            Continuemos a pensar sobre o assunto.



domingo, 8 de maio de 2016

Parado no ar

A foto do dia




Foto: Paula Vianna, mai 2016, jardim.

Equipamento: Nikon D7200, lente DX VR Nikkor AF-S 18-300mm ED

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O poder das cartas



Uma certa atividade que parecia morta e bem enterrada, para tristeza de uns poucos, dentre eles este Louco, ressuscita, numa bela experiência realizada pelo Colégio Santa Amália, na Saúde, SP. É a troca de cartas entre crianças e idosos, afirma Jairo Marques, em reportagem para a Folha de S. Paulo (6/5/2016), o que gerou amizade entre diferentes gerações.
Dezenove idosos residentes em Pinheiros receberam e enviaram missivas para 19 alunos de 7 a 9 anos do colégio Santa Amália, durante um período de dois meses. Esta é uma iniciativa inédita, que por meio de cartinhas escritas à mão, compartilha experiências e afeto entre as gerações.
Afirma Rosa Yuka Sato Chubaci, do curso de gerontologia da USP: "O idoso tem um ganho de autoestima ao transmitir conhecimento, tem uma oportunidade de criar uma relação nova com alguém de uma geração diferente".
Para Adriane Ideta, coordenadora na escola, “as crianças tanto puderam praticar um gênero textual com o qual não tinham familiaridade como tiveram a chance de obter mais informações sobre a velhice, suas necessidades e suas vontades.”
Como não estava no plano o encontro entre os grupos, os alunos usaram pseudônimos, mas a ansiedade das duplas foi tão grande que uma grande festa no Lar Sant'ana, onde residem os idosos, “selou as amizades à base de abraços, beijos e lágrimas”.
Jairo Marques destaca que, “mesmo depois do fim do projeto, com 120 cartas, algumas duplas resolveram seguir ativas na troca de mensagens, que continuam a ser escritas sem auxílio de tecnologia. Nessa nova fase de amizade, há também envio de presentes e visitas aos idosos.”
Belíssima iniciativa, em todos os sentidos. O processo dispensa tecnologia, utiliza-se do que há de mais simples e portanto mais eficiente, carrega uma boa dose de afetividade, o que há de aproximar as pessoas. Além do que meninos e meninas podem tomar gosto pela escrita.


Foto: Diego Padgurshi / Folhapress