sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

No meio de uma praça...

Estou no meio de uma praça deserta, subo num coreto decorado com motivos orientais, e começo a declamar:

Nel mezzo del cammin di nostra vita
mi ritrovai per una selva oscura,
ché la diritta via era smarrita.

Como não falo italiano, muito me admiro com minha desenvoltura ao dizer tais versos. Então percebo que estou sonhando o sonho de Dante Alighieri, às portas do Inferno.



A primeira foto do ano

A primeira foto do ano de 2016!


Queima de fogos em Copacabana!

Foto: Globonews.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

haicai de verão




o sol entre nuvens
pedaços de céu azul
brisa de verão

Sonho de José Paulo Paes

            Em 2/3 deste ano o Louco publicou o poema À minha perna esquerda, de um de meus poetas prediletos, exímio tradutor, crítico literário e ensaísta, José Paulo Paes (1926-1998). Encontra-se à disposição do leitor:

Agora, destaco no meio do poema Um sonho à moda de Kafka, sonhado pelo poeta em plena construção do poema, um tipo de postagem ao qual o Louco vem se dedicando.
Vejamos:

“Dizem que ontem à noite um inexplicável morcego
assustou os pacientes da enfermaria geral.

Dizem que hoje de manhã todos os vidros do ambulatório
apareceram inexplicavelmente sem tampa,
os rolos de gaze todos sujos de vermelho.”

José Paulo Paes

           O Louco torna-se um caçador de sonhos.




quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

De madrugada...

          De madrugada, um passo-preto entra pela janela de meu quarto, pousa na guarda da cama e me diz: prepare-se para o dia de amanhã, pois haverá grande surpresa: talvez você aprenda a voar comigo, e sai pela janela emitindo agudíssimo piado de mau agouro.



Leia, quem ainda não leu: 

http://loucoporcachorros.blogspot.com.br/2015/12/sonhos-moda-de-franz-kafka.html

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Desconfortavelmente deitado...


             Sonho que estou desconfortavelmente deitado numa cama estreita de hospital, cercado de pacientes graves. A cama, sobre rodinhas, dispara pelos corredores vazios, sai pela porta principal, e é atropelada por uma caminhão em alta velocidade. Acordo banhado em suor.

Vide: http://loucoporcachorros.blogspot.com.br/2015/12/sonhos-moda-de-franz-kafka.html

Olho pela janela...


Olho pela janela e vejo um dia luminoso de sol, a neve caindo em grossos flocos, oblíquos, açoitados pelo vento solar. Abro a porta para contemplar o espetáculo e vejo a noite enluarada, a clara lua cheia, a guardar eternamente seus mistérios.