quinta-feira, 17 de julho de 2014
Pinturas flutuantes
Dupla de artistas de Nova Iorque, Cassandra e Jeremy Floto, talvez inspirada em Pollock, cria "pinturas"suspensas no ar. Isso é arte?
http://www.theguardian.com/artanddesign/jonathanjonesblog/2014/jul/16/moving-pictures-floating-paintings-floto-warner#_
Desolação
A foto do dia.
Mulher palestina sentada entre escombros, em Gaza.
http://www.theguardian.com/world/2014/jul/17/gaza-crisis-humanitarian-truce-due-to-start-live-updates
quarta-feira, 16 de julho de 2014
O nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli
Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, ou Sandro Botticelli (1445-1510).
Encomendado por Lorenzo di Pierfrancesco de Médici para a Villa Medicea di Castello, provavelmente em 1485, o quadro restaurado encontra-se na Galeria Uffizi, em Florença.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Crime e castigo
Baseado em fatos reais.
Matou
a amante, esquartejou-a e espalhou os pedaços em sacos de lixo. 20 anos depois
perambula pela cidade vasculhando lixeiras.
4 milhões de dólares
A foto do dia.
"My Bed, a obra representada por uma cama desfeita pela qual Tracey Emin foi finalista do Prêmio Turner em 1999, foi leiloada nesta terça-feira, 1º, em Londres por 4 milhões de dólares, recorde para a artista britânica."
http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,obra-my-bed-de-tracey-emin-e-leiloada-por-4-milhoes-de-dolares,1522391
segunda-feira, 14 de julho de 2014
lembranças
entre tantas árvores
bananeiras no jardim
o gosto da infância
Foto: A.Vianna, junho 2014, Nosso quintal.
Ser cão, ser humano
Saramago declarou numa certa entrevista
que “O cão se aproxima dos homens para interrogá-los sobre como é essa história
de ser humano”.
O
cão, de fato, tem muita dificuldade para compreender o chamado ser humano. Ele
não pode entender esta enorme humana oscilação de humor. Ora triste, ora
alegre, nem sempre por razões claras ao próprio sujeito, quanto mais ao outro, o
homem torna difícil a convivência entre os semelhantes.
O cão só fica triste quando
está longe do dono.
Foto: A.Vianna, maio 2014.
Monterroso e suas fábulas
O texto mais famoso de
Augusto Monterroso contem apenas 37 letras e parece que foi a partir dele que
surgiu a onda dos chamados microcontos, tão em voga hoje em dia e tão
apreciados pelo Loucoporcachorros. Ele abre o livrinho (o formato é pequeno,
porém a antologia é de enorme interesse) organizado por Marcelino Freire, Os
cem menores contos brasileiros do século (Ateliê Editorial, 2004):
“Quando acordou, o dinossauro ainda
estava lá.”
Freire inspirou-se nesta obra prima do microconto para
elaborar sua antologia de autores brasileiros, mas Monterroso, ele mesmo nasceu
em Honduras em 1921, mudou-se ainda jovem para a Guatemala, e aos 23 anos
fixou-se definitivamente na Cidade do México, como exilado político, onde faleceu
em 2003.
Seu
primeiro livro foi publicado em 1959, com o curioso título Obras completas
(y otros cuentos), denunciando desde cedo o estilo satírico do autor.
Sua obra é pouquíssimo divulgada no
Brasil. Eis que agora surge entre nós A ovelha negra e outras fábulas, originalmente
publicado em 1969. E surge, por ironia do destino, muito mais pelo tradutor,
Millôr Fernandes, o homenageado da Flip deste ano, do que pelo próprio
Monterroso, creio eu. A edição da Cosac Naify é muito bem cuidada, embora
merecesse receber uma capa dura.
Transcrevo, para despertar o
interesse de futuros leitores, a fábula que dá título ao livro, A ovelha negra.
“Em um país distante existiu faz muitos anos uma
Ovelha negra.
Foi fuzilada.
Um século depois, sucessivamente, cada vez que
apareciam ovelhas negras eram rapidamente passadas pelas armas para que as
futuras gerações de ovelhas comuns e vulgares pudessem se exercitar também na
escultura.”
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