segunda-feira, 26 de maio de 2014

Pont de Langlois, de Vincent van Gogh



Vincent van Gogh, Groot Zundert (Países Baixos), 1853 - Auvers-sur-Oise (França), 1890: pintor pós-impressionista.

Quadro exposto no Kröller-Müller Museum, na Holanda, no Parque Nacional Hoge Veluwe.

Foto: A.Vianna, maio de 2014, Museu Kröller-Müller.

Agora é Copa!


Não é sempre que leio as crônicas do José Simão na Folha. Quando leio, às vezes gosto, às vezes desgosto.
        Ontem li e gostei de duas frases, que sintetizam bem o que penso sobre o assunto:

“Você acha que eu vou perder de me divertir na Copa porque o governo é do PT? Não sou insano.”
           
A despeito de acontecer na vigência deste governo, Copa é Copa. Depois que a Copa terminar, então a gente vê como é que fica.
Os muito politicamente corretos chamarão isso de alienação. Preocupado com minha saúde mental – como o José Simão, também não sou insano –, então não mereço ver um bom futebol, depois de meses e meses de Mensalão?
Só não podemos perder para a Argentina... 

em casa





regressa o viajante
o ipê florido o espera
dá-lhe as boas vindas

Foto: A.Vianna, maio 2014, Brasília.

sábado, 10 de maio de 2014

Fidelidade


Quando o último leitor deixou de acessar seu blog, mesmo assim ele não desistiu. Tornou-se seu próprio único fiel seguidor.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Coisas do futebol




     Ontem, durante a solenidade de convocação da Seleção Brasileira de Futebol para a Copa 2014, após anunciados os nomes dos 23 jogadores, teve início a coletiva de imprensa, com jornalistas do mundo inteiro. Lá pelas tantas, uma correspondente de esportes da França fez a seguinte pergunta ao técnico Felipão:
            – Os franceses desejam saber por que vocês brasileiros dão tanta importância a este momento de convocação da seleção?
            A resposta não importa, a pergunta é muito boa! (Os psicanalistas adoram repetir a frase: “O que estraga uma pergunta é a resposta...”)
            Para os estrangeiros, devem ser mesmo incompreensíveis certas atitudes nossas referentes ao futebol, em especial à seleção.
            Antes de mais nada, confesso meu amor pelo futebol desde os tempos de menino. Dos 8 aos 16 anos, jogava bola diariamente; aos domingos, de manhã e à tarde. E não jogava mal; se a técnica não era das melhores, o empenho e força de vontade compensavam. Assistir aos jogos do time local contra os grandes Palmeiras, Corinthians, São Paulo, levado pelo pai e em companhia do irmão, aqueles eram momentos mágicos e inesquecíveis de pura felicidade.
            Em 58, na Suécia, ouvi os jogos da copa pelo rádio, e começou ali a paixão pelo escrete. (Para quem não sabe, a palavra “escrete” vem do inglês scratch, que significa seleção. A forma inglesa era muito usada nos idos de 50, e de lá para cá nunca mais a ouvi...)
            Depois vieram as copas de 62, 66, a espetacular copa de 70, no México, e a seleção colecionando títulos. Não raro, encontramos quem saiba de cor a escalação das seleções de todas as copas! Da mesma forma que determinadas jogadas são relembradas com verdadeira devoção, especialmente os gols “não marcados” por Pelé.
            E como somos todos técnicos de futebol, temos as nossas preferências na hora de escalar o time. Daí, senhora repórter, a tremenda expectativa do momento da convocação! Isso para não falar dos milhares de profissionais, os comentaristas de futebol, espalhados por todo o país, e que ganham a vida convictos de que “futebol é coisa séria...”. O mais famoso deles foi Nelson Rodrigues, autor de frases e expressões memoráveis, como “a pátria em chuteiras”, referindo-se ao envolvimento nacional com o futebol.
            Desnecessário dizer que todos preferiríamos assistir à Copa num Brasil melhor do que este que temos hoje, mais educado e menos violento, para dizer o mínimo, mas enquanto isso não é possível, ficamos com a simples, mas verdadeira, resposta do Felipão à pergunta da tal repórter:
            – Ora, porque é a Seleção!
           

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nu reclinado, de Modigliani


Amedeo Clemente Modigliani (Livorno, 1884 — Paris, 1920):  

artista plástico, escultor italiano  que viveu em Paris.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Zonas verdes em São Paulo

A foto do dia.


              Começam a ser construídos na cidade de São Paulo pequenos módulos denominados Zonas Verdes. São pequenas áreas de lazer instaladas em espaços destinados ao estacionamento de dois carros, e que se abrem para as calçadas, destinadas portanto aos pedestres. É uma tentativa de humanizar ruas e bairros, tornando-os mais amigáveis, pela criação de locais de convívio, leitura, descanso.
            Veremos que destino os habitantes da cidade darão a tais espaços públicos, e se a Prefeitura será capaz de mantê-los. A ideia nos parece ótima!