quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nu reclinado, de Modigliani


Amedeo Clemente Modigliani (Livorno, 1884 — Paris, 1920):  

artista plástico, escultor italiano  que viveu em Paris.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Zonas verdes em São Paulo

A foto do dia.


              Começam a ser construídos na cidade de São Paulo pequenos módulos denominados Zonas Verdes. São pequenas áreas de lazer instaladas em espaços destinados ao estacionamento de dois carros, e que se abrem para as calçadas, destinadas portanto aos pedestres. É uma tentativa de humanizar ruas e bairros, tornando-os mais amigáveis, pela criação de locais de convívio, leitura, descanso.
            Veremos que destino os habitantes da cidade darão a tais espaços públicos, e se a Prefeitura será capaz de mantê-los. A ideia nos parece ótima!


O professor



O professor de Filologia Românica acorda cedo e inicia a preparação para receber, em poucas horas, o merecido prêmio acadêmico, aos 71 anos de idade; enquanto isso, passa a limpo toda sua vida.
A forma inteligente e criativa encontrada pelo autor, Cristovão Tezza, para o desenvolvimento da narrativa – uma vida inteira em poucas horas – permite ainda que fatos contemporâneos sejam acrescidos, como por exemplo, a renúncia do Papa, que tanto intriga o protagonista.
            A maledicência da vida acadêmica não poderia faltar. Duas mulheres marcam definitivamente a história de Heliseu, este o nome do professor. O filho incompatível completa o drama familiar.
            O que chama mesmo a atenção do leitor é a escrita elegante de Tezza, coisa rara nos dias de hoje, na literatura brasileira. Assim tem início o romance:

“Acordou de um sono difícil: sobre algo que parecia um leito, estava abraçado ao inimigo, que tentava aproximar os lábios aos seus. Não quis ser ríspido, entretanto, empurrá-lo para longe, como seria o óbvio, talvez agredi-lo com um soco; apenas desviou o rosto, dizendo algo que agora não conseguia mais ouvir, na claridade da manhã. Mas eram movimentos gentis, ele percebeu, tentava afastar-se dele com delicadeza, como quem desembarca de uma cama em que a mulher dorme e não deve ser acordada.”

            Vale a pena conferir: O professor, Cristovão Tezza, Editora Record, 2014.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

meus cães vão sentir minha morte



mais do que ninguém
meus cães vão sentir minha morte

amor em estado puro
sobre-humano
super-humano

incompreensível mesmo para nós
tão primitivo sentimento

em sua evolução
desaprendida pelo homem
e preservada no cão

Impressão, de Claude Monet



Impressão, nascer do sol  (1872) é a mais célebre e importante obra de Claude Monet. Representa o porto de Havre, com uma cerrada névoa sobre o estaleiro, os barcos e as chaminés no fundo da composição. Está exposta no Museu Marmottan, em Paris, que vasle a pena ser visitado, embora não seja dos mais badalados.

A partir desta tela nasceu o movimento impressionista. Foi exposta pela primeira vez no antigo estúdio do fotógrafo Nadar, a 15 de Abril de 1874, em uma fracassada exposição, abatida pela crítica, que troçou, inclusivé, do próprio nome do quadro. Na exposição constavam igualmente obras de Boudin, Sisley, Degas e Renoir.