sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Coisa de gênio

 


Escada em Chenonceau, França. Desenhada pelo gênio de Leonardo da Vinci em 1516.

David Burdeny

Fotografia




David Burdeny nasceu em 1968, em Winnipeg, província canadense de Manitoba. Autodidata, começou a fotografar aos 12 anos de idade. Graduado em Desenho de Interiores, fez mestrado em Arquitetura.

Fotógrafo premiadíssimo, fez enorme sucesso com a fotografia de um iceberg, dividida em 4 quadrantes perfeitos, contrariando assim a chamada Regra dos Terços.


Portanto, nós, os amadores, podemos nos sentir à vontade para quebrar regras.


Modestamente, mostro aqui um bom exemplo em que a regra dos terços foi utilizada, com resultado razoável.




Sabiá laranjeira

Na foto seguinte a regra foi quebrada, com resultado satisfatório, penso eu. A intenção do fotógrafo era mostrar a imensidão do Rio Negro em oposição ao céu, igualmente imenso, a pequena faixa de mata que divide a foto em duas, e a banhista de pé no meio do rio. Ela divide a foto verticalmente em duas.




Touro dourado brasileiro

Charge do dia


 Amarildo

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Má ideia?

 



Olhar Estadão: “Apanhador de recicláveis passa em frente ao Touro Dourado. Pedestres fazem fotos em frente à escultura do touro dourado diante do edifício-sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), na Rua XV de Novembro, região central de São Paulo. A escultura foi idealizada pelo artista plástico Rafael Brancatelli e pelo economista Pablo Spyer e foi inspirada no touro de Wall Street, localizado no distrito financeiro de Manhattan, em Nova York.” Foto Tiago Queiroz / Estadão

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Cotovelada tem consequências

 

Cotovelada de Otamendi em Raphinha

Andres Larrovere/AFP 

 


Em continuação à postagem anterior deste blog:

 

“A Conmebol anunciou hoje (17 nov 2021) a suspensão de dois árbitros que atuaram no empate entre Argentina e Brasil, pelas Eliminatórias da Copa 2022. Os uruguaios Andrés Cunha, que estava no campo, e Esteban Ostojich, que estava no VAR, foram punidos pela comissão de arbitragem por não terem mostrado cartão vermelho ao zagueiro Otamendi, que acertou uma cotovelada no rosto de Raphinha.” 

O lance foi checado pelo VAR e “Ostojich considerou que o golpe foi de "intensidade média", e ponderou que seria lance para amarelo. Segundo o texto de Igor Siqueira para o UOL, “Cunha nem viu a existência do golpe, assim como seu assistente, Richard Trinidad”.

“No ofício em que comunicou a punição, a Conmebol considerou que a atuação de Cunha e Ostojich "foram analisadas tecnicamente pela comissão, concluindo que os mesmos incorreram em erros graves e manifestos no exercício de suas funções no desenvolvimento da partida". O documento é assinado por Wilson Seneme, brasileiro que preside a comissão de arbitragem da Conmebol. A sanção é "por tempo indeterminado".

 

No meu tempo de criança, no campo da Esportiva de Guaratinguetá, a gente gritava JUIZ LADRÃO!

 

 

https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/11/17/conmebol-suspende-arbitros-de-argentina-x-brasil.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=uol

 

Jogo bruto



Jogo bruto entre Brasil e Argentina, em San Juan 

Juan Mabromata/AFP/Folha de S.Paulo



Brasil e Argentina empatam em jogo sem gols, ontem em San Juan. 

            Brasil mantém invencibilidade nas Eliminatórias, com 11 vitórias e 2 empates. Argentina também se classifica por antecipação para a Copa do Mundo no Qatar. 

            Lionel Messi completamente apagado durante o jogo. Neymar fez falta? Jogo nervoso, ríspido, bruto mesmo. Uma ou outra jogada de boa técnica de ambos os lados ao longo de toda a partida, com destaque para Paquetá. Nada mais.

            Apenas um triste lance marcou para sempre a história do principal clássico sul-americano. Aos 34 minutos do primeiro tempo, Otamendi desferiu acintosa cotovelada na boca de Raphinha, em disputa de bola junto à linha de fundo da defesa argentina, depois do defensor ter sido seguidamente driblado pelo ponta brasileiro. Ele simplesmente foi à forra, não tolerou a humilhação, partiu para a agressão física, pública e criminosa, sem qualquer pudor. A tevê mostrou a boca sangrando do brasileiro.

            É possível que o árbitro uruguaio Andres Cunha não tenha visto o lance, é possível. Mas ele consultou o VAR, nada marcou, a partida seguiu. O árbitro de vídeo era Esteban Ostojich, que apitou a final da Copa América este ano, no Maracanã, vencida pela Argentina.

            A repetição das imagens a partir de então não deixou qualquer dúvida: infração grave, claríssima, o argentino deveria ter sido expulso. Hoje não há mais discussão para este tipo de lance, é cartão vermelho. Se o juiz não viu, o VAR viu. Por quê não recomendou a expulsão? 

      Para mim, o jogo perdeu a graça depois disso. Os argentinos continuaram com provocações, deboche, rispidez, deslealdade, estimulados pela torcida, como há muito não se via. Penso que os brasileiros reagiram mal a tais provocações, ou nem reagiram. Triste zero a zero.