quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Vacinação pública ou privada?

 

 

A discussão sobre a vacinação contra o coronavírus, se pública ou privada, ganha corpo na mídia. Como sempre, é bom ler a opinião ponderada de Hélio Schwartsman para a Folha de S.Paulo (5.jan.2021). Diz ele:

 

“A vacinação só será capaz de pôr fim à epidemia se estiver no âmbito de um programa universal e público. E, se a circulação do vírus permanecer muito elevada, nem quem tem dinheiro para pagar por um imunizante estará livre de riscos. Vacinações são por excelência uma estratégia coletiva de saúde.”

 

         Este o ponto fundamental: trata-se de questão de saúde coletiva, e assim deve ser atacada. 

         Por outro lado, a medicina privada é atividade difundida em todos os países democráticos, e não seria justo impedi-la agora de exercer sua nobre função, tomando-se os cuidados necessários. Destaca Schwartsman:

 

“Seria decerto um despropósito se a iniciativa privada e o setor público entrassem numa disputa suicida pelos mesmos imunizantes.”

 

Ao concluir sua crônica, Schwartsman, indiretamente, ressalta o papel decisivo do SUS na imunização da população brasileira:

 

“Só voltaremos a algum tipo de normalidade depois que a maioria dos brasileiros tiver recebido sua vacina —e apenas o poder público é capaz de fazer isso.”

 

         Mais bem colocado, impossível!

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2021/01/vacinacao-publica-ou-privada.shtml

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Menino e seu cão

Meus quadros favoritos 


Édouard Manet (1832-1883)

Paulo André Camilo

 

Paulo André Camilo / Divulgação

 

 

“Não basta se tornar o brasileiro mais rápido da história. Para Paulo André Camilo, 22, sua missão no atletismo só estará cumprida quando chegar ao posto de atleta mais veloz do mundo. “Se um dia eu acordar sem ambição de alcançar o que o [Usain] Bolt alcançou, prefiro não sair da cama”, diz o velocista, em referência ao jamaicano detentor do recorde mundial dos 100 metros rasos.”

 

            A reportagem que li hoje no El País, resumida no parágrafo acima, me trouxe boas lembranças. Meninos, 7 ou 8 anos, eu e meu irmão passávamos boa parte do dia no campinho de futebol, margeado por fétido ribeirão, atrás de nossa casa, em Guaratinguetá. Era só pular o muro e lá estávamos nós, na infância plena!

            Ao final do dia nosso pai chamava para o jantar: 

            – Paulo André!

            Menino novo no grupo, ao ouvir o chamado, perguntou:

– Quem é Paulo André? 

            – Eu sou André, ele é Paulo, respondi apontando meu irmão.

            O menino novo sorriu, entramos. O pai só chamava uma vez.

 

            Hoje, para minha surpresa, encontro um certo Paulo André Camilo! Camilo é o nome do filho de meu irmão. Agora sim, o time está completo.

 

 

https://brasil.elpais.com/esportes/2021-01-04/paulo-andre-camilo-se-um-dia-eu-perder-a-ambicao-de-alcancar-o-que-o-bolt-alcancou-prefiro-nao-sair-da-cama.html

 

sábado, 2 de janeiro de 2021

Coral-cérebro

A foto do dia


Paula registrou:

 

 “Já reparou que dentro do coral cérebro mora um peixe menor que sua unha do mindinho? É um blênio, fotografado com uma lente super-macro nessa foto e uma macro na foto seguinte. Da próxima vez que for mergulhar, que tal prestar mais atenção nas pequenas coisas?”






Duas fotografias espetaculares! Parabéns, Paula!


Mesa ou cadeira?

Non-sense-photography 



A mulher ordenou que botasse a mesa. Ele confundiu mesa com cadeira, e depois perguntou:

– E agora, onde eu sento?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Non-sense-photography



 

A fotografia postada anteriormente nesse blog http://loucoporcachorros.blogspot.com/2020/12/insolita-cena.html deu ensejo a um novo marcador: Non-sense-photography. (O título permanece em inglês porque não conheço tradução para a expressão non sense.)

            A utilização de pratos, talheres e respectivos comestíveis revela rico simbolismo. É prato cheio!

            Segue a série, que se presta à criação de microcontos, aforismos, associação de ideias, etc.




Ele nem abriu a lata de comida e já queria comer o almoço.

 


 


Ele não era propriamente um leitor; era um comedor de livros.

 


 


Antropofagia.


terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Versinhos de Bem-Querer

A foto do dia 


Bordadeiras do Cutume / Divulgação


 

A reportagem é de Deborah Bresser, para a Folha de S. Paulo.

 

“Distribuir afeto e delicadeza é forma de combater os impactos da pandemia.

Foi a estratégia do Versinhos de Bem-Querer, iniciativa da Associação Jenipapense de Assistência à Infância (Ajenai), ao mobilizar “jogadoras de versos” em rodas de cantigas no Vale do Jequitinhonha.

O resgate da tradição cultural da região com menores índices de desenvolvimento de Minas Gerais virou renda, com a venda de versinhos sob encomenda “cantados” por mulheres da comunidade em plataforma online.

Ao acessar o site ou o Instagram, o comprador manda breve descrição da pessoa a ser presenteada para que os versinhos sejam compostos de forma personalizada, ao custo de R$ 26 cada.”

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2020/12/mulheres-do-vale-do-jequitinhonha-vendem-versos-para-ter-renda.shtml