terça-feira, 22 de maio de 2018

August Macke

Meus quadros favoritos



August Macke (Meschede, 3 de janeiro de 1887 — Perthes-lès-HurlusChampanhe, 26 de setembro de 1914) foi um pintor expressionista alemão.


Anna Ancher

Meus quadros favoritos



Anna Kirstine Brøndum Ancher 


Nascida Anna Kirstine Brøndum (Skagen18 de Agosto de 1859 – 15 de Abril de 1935) foi uma pintora dinamarquesa, proeminente artista associada ao grupo de Pintores de Skagen, considerada uma das maiores artistas visuais da Dinamarca.


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Observando

A foto do dia



Foto: Lesley Mattuchio / NatGeo

Flor de aboboreira

fotominimalismo





Foto: AVianna, mai 2018, jardim.

Anunciar um crime





Mildred Hayes (interpretada por Frances McDormand, ganhadora do Oscar 2018 de melhor atriz, e que se tornou conhecida pelo filme Fargo) teve a filha brutalmente assassinada; passa o tempo e a polícia da pequena cidade de Ebbing – EUA, pouco ou nada faz a respeito, o que leva a mãe ao desespero.
Tais fatos ocorrem todos os dias em nossas grandes cidades, tomadas pela violência insana, sem que a maioria dos crimes seja desvendada. Não é coisa só de cinema.
O que fazer diante da tragédia? Mildred decide colocar os três anúncios de outdoor na saída da cidade, denunciando o crime e o delegado de polícia. Para sua surpresa, as pessoas do lugar não ficaram ao lado dela, que passou a ser ainda mais hostilizada e cada vez mais indignada com o desenrolar dos acontecimentos. Ela não desiste e a todos enfrenta com obstinação e fúria.
Também isso pode ocorrer nas nossas cidades: o povo se cansa facilmente de ver e ouvir protestos contra crimes não solucionados.
Martin McDonagh, escritor e diretor do excelente Três anúncios para um crime, trata exatamente das consequências do ato de Mildred, para todas as pessoas afetadas por sua decisão: a família, as pessoas da cidade, a polícia –representada pelo Chefe William Willoughby (Woody Harrelson, em performance indicada ao Oscar 2018 de Melhor Ator Coadjuvante) e o policial Dixon (Sam Rockwell, também indicado ao Oscar 2018 de Melhor Ator Coadjuvante). 
Por aqui, nossa Eliane Brum continua perguntando no Twitter, passados 68 dias, Quem matou Marielle e Anderson?
Foi então que tive a ideia de mandar fazer um gigantesco banner com esta pergunta, 

Quem matou Marielle e Anderson?

fretar um helicóptero, e pendurá-lo no pescoço do Cristo Redentor, para que permanecesse à vista de toda a cidade do Rio de Janeiro.
            As consequências, por certo, dariam um bom filme!
            

domingo, 20 de maio de 2018

Aldravia N. 73





originária
do
deserto
floresce
a
ipomeia-africana


Foto: AVianna mai 2018, jardim

Assinatura geomagnética



Tartarugas marinhas retornam à região onde nasceram
para desovar (Foto: Pixabay)


A reportagem é de Karen Weintraub, para The New York Times(19 Maio 2018), e informa: 
“As tartarugas marinhas usam os campos magnéticos da Terra para voltar ao local onde nasceram décadas antes, de acordo com novo estudo que usou a genética das tartarugas-amarelas para investigar suas viagens.”
O estudo indica que as tartarugas aprenderam a identificar a “impressão magnética única de sua praia natal, por meio de algo chamado assinatura geomagnética.”
“Trata-se de uma informação vital para o objetivo de restaurar as populações de tartarugas marinhas nas áreas que elas habitavam antes de serem caçadas quase até o ponto da extinção", disse Kenneth Lohmann, professor da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, e principal autor do estudo publicado pela Current Biology.”
“As tartarugas podem sentir tanto a intensidade quanto a inclinação dos campos magnéticos em relação à superfície da Terra, de acordo com pesquisas anteriores. Ao usar informações genéticas coletadas anteriormente de mais de 800 tartarugas-amarelas da Flórida, o Dr. Lohmann e Brothers foram capazes de mostrar que havia mais semelhança genética entre tartarugas que fazem seus ninhos em praias com impressões magnéticas semelhantes do que entre aquelas de praias fisicamente próximas entre si.”
“Sabe-se que as tartarugas-amarelas fazem seus ninhos no Golfo da Flórida e na costa do Atlântico, sendo que algumas parecem botar ovos em lados diferentes da península de acordo com o momento de sua vida, disse Brothers. Com os campos magnéticos cortando a península, algumas tartarugas podem cometer erros de orientação, chegando a praias com impressão magnética semelhante à sua praia natal, embora na costa oposta, disse ele.”
O artigo termina com uma hipótese no mínimo surpreendente: “Teoricamente, as tartarugas podem ser incentivadas a botar ovos em determinadas praias se o campo magnético dos filhotes for manipulado para convencê-los que nasceram em outro lugar.”
Nem as tartaruguinhas podem ficar em paz...




quarta-feira, 16 de maio de 2018

Medicina e maconha


O abuso de opióides nos EUA – verdadeiro escândalo – tornou-se caso de saúde pública (ou caso de polícia), responsável, só por overdose, por mais de 60 mil mortes anuais.
             Parece que a origem da epidemia teve a ver com a liberalidade com que médicos americanos passaram a prescrever analgésicos dessa categoria, provavelmente sob a influência da indústria farmacêutica.
            Hélio Schwartsman trata do problema em sua coluna na Folha de S.Paulo de ontem (15.mai.2018), incluindo os usos e abusos da maconha.
           Afirma ele: “Sou totalmente a favor da descriminalização e posterior legalização de todas as drogas, mas, se há uma estratégia de ação que me parece ruim, é a de defender a liberação da maconha com base em suas propriedades medicinais.” 
E completa de forma enfática: “Maconha não é remédio. Ela é uma droga psicoativa especialmente complexa, que produz uma cascata de efeitos no corpo humano. Alguns deles têm usos para a medicina, mas a maioria apenas provoca agravos à saúde dos usuários. De um modo geral, são danos menores, mas, para alguns consumidores com predisposições genéticas, as consequências podem ser devastadoras.”
Ouvimos com frequência afirmações irresponsáveis de que o uso prolongado da maconha não traz malefícios, pois trata-se de droga inócua e “leve”. O desencadeamento de surtos psicóticos, às vezes irreversíveis, provavelmente em pessoas predispostas, tem sido descrito em abundância.
Apoiar-se, pois, no uso medicinal da maconha em certas situações, para defender seu uso recreativo disseminado é o que Schwartaman condena: “Não convém misturar as coisas. Se alguém quer curtir o barato da maconha ou de outra droga, não deveria ser impedido pelo Estado de fazê-lo. Mas também não é o caso de buscar a sanção da medicina para algo que faz muito mais mal do que bem.”
Este blogueiro assina em baixo, mesmo em se tratando de assunto tão controverso.