quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Capelão chefe de Harvard é ateu

 


Ateu, Greg Epstein foi eleito presidente dos capelães

da Universidade de Harvard, criada por cristãos.

Foto: Cody O'Loughlin/The New York Times

 


Novo capelão chefe de Harvard é um ateu, é o título de artigo de Emma Goldberg, para The New York Times, em O Estado de S.Paulo hoje (27).

A Universidade de Harvard adota o lema “Verdade para Cristo e a Igreja” e recebeu o nome de um pastor, John Harvard. “Quase quatro séculos depois, a organização de capelães de Harvard elegeu como seu próximo presidente um ateu chamado Greg Epstein, que assumiu o cargo no final de agosto.” 

Epstein, 44, autor do livro Good Without God, vai coordenar as atividades de mais de 40 capelães universitários, que lideram as comunidades cristã, judaica, hindu, budista, além de outras comunidades religiosas no campus. 

“Há um grupo crescente de pessoas que não se identificam mais com nenhuma tradição religiosa, mas ainda sentem uma necessidade real de conversas e apoio sobre o que significa ser um bom ser humano e viver uma vida ética”, disse Epstein.” 

“Em um ambiente universitário mais conservador talvez pudesse haver uma pergunta como ‘Que diabos estão fazendo em Harvard, tendo um humanista como presidente dos capelães?’, disse Margit Hammerstrom, capelã da Ciência Cristã em Harvard. “Mas neste ambiente funciona. Greg é conhecido por querer manter as linhas de comunicação abertas entre as diferentes crenças.” 

“As dezenas de alunos orientados por Epstein encontraram uma fonte de significado na organização da escola de humanistas, ateus e agnósticos, refletindo uma tendência mais ampla de jovens nos Estados Unidos que se identificam cada vez mais como espiritualizados, mas sem filiação religiosa.” 

“Não olhamos para um Deus procurando respostas”, Epstein disse. “Nós somos as respostas um do outro.” “Ser capaz de encontrar valores e rituais, mas não ter que acreditar na magia é uma coisa poderosa”, disse A.J. Kumar, que foi presidente de um grupo de estudantes de pós-graduação humanista de Harvard que Epstein aconselhou.” 

 

Novos ares em Harvard!

 

 

https://internacional.estadao.com.br/noticias/nytiw,o-novo-capelao-chefe-de-harvard-e-um-ateu,70003879701

 

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Topografia da França

Eu amo mapas


 Mapa topográfico da França

Mania de saber

 

1  Sinal diacrítico

 

Gostava de aprender, qualquer coisa, tudo que pudesse. Ficou feliz ao saber que o til não é um acento gráfico, mas um sinal diacrítico.

 

 

2  Protactínio

 

Alegria imensa ao saber que o protactínio (Pa) é um metal cinza prateado de brilho metálico, supercondutor, muito raro na crosta terrestre.

 

 

3  Tardígrado

 

Ainda mais feliz quando soube que o tardígrado pode sobreviver a temperaturas próximas ao zero absoluto (-273,15 °C), até 150 °C.

 

 

4  Putativo

 

Total admiração quando descobriu que o adjetivo putativo significa alguma coisa falsamente atribuída a alguém ou algo; ou suposta.

 

 

5  Lazer

 

Sua distração preferida era folhear aleatoriamente o Dicionário Analógico.

 

Amordaçado

Charge do dia



 Benett para a Folha de S.Paulo

Sinal diacrítico

 



 

Gostava de aprender, qualquer coisa, tudo que pudesse. Ficou feliz ao saber que o til não é um acento gráfico, mas um sinal diacrítico.


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Paulina Chiziane ganha o Camões


Paulina Chiziane

Foto: Otávio de Souza/Wiki Commons

 

 

Prêmio Camões 2021 vai para a moçambicana Paulina Chiziane (Publishnews, Redação, 21 out 2021).

A escritora moçambicana Paulina Chiziane, 66 anos, é a primeira mulher africana a vencer o prêmio, e leva para casa 100 mil euros. Ela também é reconhecida como uma das pioneiras da literatura de seu país.

O anúncio foi feito pela Biblioteca Nacional no início da tarde da última quarta-feira (20). 

“A importância que Chiziane dá em seus livros aos problemas da mulher moçambicana e africana e seu trabalho recente de aproximação aos jovens foi lembrado pelos jurados.”

“Paulina é hoje uma das vozes da ficção africana mais conhecida internacionalmente, sendo também a primeira mulher a publicar um romance por lá, a obra Balada de amor. Por aqui, a Dublinense lançou em 2018 O alegre canto da perdiz, que aborda a situação precária das negras em Moçambique, e a Companhia das Letras lançou este ano, uma nova edição de Niketche: Uma história de poligamia, que conta a história de uma mulher que decide procurar as outras mulheres de seu marido, depois de descobrir que elas existem.”

Precisamos ler Paulina Chiziane!  

 

https://www.publishnews.com.br/materias/2021/10/21/premio-camoes-2021-vai-para-a-mocambicana-paulina-chiziane

 

Topografia da Grã-Bretanha

Eu amo mapas


 Grã-Bretanha

Basta!

Charge do dia


 Laerte

Ninguém aguenta mais!


domingo, 24 de outubro de 2021

Papa-capim-capuchinho




 

O papa-capim-capuchinho, coleirinho baiano ou baiano (Sporophila nigricollis) é uma ave da família Emberizidae.

É encontrado na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Granada, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Trindade e Tobago e Venezuela. Já ocorreu como errante na ilha de Saint Vincent.

Os seus habitats são arbustos em clima tropical de alta altitude, pastagens e florestas antigas altamente degradadas.

Seus hábitos reprodutivos e características biológicas e de alimentação são parecidos aos dos coleirinhos. As fêmeas e os filhotes são idênticos, havendo entre os machos clara distinção entre as duas espécies, já que o papa-capim-capuchinho não possui a gravata sub-mandibular. 

O período de reprodução normalmente compreende a primavera e o verão, quando as fêmeas fazem os ninhos em pequenos arbustos, onde podem ser vistos 2 ou 3 ovos. O período de incubação geralmente compreende 13 dias. Neste período, o casal pode ser altamente territorialista. Fora do período reprodutivo, podem ser vistos em pequenos bandos.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa-capim-capuchinho



Fotos: AVianna, set 2021, jardim

 

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Estupro de crianças


62 mil crianças foram estupradas nos últimos quatro anos no Brasil. Reportagem de Cristiane Noberto (22 out 2021) para o Correio Braziliense.

“No Brasil, 179.277 crianças e adolescentes, entre 0 a 19, foram vítimas de estupro entre 2017 e 2020. 

Do total, crianças de até 10 anos são 62 mil das vítimas, ou seja, um terço dos registros. 

Os dados fazem parte do Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e adolescentes no Brasil, levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em conjunto com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançado na manhã desta sexta-feira (22/10).

Uma média de 45 mil crianças e adolescentes foram estuprados nos quatro anos abordados no estudo. A maioria dos casos é contra meninas, quase 80% do total. A maioria foi abusada entre 10 e 14 anos, com prevalência aos 13 anos.

Já entre os meninos, os casos de violência sexual concentram-se especialmente entre 3 e 9 anos de idade. “Nos últimos quatro anos, foram estupradas no Brasil mais de 22 mil crianças de 0 a 4 anos, 40 mil de 5 a 9 anos, 74 mil crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e 29 mil adolescentes de 15 a 19 anos”, diz trecho do estudo.

Mato Grosso do Sul tem pior taxa

Os dados de 2020 mostram que Mato Grosso do Sul tem a pior taxa de estupros do Brasil. Foram registrados no ano 186 a cada 100 mil habitantes. Os números são seguidos por Rondônia (146,2), Paraná (139,7), Mato Grosso (136,5) e Santa Catarina (135,2). Por outro lado, segundo o estudo, os estados do Centro-oeste mostraram redução dos casos ao longo dos anos.”

 

E agora, dizer o quê sobre isso tudo? Apenas indignação, dor, sofrimento. Mas também falta de políticas públicas, há séculos, para atacar o problema.


 

https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/10/4957297-62-mil-criancas-foram-estupradas-nos-ultimos-quatro-anos-no-brasil.html