quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Abdulrazak Gurnah Nobel de Literatura

 


Abdulrazak Gurnah, da Tanzânia, Nobel de Literatura 
de 2021 / Foto Divulgação

 

O romancista Abdulrazak Gurnah venceu o prêmio Nobel de Literatura deste ano, o maior reconhecimento mundial a um escritor vivo. Reportagem de Walter Porto para a Folha de S.Paulo (7.out.2021). 

       “Nascido na ilha de Zanzibar e radicado no Reino Unido, Gurnah se tornou rapidamente um expoente da literatura pós-colonial, com os olhos voltados à África Oriental. É o primeiro autor da Tanzânia a ganhar o prêmio, e o segundo autor negro africano depois de Wole Soyinka, da Nigéria.”

“O comitê do Nobel justificou a escolha do escritor de 73 anos "por sua rigorosa e compassiva investigação sobre os efeitos do colonialismo e os destinos dos refugiados na lacuna entre culturas e continentes".

"Os personagens itinerantes de Gurnah, na Inglaterra ou no continente africano, se encontram entre a vida deixada para trás e a vida que vem adiante", disse o porta-voz da Academia Sueca. "Enfrentando o racismo e o preconceito, mas também se impelindo a silenciar a verdade ou reinventar suas biografias para evitar conflito com a realidade."

“O escritor se mudou para o Reino Unido aos 18 anos, depois que um conflito armado estourou em Zanzibar em meio à perseguição estatal à minoria árabe a que ele pertence.”

Nenhum dos livros do autor, escritos em inglês com traços de suaíli, árabe e hindi, foi traduzido no Brasil. 

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/10/abdulrazak-gurnah-da-tanzania-vence-o-nobel-de-literatura-de-2021.shtml

 

Meu gato chamado Sansão

 


Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

 

Reportagem de Lívia Marra, para a Folha de S.Paulo (7 out 2021):


            “O Congresso Nacional recebeu, na noite desta quarta-feira (6), uma projeção em comemoração ao primeiro ano da Lei 14.064/20, conhecida como Lei Sansão, que elevou a pena para quem maltratar cães e gatos.

            Foram exibidas frases relativas à data e para lembrar que maus-tratos agora podem levar à prisão. A ação foi compartilhada em rede social pelo deputado Fred Costa (Patriota-MG), autor da lei.

 

            LEI SANSÃO: Sancionada em 29 de setembro de 2020 e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte, a lei 14.064 altera a lei 9.605/1998 ao criar item específico para cães e gatos e foi comemorada por defensores da causa animal. A pena prevista em caso de condenação, antes de três meses a um ano de detenção, passou a ser de dois a cinco anos de prisão. A lei prevê ainda multa e perda da guarda do animal.

         Ficou conhecida como lei Sansão, em homenagem ao pit bull que teve duas patas decepadas em Minas.”

 

            Com seis anos de idade, tive um gato chamado Sansão! Certo dia minha mãe deu sumiço nele, porque eu sofria de asma e ela associava o ronronar de Sansão com minha dispneia. Aquilorepresentou uma violência para mim. Hoje, Sansão está vingado!

 

 

https://bompracachorro.blogfolha.uol.com.br/2021/10/06/projecao-no-congresso-lembra-um-ano-da-lei-sansao-contra-maus-tratos-a-animais/

 

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

As meninas de Velazquez

Meus quadros favoritos


Pablo Picasso

Queimar Bernini?



O Rapto de Proserpina', de Bernini 
Foto: Galeria Borghese

 

Devemos queimar estátuas de Bernini? Quem pergunta é Leandro Karnal, em sua crônica de hoje para O Estado de S.Paulo (6 out 2021). 

Ele inicia falando da Galeria Borghese, em Roma, um palácio do século 17 construído para o cardeal Scipione Caffarelli-Borghese, onde se acumulam 

esculturas de Bernini (1598-1680), o genial napolitano que, “junto a Michelangelo e Rodin, forma uma das trindades sagradas dessa arte”. 

            Descreve Karnal: “O deus do mundo infernal raptou a bela Prosérpina (chamada de Perséfone pelos gregos). A estátua de Bernini mostra o momento em que ele acabou de emergir das profundezas e pegou a divindade feminina à força. As mãos do deus estão enterradas na coxa da pobre abduzida e fazem tanta pressão que o escultor mostra os dedos afundados no mármore como se fossem carne macia. Maravilha da técnica!”

Outra escultura: “Apolo persegue uma ninfa, Dafne, já que foi atingido pela seta do amor de Cupido. O filho de Zeus tenta agarrá-la à força. Ela roga ao pai, o deus-rio Peneu, que mude sua forma, transformando-a em uma árvore, um loureiro.” 

Karnal prossegue: “...as duas esculturas maravilhosas são cenas de um assédio, de uma tentativa de sexo forçado e de rapto. Foram esculpidas por um homem e voltadas a um público dominante masculino. São obras impactantes em mármore que destacam um ato, aqui, petrificado: os homens, mais fortes e ágeis, pegam à força aquilo que as mulheres recusam.” 

“Os valores, felizmente, mudam. As estátuas, hoje, seriam consideradas apologia ao estupro. Esculpidas por alguém no século 21, seriam atacadas. Continuam sendo obras-primas de outra época. O mundo mudou. A memória contida nas obras de Bernini deveria ser eliminada? Os jovens que passeiam pelas galerias e contemplam as peças ficariam tomados de ideias perversas de violência contra mulheres?”

Karnal conclui: “Toda obra de arte traz o espelho de uma sociedade. Ela é uma criação e, ao mesmo tempo, um documento. ...Eliminar documentos é algo inquisitorial, um gesto de poder.”

 

Embora este assunto tenha saído das primeiras páginas dos jornais, vez ou outra volta à baila. Sou visceralmente contra a destruição de monumentos, tenho defendido esta ideia no blog, mas não havia pensado no magnífico argumento agora lançado por Karnal. A Galeria Borghese é um dos lugares mais lindos que se pode visitar no mundo e, de fato, as esculturas de Bernini são o ponto alto do museu. Queimá-las? Nem pensar!

 

 

https://cultura.estadao.com.br/colunas/leandro-karnal

 

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Encyclia patens







Encyclia patens é uma vigorosa espécie de orquídea epífita com pseudobulbos ovóide-alongados, de dez centímetros de altura, com folhas estreitas e lanceoladas de até oitenta centímetros de comprimento.

Suas inflorescências são ramificadas até um metro de altura, portando dezenas de flores. Flor de um centímetro de diâmetro com pétalas e sépalas oblongo-espatuladas de cor esverdeada. Labelo trilobado amarelado levemente salpicado de marrom avermelhado. Seus lóbulos laterais são alongados, obtusos e menores que o lóbulo central. As flores têm delicado perfume durante o dia.

Floresce na primavera.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Encyclia_patens



Fotos: AVianna, out 2021, jardim

iPhone 11 Pro

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Maioria dos franceses

 

A notícia há de chamar a atenção dos que creem e dos que não creem: pesquisa recente revela que 51% dos franceses não acreditam em Deus. O responsável pelo anúncio é o jornalista Mario Sergio Conti, para a Folha de S. Paulo (2 out 2021).

            Conti pergunta: “Por que o movimento antivacina prospera em países desenvolvidos?” Afirma em seguida: “A França tem um dos melhores sistemas educacionais do mundo. Além de gratuito e igualitário, ele é laico, humanista e enfatiza o raciocínio dedutivo. A educação ajuda a explicar por que o país tem um dos maiores índices de produtividade do planeta. Ela explica também uma pesquisa divulgada há dias, registrando um recorde. Pela primeira vez, a maioria dos franceses, 51%, não acredita em Deus. A França, a ancestral filha da Igreja, à qual se soma a recente vaga muçulmana, já não é majoritariamente religiosa.” (Grifo meu.)

            E Conti apresenta o paradoxo: “O pensamento científico está em alta.

Só que não é bem assim. A França tem uma das maiores taxas de resistência a vacinas contra a Covid do globo —13%.”

            O artigo, que merece ser lido, continua a discorrer sobre a antivacinação. Este blogueiro escreveu sobre o tema recentemente, expondo sua perplexidade:

 http://loucoporcachorros.blogspot.com/2021/09/a-darwin-o-que-e-de-darwin.html .

            Porém, desejo destacar o problema religioso enunciado acima. A maioria do povo francês não é religiosa, afirma o articulista.

            Primeiro: não conheço a origem da pesquisa e não posso atestar a veracidade dela, embora o jornalista que a veicula seja respeitabilíssimo.

            Segundo: não desejo convencer ninguém de coisa alguma, muito menos em questões religiosas.

            Terceiro: não estou certo se esta é mesmo uma boa notícia.

            Quarto: se a notícia for verdadeira, os ateus de todo o mundo não precisam permanecer tão marginalizados, muitas vezes taxados de degenerados. (Certa feita ouvi de um colega que quem não acreditasse em Deus não deveria ser considerado um ser humano.)  

      Quinto: este deveria ser então mais um preconceito a ser revisto.

      Melhor pensar sobre isso.

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2021/10/por-que-movimento-antivacina-prospera-em-paises-desenvolvidos.shtml

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021