sexta-feira, 23 de julho de 2021

espreita





atenção, eita!

cachorro por perto

gato na espreita


Maracanã-de-cara-amarela

A foto do dia





O maracanã-de-cara-amarela, maracanã-do-buriti (Orthopsittaca manilata), também chamado ararinha, é uma espécie de ave da família Psittacidae. É a única espécie do gênero Orthopsittaca. É encontrada na Amazônia, de Trinidad e Colômbia até a Bolívia, Peru e centro do Brasil. Anteriormente, era classificada no gênero Ara.



Foto: Mercêdes Fabiana, jul 2021, ao amanhecer.

Todes contra ou a favor?


Museu da Língua Portuguesa é criticado por uso 

de linguagem neutra nas redes sociais. 

Foto: Felipe Rau/Estadão

 

 

“Um post publicado no dia 12 pelo Museu da Língua Portuguesa em sua conta no Twitter provocou uma discussão sobre a aceitação de novos termos. No post, o museu, que reabre no dia 31 de julho, trata do uso da vírgula que, apesar de representar "uma pausa ligeira, respiro", é também "um chamamento para todas, todos e todes os falantes, ou não, do nosso idioma". Da Redação, para O Estado de S.Paulo (23 jul 2021).

 

“O uso da palavra "todes", nova forma neutra de gênero gramatical sem definição de gênero (masculino e feminino) e que permite a inclusão de pessoas não-binárias, provocou muitas críticas.”

Houve manifestações contra e a favor do termo. 

A instituição declarou: "Desde sua fundação, em 2006, o Museu da Língua Portuguesa se propôs a ser um espaço para a discussão do idioma, suas variações e mudanças incorporadas ao longo do tempo. Sempre na perspectiva de valorizar os falares do cotidiano e observar como eles se relacionam com aspectos socioculturais, sem a pretensão de atuar como instância normatizadora. Nesse sentido, o Museu está aberto a debater todas as questões relacionadas à língua portuguesa, incluindo a linguagem neutra, cuja discussão toca aspectos importantes sobre cidadania, inclusão e diversidade".

O leitor, o que pensa disso?

Por mim, todos ainda representa todos...


 

https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,museu-da-lingua-portuguesa-e-criticado-pelo-uso-de-linguagem-neutra,70003787483

 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Luz em tempos sombrios


 

“Mesmo nos tempos mais sombrios temos o direito de esperar alguma iluminação, e que tal iluminação possa provir menos de teorias e conceitos e mais da luz incerta, tremeluzente e muitas vezes fraca que, em suas vidas e obras, alguns homens e mulheres acendem em quase todas as circunstâncias e irradiam pelo tempo que lhes foi dado na Terra.”

 

                        Hannah Arendt

 

Em Homens em tempos sombrios (1968), “Hannah escreve sobre as raras pessoas que, graças a sua luminosidade, seu intelecto e sua originalidade, são capazes de espalhar esperança e luz mesmo em tempos sombrios.”

Ambos os trechos citados fazem parte da biografia de Hannah Arendt escrita por Ann Heberlein, intitulada Arendt – entre o amor e o mal: uma biografia, recentemente publicada pela Companhia das Letras (2021).

Como estamos precisados de pessoas que irradiem luminosidade, de intelecto privilegiado, nesses tempos sombrios que vivemos no Brasil!

 

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Deu no que deu 2...




 “O exemplo de cima era seguido pelos de baixo. A historiadora Maria Helena P.T. Machado observou que, em um Brasil onde todo mundo roubavae trapaceava, era natural que o comportamento fosse abraçado pelos escravos, frequentemente acusados de furtar produtos estocados ou sobras, que eram consumidos às escondidas nas senzalas ou vendidos a donos de vendas e outros atravessadores nas vizinhanças.A justificativa poderia ser encontrada nessa quadrinha popular entre os africanos e seus descendentes no Brasil colonial, citada pelo antropólogo Arthur Ramos”:

 

                        “Nosso preto fruta galinha,

                        Fruta saco de fuijão;

                        Sinhô baranco quando fruta,

             Fruta prata e patacão.”

 

 

In Escravidão, volume II

Laurentino Gomes

Globo Livros, 2021, p. 160. 

 

 

            Deu no que deu...

Uma foto perfeita

A foto do dia


 Paula Vianna

 

Em meu ponto de vista, esta é uma das mais lindas fotografias da premiadíssima Paula Vianna, fotógrafa sub, tirada em Papua Nova-Guiné, hoje residente em Búzios, RJ.

            O peixe, por si só, é espetacular, bela obra da natureza. Tem o nome de peixe-leão, é venenoso e não tem predadores naturais; por isso é considerado invasivo.

         Mas a arte está na composição fotográfica!

            Comecemos pelo fundo, de um azul profundo, que confere a neutralidade necessária para que os outros elementos sejam revelados. Além do azul, temos apenas as cores vermelha e branca.

No centro da fotografia se destacam as barbatanas do peixe, dispostas verticalmente, listradas de branco e vermelho; as barbatanas inferiores obedecem a mesma disposição vertical.

O corpo do animal é composto de listras vermelhas e brancas, igualmente verticais.

A moldura do quadro é composta por corais filamentares, também vermelhos e dispostos verticalmente, a sugerir movimento ao sabor das correntes. 

Os únicos elementos dispostos na posição horizontal são as barbatanas laterais, várias à esquerda de quem olha e apenas uma à direita. Tais elementos quebram de forma perfeita o predomínio das formas verticais.

A “regra dos terços” está bem delimitada por uma linha horizontal na extremidade superior das barbatanas; e outra que passa exatamente pelas barbatanas horizontais do animal.

Uma foto perfeita!


Lá se vai um Picasso

 
Obra de Picasso, Fumeur V foi queimada
por coletivo nos EUA Foto: The Burned Picasso

 


Como era a obra Fumeur V, de Picasso, 

antes de ser queimada/The Burned Picasso

 


Como ficou quadro Fumeur V, de Picasso, 

após ser queimada/The Burned Picasso

 

 

“Vídeo: coletivo queima obra original de Picasso para fazer leilão em NFT - Organizadores do projeto explicam que a ideia é transferir a peça para o blockchain: 'destruição criativa', explicam”. Esta é a manchete da reportagem de Louise Queiroga (20 jul 2021) para O Globo.

Aqueles que se interessam por Arte devem ficar estarrecidos com esta notícia! Um grupo anônimo se uniu a uma comunidade virtual para queimar uma peça do pintor espanhol Picasso, o "Fumeur V", de 1964, no projeto intitulado The Burned Picasso, com o objetivo de tornar o quadro "imutável no blockchain".

“Por meio do blockchain (uma espécie de banco de dados virtual em que não pode alterar as transações ali registradas) o projeto, idealizado pela Fractal Studios, visa a leiloar a obra queimada em NFT (sigla para non-fungible token, ou seja, token não fungível, que representa uma chave criptografada que garante a autenticidade de um arquivo único). A venda é efetuada por meio do Unique One Art Marketplace e inclui a peça destruída.”

“Mesmo após incendiar o material, os traços do desenho continuaram visíveis em boa parte, assim como a assinatura do célebre artista. Os organizadores do projeto disseram ainda que vislumbraram um formato de coração próximo ao nome de Picasso. Assim, eles decidiram incluir a versão queimada no leião com um NFT adicional. Lances podem ser dados no site do Unique One até o final do mês.”

            "Com o Burned Picasso, a Fractal Studios está dando um passo adiante ao reconhecer a realidade como uma rede. Ao queimar o Picasso e cunhar seu NFT correspondente, o NFT se torna a reserva de valor e a proveniência da obra de arte original passa para a Web3.0. Assim, embora possa significar coisas diferentes para pessoas diferentes, da perspectiva do Fractal Studios e da Unique One Network, a destruição do Picasso é necessária para unir seu valor e proveniência a outra versão. A esse respeito, mover aspectos de nossa vida do mundo in-world para a Web 3.0 não os destrói, mas os transforma. E para os entusiastas que acreditam na supremacia inevitável da Web 3.0 e da interoperabilidade do blockchain, ele os preserva para as gerações futuras".

 

            Não estou certo se entendi bem isso tudo... Destruição criativa?

 

https://oglobo.globo.com/cultura/video-coletivo-queima-obra-original-de-picasso-para-fazer-leilao-em-nft-25118807

 

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Veneza

Meus quadros favoritos 


Rubens Santoro

 

Pintor italiano, realista.

Nasceu: 26 de outubro de 1859 em Mongrassano, Calabria, Itália. 

Morreu: 1942; Nápoles.  

 

domingo, 18 de julho de 2021

Deu no que deu




 “Infausto, desumano e violento, o sistema escravista português e brasileiro era corrupto e corrompido dos alicerces até o topo da pirâmide. Seu funcionamento dependia de suborno, extorsão, malversação dos recursos públicos, contrabando, sonegação de impostos, clientelismo e nepotismo, entre outras contravenções. Havia gente honesta no Brasil colonial? Obviamente, sim. Mas o exemplo que chegava de cima não contribuía para fixar essa imagem.”

 

                In Escravidão, volume II

                Laurentino Gomes, Globo Livros,

                2021, p. 151. 

 

       Deu no que deu.