sexta-feira, 28 de maio de 2021

sempre o mar

 



sempre volto ao mar

pois respirar é preciso

a água é como ar



Foto: AVianna, em algum lugar no passado

Bom Dia!

Terceira charge do dia

 




Duke


Truco, ladrão!

Segunda charge do dia 


Duke

Mitologia

Charge do dia

 


Laerte Coutinho


Por quê gosto de passarinho?

 


Saí-azul



Foto: AVianna, mai 2021

Por quê gosto de Rothko?






Mark Rothko nasceu em Dunaburgo (1903) e morreu em Nova Iorque (1970);  é considerado um dos mais famosos pintores americanos do período pós-guerra, de origem letã e judaica, classificado como um expressionista abstratoImigrou com sua família da Letónia para os Estados Unidos em 1913, quando ele tinha dez anos. 

Fez seus estudos no Lincoln High School de Portland, depois na Universidade Yale. Em 1929, tornou-se professor de desenho para crianças.

“De acordo com seus amigos, tinha uma natureza difícil. Profundamente ansioso e irascível, podia ser também extremamente afetuoso. É na década de 1950 que sua carreira verdadeiramente se destaca, graças sobretudo ao colecionador Duncan Philips que lhe comprou vários quadros e, após uma longa viagem do pintor à Europa, consagrou uma sala inteira à sua coleção (um sonho de Rothko, que desejava que os visitantes não fossem perturbados por outras obras).

Rothko era um intelectual, um homem extremamente culto que amava a música e a literatura e era muito interessado pela filosofia, em particular pelos escritos de Nietzsche e pela mitologia grega. Influenciado pela obra de Henri Matisse – a quem ele homenageou em uma de suas telas – Rothko ocupou um lugar singular na Escola de Nova York.

Após ter experimentado o expressionismo abstrato e o surrealismo, ele desenvolveu, no final dos anos 1940, uma nova forma de pintar. Hostil ao expressionismo da Action Painting, Mark Rothko (assim como Barnett Newman e Clyfford Still) inventa uma forma meditativa de pintar, que o crítico Clement Greenberg definiu como Colorfield Painting ("pintura do campo de cor"). Em suas telas, ele se exprime exclusivamente por meio da cor em tons indecisos, em superfícies moventes, às vezes monocromáticas e às vezes compostas por partes diversamente coloridas. Ele atinge assim uma dimensão espiritual particularmente sensível.”

“Um livro crucial para Rothko foi O nascimento da tragédia de Friedrich Nietzsche. A nova visão de Rothko tentava dirigir-se às exigências da espiritualidade do homem moderno e às exigências criativas mitológicas, como Nietzsche, clamando que a tragédia grega é uma tentativa humana de compensar os terrores de uma vida mortal. Os objetivos artísticos modernos deixam de ser importantes para Rothko e sua arte terá como finalidade, aliviar o vazio espiritual fundamental do homem moderno; um vazio criado pela ausência de uma mitologia voltada corretamente "ao crescimento de um espírito infantil e (…) para a vida e as lutas de um homem" e para fornecer o reconhecimento estético necessário à liberação das energias inconscientes, precedentemente liberadas pelas imagens, símbolos e rituais mitológicos.

        Rothko se considerava como um "fazedor de mitos". "A experiência trágica fortificante", escreveu ele, "é para mim a única fonte de arte".

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mark_Rothko

 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Advinhem qual é a fêmea!

Para a minha querida Gabi



Chega na fonte o Sanhaço-cinzento

desconfiado


Com sede, bebe

da água limpa da fonte



O Sanhaço-verde chega

e já entra no banho


Começa a discussão


O desentendimento... 





... acaba em briga

e a fêmea, que é verde 

grita mais alto...


Fotos: Mercêdes Fabiana, abr 2021



 


Verde que te quero verde

 


Saí fêmea



Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar
e o cavalo na montanha.
Com a sombra pela cintura
ela sonha na varanda,
verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Verde que te quero verde.
Por sob a lua gitana,
as coisas estão mirando-a
e ela não pode mirá-las.

 

            Federico García Lorca



Foto: AVianna, abr 2021 

Motoboy da morte

Charge do dia 


João Montanaro