sábado, 20 de março de 2021

Repouso

 




festa no jardim

uma açucena-do-brejo

repousa no chão



Foto: AVianna, mar 2021

Açucena-do-brejo

 

Comecemos pelo nome da planta: é lindo: açucena-do-brejo!

            

Nome Científico: Crinum erubescens

Nomes Populares: Açucena-da-água, Açucena-do-brejo, Cebola-cecém, Crino-cor-de-rosa

Família: Amaryllidaceae

Categoria: Bulbosas, Flores Perenes, Plantas Palustres

Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical

Origem: América Central, América do Sul

Altura: 1.2 a 1.8 metros

Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene

 

As folhas da açucena-do-brejo são feias, rústicas, sem graça: um jardineiro desavisado passa a enxada. Já as flores, de aspecto exótico, são perfumadas, de cor branca e vinho, grandes e ao mesmo tempo delicadas. A planta aprecia umidade; a daqui de casa cresceu no chão seco mesmo, mas recebe água diariamente.

Até aqui nenhuma novidade. O interessante (e aparentemente inexplicável) é que, quando o caule cresce e os botões das flores começam a abrir, este caule despenca no chão, onde se apoia, para o desabrochar de inúmeras flores. Parece que o caule não suporta o peso das flores (li isso na Internet), mas não é o caso: ele cai quando o botão ainda é pequeno, leve portanto, o que pode ser observado nas fotos abaixo. Além do que o próprio caule é bastante robusto!

Como assim? As flores em geral se abrem na parte mais alta das plantas, o que facilita a polinização, além de permanecerem protegidas. A flor da açucena-do-brejo não: se deita e permanece no chão, vida fácil para os predadores. Que solução foi essa encontrada pela Natureza? Ou não solução. Com frequência cresce nos brejos, fato responsável por uma certa adaptação, talvez. Mais parece uma planta improvável.

A pesquisa na Internet para explicar o fenômeno foi infrutífera. Aceito teorias a respeito.

Segue-se a documentação dos fatos aqui descritos, em ordem de desenvolvimento.
















Fotos: Mercêdes Fabiana e AVianna, mar 202.
iPhone 11 Pro Max (fotos não editadas, tiradas em dias diferentes)

 

quarta-feira, 17 de março de 2021

Revoada

 

Tarde quente de domingo, fim de verão. Acabamos de almoçar, sempre na varanda que se abre para o jardim, quando o fenômeno acontece. A revoada!

            Súbito, surge no ar quantidade inusitada de assanhados passarinhos, em bandos, cantando e voando e cantando e voando. Eles cruzam o ar com velocidade incrível, pousam nas árvores próximas, revoam e tornam a revoar.

            Desligo a fonte para ver o que acontece. Então, de forma aparentemente organizada, um a um eles pousam na fonte, bebem e se banham.

            São de espécies variadas, multicoloridas, uns pequeninos, outros maiores, pousam sozinhos, aos pares, em trios. Alguns ameaçam pousar e arremetem: a disputa pela água é acirrada.

Coisa nunca vista: pousa na fonte o arisco e solitário bem-te-vi, que observa, dono do pedaço, soberano; eis que pousa um segundo bem-te-vi, e parece que conversam sobre alguma coisa – conversa de passarinhos!

            Passado algum tempo – impossível ser precisado –, do mesmo modo que chegaram, se foram, aparentemente satisfeitos.

            Em nós permaneceu o sentimento de Felicidade.














Fotos: AVianna

Nikon D7200 DX VR 300mm