De tempos em tempos, revisito o Rio Negro, o lugar mais lindo onde já estive! Mar de água doce e quente, cor de mate.
domingo, 15 de novembro de 2020
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
Acácia imperial
Fotografia
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
domingo, 8 de novembro de 2020
Não fosse a poesia...
Ao poeta Paulo Sergio Viana
Marco Luchesi / Gustavo Stephen
Por Marco Lucchesi, escritor, presidente da ABL:
“Não fosse a poesia, seria impossível respirar na quadra atual. Um tempo inimigo dos poetas. Não é pequena coisa rebelar-se. Imaginar o avesso do presente. E emprestar ao sonho cidadania. Um estatuto de emancipação. Caminho solidário. A poesia é núcleo de inquietação e liberdade. Comunhão de vida e pensamento, pedra e nuvem: o que podia ter sido e o que será. A poesia reclama o direito de sonhar. Traduz a forma de saber que estamos vivos, se já não desistimos do futuro. A poesia é máquina do tempo: de Homero ao poeta de 2080. A poesia é irmã gêmea do saber. E sonda o que não sabe. Generosa e ecumênica. Ignora as leis de mercado. Altiva e mercurial. Passam os bárbaros. Morrem os impérios. Mas a poesia não perde sua antiga juventude.”
Sossego
Sossego é o nome do vinho, estampado em chamativo rótulo, produzido pela Herdade do Peso, no Alentejo.
A surpresa vem quando leio o contrarrótulo, em busca de mais informações sobre a bebida:
“Haja sossego, que se vai abrir um segredo alentejano. Haja calma, tempo e quietude para apreciar à mesa o corpo e a alma da Vidigueira. Haja sossego alentejano para criar espaço na agitação do dia-a-dia e sentir a singularidade das planícies onduladas da Herdade do Peso, esse lugar único onde nasce este vinho. Oiça-o, respire-o, saboreie-o sem pressa. O nome diz tudo.”
Então não é uma poesia?! Trata-se, com diz o texto, de vinho para o dia a dia, observação franca, honesta e verdadeira.
Esses portugueses...
Frutas
Meus quadros preferidos
Festa de aniversário
Chegou-se à mesa de salgados, contou 10 miniquibes no pratinho de papelão. Comeu 9 e se foi, feliz da vida, rindo à toa.
sábado, 7 de novembro de 2020
Microconto e o contraditório
1.
Prolífico microcontista, lhe pediram 200 microcontos para compor um livro. Ele perdeu a inspiração.
2.
Prolífico microcontista, lhe pediram 200 microcontos para compor um livro. Ele virou dia-e-noite e cumpriu o trato.
Comentário:
O microconto, porque expõe a síntese de uma ideia, também serve para o contraditório, além de poder manifestar as mais diversas opiniões. É o que se pode ver também em postagem anterior, nos Microcontos da Solidão.
http://loucoporcachorros.blogspot.com/2020/10/microcontos-da-solidao.html
Papel da Imprensa
O papel fundamental da imprensa é informar, dizem. Porém, vez ou outra a regra de ouro é quebrada, para o bem ou para o mal, segundo os diferentes julgadores.
Evita-se dar notícia de suicídio para não proporcionar a repercussão de algo tão nefasto. O torcedor de futebol que invade o campo não aparece na telinha, pelo mesmo motivo. Informações sobre atos terroristas padecem do mesmo tipo de “censura”. Digamos, as intenções são boas.
Agora surge fato de aparente gravidade: o Presidente Trump discursava sobre as apurações de votos da atual eleição nos Estados Unidos quando a transmissão foi subitamente interrompida por pelo menos três grandes emissoras de TV americanas. Em seguida, um jornalista importante de cada um desses órgãos informava ao telespectador que a fala do Presidente fora interrompida porque ele prestava “falsas informações”. Pelo menos uma emissora continuava transmitindo o discurso até seu final, para em seguida condená-lo, como fizeram as demais.
São duas atitudes opostas e discutíveis. A segunda cumpre a regra de ouro: informar antes de tudo; emite depois a opinião da emissora. As que interromperam a transmissão descumpriram a missão precípua da imprensa, e o fizeram por uma razão puramente política. O ineditismo do fato causou grande repercussão, ou seja, foi eficaz a intervenção política.
Pouco ou nada entendo do assunto, do que seria ético ou não, considerando-se o papel fundamental da imprensa. Ao primeiro olhar, fico com a TV que manteve a transmissão até seu final. Eu gostaria de saber o que tem a dizer o Presidente diante da situação crítica, que afeta até mesmo os mercados financeiros de todo o mundo. (Aqui, o dólar caiu...) Se concluo que ele mente, esta é uma opinião que me cabe escolher; não desejo que a imprensa decida por mim.
Porém, não consigo condenar as emissoras que atuaram politicamente, em protesto diante de mentiroso sabidamente contumaz. O homem mente mente mente. Exigir então imparcialidade, mesmo diante de jogo sujo? Seguir cumprindo a regra, quando o outro descumpre todas as regras determinadas pela civilização? Permitir que o expectador seja enganado, descaradamente? Aqueles que apreciam o consequencialismo não podem aprovar tal posição e concordam com a intervenção política das emissoras de TV: cale-se o mitômano!
O que pensa meu caro leitor?













