domingo, 30 de agosto de 2020

Questão de sobrevivência


A crônica do biólogo Fernando Reinach, Um mutante menos letal do coronavírus, para O Estado de S.Paulo (29 ago 2020) é bastante esclarecedora porque oferece visão ampla do que chamamos Evolução das Espécies.

Diz ele: “Muitos temem o aparecimento de um SARS-CoV-2 mais perigoso - que se espalhe pelo planeta, aumentando o caos em que vivemos. Já sabemos muito sobre a evolução da relação de um parasita com seu hospedeiro. E, por isso, o mais provável é que aconteça o contrário: o aparecimento de uma forma branda do SARS-CoV-2. Um mutante descoberto em Cingapura é um bom exemplo. 

Os vírus são parasitas radicais. Além de só reproduzirem no interior de seu hospedeiro, sobrevivem em um estado de dormência absoluta quando estão fora dele. O SARS-CoV-2 não é diferente. Após aderir à superfície de uma célula humana, ele é posto para dentro e começa a reproduzir. Centenas ou milhares de cópias são produzidas e expelidas pela célula. Uma vez fora da célula, ele não possui metabolismo e fica praticamente “morto”, flutuando passivamente pelo ambiente até aderir a uma outra célula do mesmo hospedeiro ou de outro hospedeiro, onde reinicia sua fase “viva”. Sabemos que, nessa relação vírus-hospedeiro, leva vantagem o vírus que não mata rapidamente o hospedeiro ou produz sintomas.”

Em palavras mais simples: se o vírus mata o hospedeiro, ele também não sobrevive. Apenas sobreviverá aquele vírus que matar menos, ser mais transmissível e acometer o maior número possível de hospedeiros; é uma questão de seleção dos mais aptos. 

Este fenômeno vem ocorrendo desde que surgiu a Vida na Terra: sobrevivem os mais aptos, incluindo a espécie humana. Nada de sobrenatural nisso tudo.

Um último lembrete: a palavra evolução aqui empregada nada tem a ver com “crescimento” ou aprimoramento moral; é apenas uma questão de adaptação para a sobrevivência.




https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,um-mutante-menos-letal-do-coronavirus,70003417373

 

Bem-te-vi desconfiado (Aldravia N.93)

 




bem-te-vi
desconfiado
tem
medo
dos
cachorros

Fotos: AVianna, jun 2020



sábado, 29 de agosto de 2020

Homenagem a Brasília

Cheguei em Brasília no dia 11 de novembro de 1973, debaixo de uma tempestade assustadora, às 11 horas da manhã de sábado. Achei a cidade linda! Desde então, passados quase meio século, Brasília fica cada dia mais bonita.

            Especialmente com a florada dos ipês!










Fotos: AVianna, ago 2020
Nikon D7200


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Olívia na calçada!

Galeria de Família 



Olívia faz pose na caçada!


Foto: Paulo S. Viana, ago 2020, Lorena, SP.

Uma menina!

Galeria de Família 



Nossa querida Maria Helena acaba de escalar a Pedra do Índio, na Serra dos Órgãos, RJ. Mais em forma do que nunca. Uma menina!

Agosto de 2020.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Nem tudo está perdido

 



OMS anuncia erradicação da poliomielite na África

Foto: Ben Curtis/AP

 

“Na foto de 2013, bebê somali recebe vacina contra a poliomielite. Autoridades de saúde declararam que o continente africano está livre do poliovírus selvagem após décadas de esforços.  

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, foi considerada erradicada na África quatro anos depois do registro dos últimos casos no continente, ocorridos no nordeste da Nigéria, uma região devastada pelo conflito contra os jihadistas do grupo Boko Haram. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declara oficialmente nesta terça-feira (25), em Genebra que o continente africano está "isento de poliovírus selvagem", que provoca a doença.”

 

Nem tudo está perdido!

 

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/08/25/oms-anuncia-erradicacao-da-poliomielite-na-africa.ghtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=g1

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Notícia fraudulenta?

 Ancelmo Gois, de O Globo, vem fazendo a mesma pergunta que faço há tempos, sem encontrar resposta satisfatória: “Qual a melhor expressão em português para descrever o termo 'fake news'?” (25/08/2020).

Escreve ele: “Tentando, à la Dom Quixote, fugir do anglicismo fake news, a coluna, ontem, numa nota sobre a eleição, traduziu o termo como “notícia falsa”. Foi o suficiente para o jurista Gustavo Binenbojm passar uma bronca no colunista: “As fake news são mensagens falsas, criadas de forma intencional e mediante uso de expedientes fraudulentos com o objetivo de causar danos a pessoas, grupos ou instituições. À falta de tradução mais adequada, prefiro chamá-las de notícias fraudulentas”.
            De fato, “notícia falsa” não é o mesmo que fake new; a notícia pode ser falsa sem que haja a intensão de causar dano; na fake new o dano é certo.

O jurista sugere “notícia fraudulenta”. Vá lá, por enquanto. Acho a palavra fraudulenta antipática, complicada, pedante, quase técnica, comprida demais. Fake new é PÁ PUM!, não precisa dizer mais nada. Nesse caso, melhor seria “notícia fajuta”.

Vamos continuar procurando. 

 

 

https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/qual-melhor-expressao-em-portugues-para-descrever-o-termo-fake-news.html

 

Isolamento das crianças

A foto do dia



O coronavírus na periferia pelo olhar dos vencedores do concurso de fotografia EL PAÍS e Artisan

 


Fotógrafos independentes retratam a vida cotidiana da periferia durante a pandemia do novo coronavírus. (El País, 24 ago 2020)

 

 

 


 

"Ao adentrar o território, a impressão que temos é a de que a pandemia do coronavírus perturbou o mundo como um tornado, ao mesmo tempo em que, por lá, se apresentou como uma brisa leve", diz o fotógrafo LUCA MEOLA.


Digo eu: o isolamento das crianças em tempos de pandemia poderá ter consequências impensáveis. Pobres crianças.

 

 

Gabriela faz pão

Galeria de Família 



Gabriela faz pão!

Clique para ampliar


Fotos: Paula Vianna, Cabo Frio, ago 2020