sábado, 1 de junho de 2019

Estação Saint-Lazare

Meus quadros favoritos


Claude Monet

Ciça aprendendo




Cecília e colegas participam do Congresso Latinoamericano de Ginecologia Infanto Juvenil, em Assunção, Paraguai. 
Parabéns, Ciça!

Beethoven sempre



Theatro Municipal apresenta ciclo dedicado a Beethoven
Foto: Fabiana Stig


As nove sinfonias de Beethoven serão apresentadas na sequência, em três dias, no Theatro Municipal de São Paulo, com a Orquestra Sinfônica Municipal sob regência de Roberto Minczuk. É o que informa João Luiz Sampaio, para O Estado de S. Paulo 
(31 mai 2019). 
            Desejo destacar as opiniões do maestro – que é quem entende do assunto –  sobre a importância do evento e das obras a serem apresentadas.
            “Elas [as sinfonias] representam, diz o maestro Roberto Minczuk, “o apogeu da música ocidental”. “Se Bach instituiu os pilares da música ocidental, é Beethoven que cria a noção de música moderna, que define os parâmetros da orquestra sinfônica. É ali que a orquestra começa de fato a se desenvolver. Ninguém havia feito nada parecido.” 
“As sinfonias não são raras na temporada de concertos no Brasil, mas a interpretação das nove, em sequência, em três dias, é menos frequente. E é a isso que se propõe a Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência de Minczuk, a partir desta sexta, 31, com a participação do Coro Lírico, do Coral Paulistano, da soprano Lina Mendes, da mezzo-soprano Keila de Moraes, do tenor Fernando Portari e do baixo Sávio Sperandio.”
“As sinfonias foram escritas por Beethoven ao longo de um período de 24 anos, entre 1800 e 1824. Ocupam, portanto, um espaço de tempo que vai de meados da carreira aos anos finais do compositor, quando ele já estava surdo. “É notável a evolução de Beethoven ao longo das obras, como o é também quando consideramos o ciclo das 32 sonatas para piano”, diz Minczuk. “Mas é importante lembrar que, desde o começo da sinfonia n.º 1, já há algo novo: ela não começa de forma pomposa, mas sim de maneira misteriosa, algo completamente sem precedentes.”  
“Para Minczuk, a importância que as peças ganharam vai além de questões técnicas, como a utilização de novos instrumentos na orquestra ou a presença de um coro e de solistas, como na Sinfonia n.º 9. Para ele, há nelas uma simbologia e um significado que precisam ser contemplados tanto por quem toca como por quem ouve.”
“Beethoven foi evoluindo em termos de grandeza, sonoridade, de extremos, foi rompendo com paradigmas, escandalizando o público. A força e a violência do início das sinfonias n.º 3 e 5, por exemplo, mostram um autor frustrado com a própria surdez, com a dificuldade da vida em sociedade, com os próprios traumas. Essas sinfonias expõem claramente sua revolta. Mas, ao mesmo tempo, Beethoven é sempre positivo: os dramas e traumas convivem com a esperança, com a ideia de que a vida, com todas as suas dificuldades, vale a pena ser vivida”, diz o maestro.”
“Ele ressalta, no entanto, que as obras são muito contrastantes entre si. “Não há nada parecido entre elas, os movimentos são sempre diferentes em caráter, você não consegue identificar um padrão se repetindo. Na Sinfonia n.º 3, você tem o impacto de um compositor que levanta as bandeiras da Revolução Francesa, que fala de ideais, liberdade, igualdade, que fala da ruptura com a monarquia e a aristocracia. Já na Sinfonia n.º 6, o que ouvimos é a importância do contato com a natureza, o canto dos pássaros, o barulho dos riachos, o fascínio pela vida no campo. E se a 9.ª traz todo o aparato coral para o universo das sinfonias, a 7.ª é símbolo da simplicidade, a simplicidade que apenas um gênio é capaz de atingir.” 

As sinfonias, por Minczuk:

“Sinfonia nº 3: é a sinfonia que, simplesmente, mudou a história da música. 
 Sinfonia nº 4:  a introdução é quase misteriosa e, de repente, a música se transforma. 
 Sinfonia nº 5: a força, a contundência: é a primeira música de rock da história.
 Sinfonia nº 7: há algo de luminoso, de dança, mistério. Uma obra fascinante. 
 Sinfonia nº 9: ela nos lembra que é preciso reconhecer a bênção que é viver.” 

            Com humildade, este blogueiro nada tem a acrescentar, além de que há muitos anos vem ouvindo Beethoven.



sexta-feira, 31 de maio de 2019

Genograma da Gabriela


Gabriela, minha neta de 8 anos e meio, recebeu como dever de casa a construção de um genograma (acho que não usaram este termo na escola), contendo três gerações. E ficou muito bonitinho!



            Eu nunca tinha ouvido falar na palavra Genograma, de modo que fui ao Google e encontrei um texto muito bom, que reproduzo aqui resumidamente. (Naturalmente só eu não sabia o que é um genograma.)


GENOGRAMA (Idealizado por Murray Bowen em 1954) é um Instrumento de coleta de dados familiares.
O genograma é a representação gráfica da família. Nele são representados os diferentes membros da família, o padrão de relacionamento entre eles e as suas principais morbidades. 
Podem ser acrescentados dados como ocupação, hábitos, grau de escolaridade e dados relevantes da família, entre outros, de acordo com o objetivo do profissional.
        A demonstração gráfica da situação permite que o indivíduo pare e reflita sobre a dinâmica familiar, os problemas mais comuns que a afligem e o enfrentamento do problema pelos membros da família.  
O genograma possui dois elementos fundamentais: 

 1  . Os elementos estruturais trazem as informações relativas a composição familiar, data de nascimento, grau de escolaridade, ocupação, hábitos, patologias, mortes e separações. 
2  . Os elementos funcionais mostram a dinâmica funcional da família, como a família se relaciona, como reagem frente a dificuldades e stress por exemplo. 

Situações indicadas para utilização do genograma: 

Sintomas inespecíficos  
Utilização excessive dos serviços de saúde 
Doença crônica 
Isolamento 
Problemas emocionais graves 
Situações de risco familiar
Mudanças de ciclo de vida 
Resistência ao tratamento ou dificuldades de aceitar o diagnóstico 
Alterações nos papeis familiares por eventos agudos 

Qual a contribuição do genograma? 

1  . Permite que a equipe de saúde conheça o indivíduo em seu contexto familiar e a influência da família em sua vida. 
2  . Conhecer as doenças mais frequentes na família e o padrão de repetição das mesmas, possibilitando ações efetivas de promoção de saúde nos seus descendentes. 
3  . Conhecer e explorar junto a familiares as suas crenças e padrões de comportamento. 
4  . Tem valor diagnóstico e terapêutico. 

Observação: o texto acima foi encontrado no endereço abaixo, e está apócrifo. Mesmo assim, pareceu-me bom.

Segunda observação: o avô de Gabriela por parte materna deve ser doente mental, e isso é importante na avaliação do genograma!



quarta-feira, 29 de maio de 2019

Míledi e Jussara


Para nossa honra e alegria, fazem parte da Família Míledi Brasil Marotta e sua esposa Jussara Capucho Uchoas Marotta, e agora se fazem presentes nesta Galeria.
          Não conheço muito Jussara, embora já tenha estado em sua casa em São Paulo, onde fui regiamente recebido. Pela escolha que fez para marido, só pode ser uma boa pessoa.
          Míledi, estou seguro, é uma pessoa extraordinária! Sofre de cardiomegalia, ou seja, tem coração grande demais. Vivi com ele experiência muito difícil, e sei do que estou falando. Além do que sua alegria é contagiante. 
          O casal gosta de viajar e tirar fotografia.
          Paulo, meu irmão, pode confirmar todas essas minhas impressões.


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Síndrome de burnout





“GENEBRA - O esgotamento profissional, conhecido como síndrome de burnout, foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS).”  É o que informa hoje a  Agência AFP para O Estado de S. Paulo (27 mai 2019).
A lista, elaborada pela OMS, é baseada nas conclusões de especialistas de todo o mundo e a classificação é utilizada para estabelecer tendências e estatísticas de saúde.  
"É a primeira vez que o esgotamento profissional entra na classificação", anunciou o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.  
burnout, incluído no capítulo de problemas relacionados ao emprego e desemprego, recebeu o código QD85.  
O problema foi descrito como "uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito" e que se caracteriza por três elementos: "sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida".  
A nova classificação, chamada CIP-11, publicada ano passado, foi aprovada durante a 72ª Assembleia Mundial da OMS e entrará em vigor no dia 1 de janeiro de 2022. 
            A síndrome de burnout acomete com frequência médicos e enfermeiros, em particular os profissionais submetidos a trabalho em regime de plantão e que têm mais de um emprego. Passam a noite trabalhando e na manhã seguinte permanecem em atividade, em outro emprego, driblando assim a legislação trabalhista.
           Importante observar que, além dos danos provocados no próprio profissional, a chamada relação médico-paciente nesses casos fica completamente deteriorada.
            Eu mesmo pratiquei este tipo de trabalho nos anos em que fazia a Residência Médica. O esgotamento que aquilo provocou – o burnout– levou-me a mudar completamente minha opção profissional, mudar de cidade, enfim, mudar de vida, embora tenha permanecido na Medicina. Isso é possível.



Suzete vai a outro mundo e volta


Meu querido André


li ontem em seu blog, na postagem sobre Antônio Meneses e Luiz Amorim, dois artistas, uma frase que continua martelando martelando martelando na minha cabeça como um fantasma assustador provocando o surgimento de tantas outras ideias aos borbotões, tantas que preciso escrever a você para tentar colocar em ordem todos esses pensamentos que estão a assombrar a vida de uma pobre cabeleireira.
            (Antes de mais nada devo confessar que precisei ir ao Dicionário Informal, que gosto muito, para saber o significado da palavra luthier. Aprendi. Aprendi também repetir as palavras sem vírgula, a mesma palavra, para reforçar o que desejo exprimir. Acho lindo.)
            Vamos à tal frase: “Estamos a falar de outro mundo.”
            André, vivo enfurnada nesta cidade pequena, em meio a este povo pacóvio, sufocada num salão de beleza, cortando cabelo de homem, ouvindo abobrinha o dia inteiro, porque em salão masculino ou feminino só se fala abobrinha mesmo, este é meu mundo, e quando leio que há quem viva em outro mundo, isso me deixa tonta, perturbada, desacorçoada, esmorecida de tudo. Perco a esperança. Percebo que nunca hei de sair desta arapuca em que me meti.
            Fiquei pensando em que conversavam Antônio Meneses e Luiz Amorim, na delicadeza das ideias deles, falavam de instrumentos musicais, da afinação de um violoncelo, da construção de um novo violoncelo para Antônio, embora ele já tenha um ótimo instrumento! Falavam desde a origem da madeira até o acabamento final! Coisa mais linda, sem contar que depois da afinação Antônio podia tocar Bach, Villa-Lobos, uma bachiana, já pensou? 
            Não falavam da reforma da previdência, da ameaça de novo desmoronamento de barragem em Minas, dos tais laranjas, das declarações estapafúrdias do presidente & filhos, dos políticos presos & soltos, dos ministros da Educação – vontade de chorar –,
 e o pior de tudo, do desemprego assustador em nosso país. Como é possível viver desempregado, André?  
Pois não é que dei uma volta completa em torno de meus miolos, verdadeira cambalhota, e cheguei ao ponto de partida, ao meu salão de beleza, onde corto cabelo de homem e ganho meu pão honestamente. Como poderia viver sem isso, sem poder comprar um livro, sem ir ao cinema de vez em quando? Como, André?
É bom saber que existe um outro mundo, onde as conversas são delicadas, os assuntos amenos (agora escrevi bonito!), as pessoas educadas, pois como você gosta de dizer, “tudo é uma questão de educação”, não é mesmo? Sabe onde encontro isso, André, nos livros que leio; enquanto leio, voo para outro mundo. (As pessoas que não leem só podem mesmo falar borracha, que é a mesma coisa que abobrinha.)
Estes são os borbotões que me vieram à mente a partir da sua frase, André. Me fez pensar, a sua frase. Escrever sobre meus pensamentos me ajudou a dar a volta completa. Obrigada.
Beijo.
Da sempre sua,

                                    Suzete.
            

domingo, 26 de maio de 2019

Um dia de vida

Em setembro de 2010 ganhamos um presente da Paula chamado Gabriela, que também atende por Gabi, inevitavelmente. 
            Ela já apareceu neste blog voando em um túnel de vento, mergulhando com cilindro em Búzios, ou apenas fazendo pose, linda que é.
            Agora aparece com um dia de vida!



***

            Oito anos e meio depois, eis o milagre da vida!