sábado, 18 de maio de 2019

Ganhamos nova família Foto n.16

Galeria de Família



Ao me casar com Mercêdes Fabiana ganhamos uma nova família. 
A foto que agora entra para esta Galeria é bem antiga: Mercêdes, ao lado de Bela, sua mãe, tinha apenas 12 anos; o segundo filho, à esquerda, Márcio, com 9 anos; o mais novo, Marquinhos, envergonhado ao tirar retrato, à direira, com apenas 6 anos. Walter Vandes ainda tinha cabelo e ostentava um vasto bigode.
Ao fundo, a paisagem de Santo Inácio, a fazenda onde morava a família, município de Coromandel, MG.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

terça-feira, 14 de maio de 2019

Chegam as crianças Foto N.13

Galeria de Família


Ciça.
Poucas vezes se viu criança tão bonita!


Selma e a primogênita Nara!
Lindo bebê!


Ciça e Paula,
nascidas em Sobradinho, DF!



De pé, Marion, Nara e Flora!
Acima, Nara e Camilo!



Shaun entre Ciça e Paula,
no jardim de um pub num domingo londrino!

Louco Foto n.12

Galeria de Família


Por essas e por outras, 
chamam-lhe Louco

sábado, 11 de maio de 2019

Cici Foto n.11

Galeria de Família    


Durante toda a minha infância, eis a pessoa mais querida por mim, de toda a família: nossa avó Lucila, chamada Cici (esta a ortografia usada pelo marido dela, Breno Viana).
            A fotografia expressa tristeza, o olhar distante, lábios cerrados, a boca quase brava; Ceci detestava tirar retrato – era assim que se chamava naquele tempo, tirar retrato. Vê-se que  foto é de estúdio; imagino o sacrifício que ela fez ao submeter-se aos preparativos para ser fotografada.
            Na vida real, a pessoa mais doce do mundo!
            Graças ao meu irmão Paulo, a foto hoje está exposta em minha casa e a vejo todos os dias: o que me inspira é amor.


Quem é quem?

Charge do dia


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Duas cartas




Esta 22aedição de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, pela Companhia das Letras (2019), traz duas cartas memoráveis – e este blogueiro é fã incondicional da literatura epistolar. 
            A primeira é de Fernando Sabino, endereçada a Clarisse Lispector, datada de 19 de julho de 1956 (antes portanto da segunda edição do livro, a definitiva). Diz o seguinte:

“Clarice,
 [...]
O melhor de tudo, porém, é o livro do Guimarães Rosa, não o Corpo de Baile, que não li, mas o Grande Sertão – Veredas, que estou na metade e é obra de gênio, não deixo por menos. Adeus, literatura nordestina de cangaço, zélins, gracilianos e bagaceiras: o homem é um monstro para escrever sobre jagunços do interior de Minas e com uma linguagem que nem Gil Vicente, nem ninguém. Meu entusiasmo é de quem não terminou a leitura, pode ser que não se sustente, mas duvido. Se recebeu, leia – senão, me diga que mando. No princípio, dez primeiras páginas, é meio assim-assim, custa um pouco a engrenar, mas de repente a gente se embala no ritmo dele e não larga mais. 
[...]

Fernando

            A resposta de Clarisse a Fernando Sabino não é menos contundente:

“Fernando,

Estou lendo o livro de Guimarães Rosa, e não posso deixar de escrever a você. Nunca vi coisa assim! É a coisa mais linda dos últimos tempos. Não sei até onde vai o poder inventivo dele, ultrapassa do limite imaginável. Estou até tola. A linguagem dele, tão perfeita também em entonação, é diretamente entendida pela linguagem íntima da gente – e nesse sentido ele mais que inventou, ele descobriu, ou melhor, inventou a verdade. Que mais se pode querer? Fico até aflita de tanto gostar. Agora entendo o seu entusiasmo, Fernando. Já entendia por causa de Sagarana, mas este agora vai tão além que explica ainda mais o que ele queria com Sagarana. O livro está me dando uma reconciliação com tudo. Como tudo vale a pena! A menor tentativa vale a pena. Sei que estou confusa, mas vai assim mesmo, misturado. Acho a mesma coisa que você: genial. Que outro nome dar? Esse mesmo. 
            Me escreva, diga coisas que você acha dele. Assim eu ainda leio melhor.
            Um abraço da amiga
                                                                                               Clarisse"

            O entusiasmo de ambos é descrito de uma forma que não posso igualar, nem ao menos chegar perto. Porém, meu entusiasmo não é menor ao ler e reler Grande Sertão, o livro mais importante da literatura brasileira, em meu fraco ponto de vista.
            “Nunca vi coisa assim”, escreve Clarisse; nem eu.
            Em 1969 abri pela primeira vez o livro, volume emprestado de meu pai. Li a primeira página, levei tremendo susto, não entendi nada, devolvi para o dono. Quase 20 anos depois voltei a abri-lo, para maravilhar-me para sempre, e nunca mais deixá-lo.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Coleção de um só volume

Editados apenas 63 exemplares  – este é o de número 51 da edição de colecionador – do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, em comemoração aos 63 anos do lançamento da primeira edição, em 1956.
            Não sou colecionador, ou agora sou, com um único volume na coleção, recebido hoje, mas que volume!



Artesãs da cidade de Urucuaia, MG, confeccionara a caixa
feita da palmeira do buriti.





A cinta vermelha é de brim 100% algodão, fechada
por botão de madeira confeccionado por Marcelo Zocchio



Capa impressa em baixo-relevo sobre papel Color-Face


A sobrecapa foi bordada pelas artesãs de Cordisburgo, Morro da Garça e Andrequicé (MG), e Linha Nove e Teia de Aranha (SP), inspirada no avesso do Manto da Apresentação, de Arthur Bispo do Rosário, com o nome dos personagens do romance 


Capa e projeto gráfico: Alceu Chiesorin Nunes
Companhia da Letras, 2019, 22a edição

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Educar na escola

Frase do dia

Elizabeth, rainha da Inglaterra, foi educada em casa. Educou os filhos em escolas. 

                                            Leandro Karnal