sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Anthony Marra




É muito bom quando a gente encontra um livro meio por acaso numa prateleira qualquer de uma livraria falida, de autor desconhecido para quem garimpa, ainda mais um gringo de nome esquisito, mas ao ler o primeiro parágrafo o leitor se encanta e compra o livro e o devora em poucos dias e confirma a impressão inicial, uma obra prima. Isso é bom demais.
            Aconteceu comigo, e o livro chama-se Trilha sonora para o fim dos tempos, de Anthony Marra, Editora Intrínseca, 2018. Vale a pena citar o título original: The Tsar of Love and Techno, com tradução de Sergio Flaksman. (Pensando bem, o título em português soa melhor.)
            A catalogação classifica o livro como “conto americano”. O autor o divide em Lado A, Intervalo e Lado B, contendo ao todo 9 capítulos, que em meu ponto de vista formam um romance. Um ótimo romance!
            Marra herdou dos russos a arte de compor personagens! Como eles vão reaparecendo no desenrolar dos capítulos, nos invernos tenebrosos dos confins da Rússia, o leitor pode fazer uma boa ideia sobre a vida difícil sob o duro regime comunista da época de Stálin até os tempos atuais. (O autor viveu por uns tempos no Leste Europeu.)
            O que me impressionou mesmo foi a qualidade literária de Marra, estilo moderno, marcante, porém elegante, sem apelações, texto certamente valorizado por uma boa tradução.
            A capa é muito bonita e a ilustração, uma bailarina, pertence à coleção da webdesignerJane McDevitt.
            Anthony Marra foi eleito pela revista Granta (vale a pena colecionar esta revista!) um dos mais promissores autores norte-americanos da década. Foi finalista do National Book Critics Award em 2015, ganhou vários outros prêmios desde então. Atualmente é professor na Universidade de Stanford.
            Impressionado com Anthony Marra, já encomendei outro livro do autor, Uma constelação de fenômenos vitais. Veremos.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Aldravia n.78

Fotominimalismo




bem-te-vi
peito
amarelo
bem-te-ouvi
canto
estridente


Foto: AVianna, nov 2018, Bahia
Nikon D7200, lente Nikkor 300mm

Homenagem do Louco

A foto do dia


Cadelinha espancada e morta
em Osasco, São Paulo

Foto: Reprodução / Facebook

Um certo verão na Bahia


Justino Bretas vendeu tudo que tinha, a bela casa em que morava com a família na cidade grande, carro do ano, um terreno em Araruama, a bicicleta de corrida que lhe custou uma fortuna, móveis, três televisões, máquina fotográfica semiprofissional, trocou os dólares que havia juntado ao longo dos últimos dez anos, e comprou um terreno de frente para o mar na Bahia. Lá construiu uma pousada.
            Era sonho antigo, morar na praia e administrar uma hospedaria que tratasse bem dos clientes e servisse a melhor comida baiana. Pois a Pousada Sol Encantado logo se tornou conhecida na região, com a reputação de que era a mais bonita, a que oferecia melhor hospitalidade e que dispunha de excelente gastronomia. O negócio prosperava, tocado por toda a família, o próprio Justino, ex-funcionário do Banco do Brasil, sua mulher Maria Clara, ex-professora primária, Álvaro, formado em administração, e Clarinha, adolescente quase adulta, uma linda menina de olhos verdes e cabelo cacheado. 
            Justino cuidava da portaria, entrada e saída dos hóspedes, reservas e disponibilidade de acomodações, cobrança das diárias; Maria Clara tomava conta da casa, dos empregados, da cozinha, da limpeza sempre impecável; Álvaro possuía espírito de empresário e como tal manejava bem as finanças; Clarinha, menina mimada, apenas enfeitava a Pousada Sol Encantado. Digamos que viviam bem, sobrava algum ao final do mês, não era lucro milionário, porém o prazer do trabalho bem sucedido e da ótima reputação que gozavam, para eles era o que bastava.
            Até que Justino recebe e-mail da Itália, de um tal Ruffino Giancarlo Malldonado, referindo-se a si mesmo como chef de cozinha de reconhecida fama, especialista em gastronomia internacional, com experiência até mesmo em restaurante duas estrelas do Guia Michelin. O italiano propunha uma temporada na Pousada, com casa-comida-roupa-lavada-módico-salário, além de verdadeira revolução no cardápio do Sol Encantado. 
            Nem é preciso dizer que a proposta subiu à cabeça do romântico proprietário. Um chef italiano, aquilo ia se espalhar pela Bahia e arredores – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Vitória –, o Sol Encantado referência da gastronomia mundial, os europeus iam chegar aos bandos estridentes, não demoraria muito e os chineses chegariam em ônibus superlotados de pessoas baixinhas com a mesma cara, uma máquina fotográfica e muito dinheiro no bolso, viriam também os japoneses com as mesmas caras, suas máquinas fotográficas e um pouco menos dinheiro no bolso, Álvaro você precisa atualizar a administração da Pousada, penso que devemos cobrar em dólares ou em euros, preste atenção no câmbio pelo amor de Deus, Maria Clara contrate mais ajudantes de cozinha, que nenhum chef pega no batente, chef apenas comanda... 
(PAUSA.  Eu cá comigo: essa história de não pegar no batente e apenas comandar, me faz lembrar de um ditado que aprendi na Academia: Quem Sabe Faz, Quem Não Sabe Ensina...)
            Voltemos ao delírio de Justino: Clarinha você precisa cortar o cabelo e comprar vestidos novos, nada de minissaias e decotes, comporte-se, fique de olho nos italianos com cara de artistas de cinema e cheios de más intenções, ai meu São Sebastião, me ajude!
            Aquilo já havia se transformado em pânico na cabeça de Justino, o que não o impediu de responder afirmativamente à proposta do italiano, que em quatro dias estava batendo à porta da Pousada. (Justino bem que estranhou aquela presteza.)
            Ruffino Giancarlo Malldonado era um homem bonito! Lindo de morrer, exclamou Clarinha! Belissimo, afirmou Maria Clara, imitando  sotaque italiano, Belissimo! Moreno, porte atlético, cabelos negros, olhos verdes, e um nariz verdadeiramente italiano, um artista de cinema. Muito bem vestido, o terno bem cortado, camisa aberta no peito mostrando o medalhão de ouro, o homem apresentou apenas seu passaporte, alegando que sua fama dispensava quaisquer credenciais. Introduzido à cozinha da pousada – as lindas baianas babando diante de tamanha formosura – Ruffino falou de seus planos, da reformulação do cardápio, das receitas de massas italianas, das sobremesas, tudo num português arrevesado de impossível compreensão, o olho grande posto nas baianas e em Clarinha. Maria Clara, chefe da cozinha até então, foi tomada pelo ciúme. Justino permanecia encantado. Clarinha já apaixonada.
            A notícia espalhou-se pelas redes sociais e pelo boca-a-boca baiano de norte a sul do estado e redondezas. As acomodações da pousada foram ocupadas completamente, reservas apenas para daqui a seis meses. Justino Bretas rindo à toa.
            No almoço era servida comida típica local, moqueca de peixe, de camarão, de siri mole e moqueca mista, peixe assado e frito, camarão ao alho e óleo, carne de sol com macaxeira, pasteizinhos de siri, tudo preparado pelas baianas, delícia de comida. À noite, o jantar era comandado por Ruffino. As saladas servidas como entrada tinham bom aspecto, verduras e legumes frescos, pouco sal, um fio de azeite. Já as massas deixavam a desejar, principalmente porque mais pareciam variações sobre o mesmo tema: espaguete à carbonara, espaguete à putanesca, espaguete à matriciana, espaguete ao sugo, espaguete ao alho e óleo, espaguete a Alfredo, espaguete ao vôngole, espaguete aos frutos do mar, espaguete à bolonhesa, espaguete aos quatro queijos, espaguete ao molho pesto, espaguete com trufas, espaguete ao molho de sardinhas, espaguete a Ruffino, com molho de difícil identificação. (Justino também estranhou aquela obsessão pelo espaguete.) Ah!, havia ainda berinjela gratinada. 
            O paladar da comida do chef definitivamente não agradava. Os hóspedes permaneciam em absoluto silêncio diante desta evidência, temerosos de que o problema fosse a falta de educação do próprio paladar deles, não eram refinados o suficiente para apreciar os acepipes do chef. Portanto, melhor silenciar.
Intrigava a completa ausência de Ruffino durante o jantar; alguns hóspedes manifestavam o desejo de conhecê-lo, saber um pouco da experiência dele no dois estrelas Michelin de Roma, conferir se era verdadeira a lendária beleza do italiano, fama que já corria até os confins da Bahia; mas nada, ele nunca aparecia no salão, para frustração das moçoilas e das ávidas senhoras. 
            Na segunda semana do cardápio revolucionário de Ruffino Giancarlo Malldonado a situação tornou-se insustentável. Durante o dia não havia outra conversa entre os hóspedes, que cochichavam, Você gostou do espaguete de ontem?, Achei sem gosto, Faltava sal, A bolonhesa parecia carne de defunto de tão pálida, E a putanesca?, coitadas das putas... A comida era mesmo ruim.
            Até que Andrea Luiggi, italiano nascido na Úmbria e radicado no Brasil há vários anos, grosso como um jacarandá do cerrado, hospedado há três dias na pousada, diante do salão repleto, gritou no meio do jantar:
            – O rei está nu! O rei está nu! Esta comida é uma merda! 
            Foi uma correria dos diabos, Maria Clara acudiu incontinente, perguntou se havia alguma coisa errada, Está tudo errado! bradou Luiggi, Farsante! Pulha! Impostor! Incompetente! Embusteiro!, berraram alguns turistas mais exaltados, referindo-se naturalmente ao italiano. Justino Bretas ensaiou ar de indignação, Não é possível, nosso chef tem experiência internacional, Maria Clara sacudia a cabeça afirmativamente mas sem convicção, Clarinha chorava atrás da porta, as baianas de olhos arregalados, Álvaro não apareceu, muito menos o chef, escafedeu-se para local ignorado.
            O jantar terminou em clima de indignação e suspense; os hóspedes recolheram-se aos seus aposentos, na manhã seguinte exigiriam providências do proprietário. Caiu a noite na Pousada Sol Encantado, noite de lua cheia.
            Coincidência ou não, às seis horas em ponto da manhã seguinte ouviram-se palmas na portaria, pois não havia campainha na pousada. Era a Polícia Federal. Ruffino Giancarlo Malldonado, cujo nome verdadeiro era Giuseppe Provenzano, filhote do chefe da Cosa Nostra recém preso na cidade de Corleone, perto de Palermo, na Sicília, foi surpreendido pelos policiais ainda dormindo, trajando um belo pijama de seda verde-musgo.
            O Delegado, com voz mansa educada firme, informou a Justino:
            – O senhor deve comparecer à Delegacia de Polícia dentro de 24 horas, sob a acusação de albergar criminoso internacional, reconhecido mafioso, chefe da ramificação Máfia da Calábria, fugitivo da prisão italiana.
            – Excelência, mas ele se apresentou aqui como chefe de cozinha...
            – Pois saiba, Sr. Justino Bretas, que Giuseppe Provenzano aprendeu rudimentos de culinária em uma penitenciária italiana, onde cozinhava para os presos, incluindo os chefões da Máfia. 
            Mais não foi dito nem foi perguntado. O comboio composto de cinco carros da Polícia Federal desapareceu na poeira da estrada de terra da Bahia, levando Giuseppe  Provenzano, o belíssimo Ruffino para os Bretas, sob os olhares desolados de Justino, Maria Clara, Clarinha, e um punhado de lindas baianas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Uma pintura

Fotografia



          Fotografia realizada em mergulho de naufrágio, no Recife, em outubro de 2018, por Paula Vianna.
          Trata-se de uma "pintura", na qual o expectador tem a ilusão de que a água (o azul da foto) está em plano diferente daquele que se vê antes da "moldura", desenhada pelo naufrágio.
          O mergulhador está no segundo plano, naturalmente dentro d'água, enquanto que o peixe, no primeiro plano, aparentemente em um cômodo cheio de ar, tenta voltar para a água!
          As cores do metal enferrujado são lindas, possivelmente causadas pela proliferação de microrganismos marinhos.
          Fotografia maravilhosa!

Clique na foto para ampliar!

O grande vitorioso

A foto do dia


Felipão

Foto: Ricardo Moraes / Reuters

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Mania de Listas


Os 100 Melhores Poemas da Literatura Brasileira, Os 1000 Filmes que você não pode deixar de ver, Os 50 Melhores Romances da Literatura Universal, As Melhores Histórias de Terror de Todos os Tempos, Os Melhores Contos Brasileiros, Meus Autores Preferidos (essa categoria exige que o organizador seja uma celebridade, tipo Gisele Bündchen), e a variedade vai por aí afora. É a mania das listas.
            Basta estampar na capa Os Melhores, e pronto, a armadilha está armada, o chamariz a coçar a curiosidade do leitor. Se alguma editora utilizar-se da palavra Antologia, o efeito não será o mesmo. Antô o que? Agora, Os Melhores serão sempre os melhores.
            Mas que Melhor é esse? Melhor na opinião de quem? Quem organizou a lista? O organizador entende do riscado? Nada disso interessa ao leitor que examina a capa do livro e compra, se for o Melhor! Palavrinha mágica, essa!
            Meu possível leitor pode estar imaginando que deliro, que escrevo asneiras, de onde tirei isso de listas? Humberto Eco escreveu um livro sobre listas: A Vertigem das Listas (Record, 2010), que não comprei porque achei chato demais. Porém o grande escritor, filósofo, semiólogo, linguista, bibliófilo italiano sabia das coisas, e percebeu que essa mania de listas vem de longe. Leonardo da Vinci registrava pequenas listas de compras (com finalidade até hoje desconhecida) em seus preciosos cadernos!
            Este humilde preâmbulo serve apenas para justificar a lista que apresento em seguida, e que sugiro seja examinada com cuidado.
            
Todas as obras de Ludwig van Beethoven,
segundo a organização do próprio compositor.

Número de obras
Nome
Data de composição
op.1 n.1
1.º Trio para piano, violino e violoncelo em mi bemol maior
1793
op.1 n.2
2.º Trio para piano, violino e violoncelo em sol maior
1793-1794
op.1 n.3
3.º Trio para piano, violino e violoncelo em dó menor
1794
op.2 n.1
1ª sonata para piano em fá menor
1794
op.2 n.2
2° Sonata para piano em lá maior
1795
op.2 n.3
3ª Sonata para piano em dó maior
1795
op.3
1.º Trio para violino, viola e violoncelo
1796
op.4
1.º Quinteto de cordas
1795-1796
op.5 n.1
1.ª Sonata para violoncelo e piano
1796
op.5 n.2
2.ª Sonata para violoncelo e piano
1796
op.6
Sonata para piano a quatro mãos
1796-1797
op.7
4.ª Sonata para piano em mi bemol maior
1796-1797
op.8
Serenata para violino, viola e violoncelo
1796-1797
op.9 n.º 1
2.º Trio para arcos
1796-1798
op.9 n.º 2
3.º Trio para arcos
1796-1798
op.9 n.º 3
4.º° Trio para arcos
1796-1798
op.10 n.º 1
5.ª Sonata para piano em dó menor
1796-1798
op.10 n.º 2
6.ª Sonata para piano em fá maior
1796-1798
op.10 n.º 3
7.ª Sonata para piano em ré maior
1796-1798
op.11
4.º Trio para piano, clarineta (ou violino) e violoncelo em si bemol maior
1798
op.12 n.º 1
1.ª Sonata para piano e violino
1797-1798
op.12 n.º 2
2.ª Sonata para piano e violino
1797-1798
op.12 n.º 3
3.ª Sonata para piano e violino
1797-1798
op.13
8.ª Sonata para piano em dó menor "Patética"
1798-1799
op.14 n.1
9.ª Sonata para piano em mi maior
1798-1799
op.14 n.2
10.ª Sonata para piano em sol maior
1798-1799
op.15
1° Concerto para piano e orquestra
1798-1799
op.16
Quinteto para piano e sopros
1796
op.17
Sonata para piano e trompa (ou violoncelo)
1800
op.18 n.1
1.º Quarteto de cordas em fá maior
1798-1800
op.18 n.2
2.º Quarteto de cordas em sol maior
1798-1800
op.18 n.3
3.º Quarteto de cordas em ré maior
1798-1800
op.18 n.4
4.º° Quarteto de cordas em dó menor
1798-1800
op.18 n.5
5.º Quarteto de cordas em lá maior
1798-1800
op.18 n.6
6.º Quarteto de cordas em si bemol maior
1798-1800
op.19
2.º Concerto para piano e orquestra
1794-1795-1798
op.20
Septeto para clarinete, trompa, fagote, violino, viola, violoncelo e contrabaixo
1799-1800
op.21
1° Sinfonia em Dó Maior
1799-1800
op.22
11.ª Sonata para piano em si bemol maior
1799-1800
op.23
4.ª Sonata para piano e violino
1800-1801
op.24
5.ª Sonata para piano e violino "A Primavera"
1800-1801
op.25
Serenata para flauta, violino e viola
1795-1796
op.26
12.ª Sonata para piano em lá bemol maior Marcha Fúnebre
1800-1801
op.27 n.1
13.ª Sonata para piano em mi bemol maior
1801
op.27 n.2
14.ª Sonata para piano em dó sustenido menor "Ao Luar"
1801
op.28
15.ª Sonata para piano em ré maior "Pastoral"
1801
op.29
2.º Quinteto para cordas
1801
op.30 n.1
6.ª Sonata para piano e violino
1802
op.30 n.2
7.ª Sonata para piano e violino
1802
op.30 n.3
8.ª Sonata para piano e violino
1802
op.31 n.1
16.ª Sonata para piano em sol maior
1802
op.31 n.2
17.ª Sonata para piano em ré menor "A Tempestade"
1802
op.31 n.3
18.ª Sonata para piano em mi bemol maior
1802
op.32
Canção: An die Hoffnung para voz e piano
1805
op.33
Sete Bagatelas para piano
1800-1802
op.34
Seis variações para piano
1802
op.35
Quinze variações e fuga para piano (sobre um tema de "As Criaturas de Prometeu")
1802
op.36
2° Sinfonia in ré maior
op.37
3° Concerto para piano e orquestra
1800-1802
op.38
Trio para piano, clarinete (ou violino) e violoncelo, arranjado do op.20
1803
op.39
Dois Prelúdios para piano ou órgão
1789
op.40
Romance para violino e orquestra n.º 1 em sol maior
1802
op.41
Serenata para piano e flauta (arranj. op.25)
1803
op.42
Noturno para piano e viola (arranj. op.8)
1803
op.43
As Criaturas de Prometeu
1800-1801
op.44
14 variações para piano, violino e violoncelo em mi bemol maior
1800
op.45 n.1
1.ª Marcha para piano a quatro mãos
1802-1803
op.45 n.2
2.ª Marcha para piano a quatro mãos
1802-1803
op.45 n.3
3.ª Marcha para piano a quatro mãos
1802-1803
op.46
Canção: Adelaide para voz e piano
1795-1796
op.47
9.ª Sonata para violino e piano "Kreutzer"
1802-1803
op.48
Seis canções para voz e piano (sobre poemas de Gellert)
1803
op.49 n.1
19.ª Sonata para piano em sol menor
1788
op.49 n.2
20.ª Sonata para piano em sol maior
1796
op.50
Romance para violino e orquestra nº 2 em fá maior
1802
op.51 n.1
1.º rondò para piano
1797
op.51 n.2
2.º rondò para piano
1800
op.52
Oito canções para voz e piano (sobre textos de vários autores)
1785-1793
op.53
21.ª Sonata para piano em dó maior "Waldstein"
1803-1804
op.54
22.ª Sonata para piano em fá maior
1804
op.55
3.ª Sinfonia em mi bemol maior "Eroica"
1802-1804
op.56
Concerto Tríplice para piano, violino, violoncelo e orquestra
1803-1804
op.57
23.ª Sonata para piano em fá menor "Appasionata"
1804-1805
op.58
4.º Concerto para piano e orquestra
1806
op.59 n.1
7.º Quarteto de cordas em fá maior
1806
op.59 n.2
8.º Quarteto de cordas em mi menor
1806
op.59 n.3
9.º Quarteto de cordas em dó maior
1806
op.60
4º Sinfonia in si bemol maior
1806
op.61
Concerto para violino e orquestra
1806-1807
op.62
Abertura "Coriolano"
1807
op.63
Trio para violino, violoncelo e piano (trascr. op.4)
1807
op.64
Sonata para violoncelo e piano (trascr. op.3)
1807
op.65
"Ah! Perfido" cena e ária para soprano e orquestra
1795-1796
op.66
12 Variações para violoncelo e piano
1798
op.67
5° Sinfonia in dó menor
1807-1808
op.68
6° Sinfonia in fa maggiore "Pastoral"
1807-1808
op.69
3.ª Sonata per violoncelo e piano
1808
op.70 n.1
5.º Trio para violino, violoncelo e piano em ré maior Fantasmas
1808
op.70 n.2
6.º Trio para violino, violoncelo e piano em mi bemol maior
1808
op.71
Sexteto para sopros
1796
op.72
Fidelio - Ópera em dois atos
1805-1806-1814
op.73
5.º Concerto para piano e orquestra "Imperador"
1809
op.74
10.º Quarteto de cordas em mi bemol maior "Harpa"
1809
op.75
Seis canções para voz e piano (sobre textos de vários autores)
1809
op.76
Seis Variações para piano
1809
op.77
Fantasia para piano
1809
op.78
24.ª Sonata para piano em fá sustenido maior "Pour Thérèse"
1809
op.79
25.ª Sonata para piano em sol maior
1809
op.80
Fantasia para piano, coro e orquestra
1809-1810
op.81a
26.ª Sonata para piano em mi bemol maior "Les adieux, L'absence, Le retour"
1809-1810
op.81b
Sexteto para quarteto de cordas e duas trompas
1794
op.82
Quatro arietas e um dueto para voz e piano
1795-1796
op.83
Três canções sobre poemas de Goethe para voz e piano
1809-1810
op.84
"Egmont" - Abertura e Música de cena sobre um texto de Goethe
1809-1810
op.85
"Cristo no Monte das Oliveiras" para solistas, coro e orquestra
1801-1803
op.86
Missa em Dó Maior
1807
op.87
Trio para dois oboés e corninglês
1793-1794
op.88
Canção: "Lebensglück
1803
op.89
Polonaise para piano
1814
op.90
27.ª Sonata para piano
1814
op.91
"A Vitória de Wellington" para orquestra
1813
op.92
7° Sinfonia in lá maior
1811-1812
op.93
8° Sinfonia in fá maior
1812
op.94
Canção: "An die Hoffnung" (seconda versione)
1813
op.95
11.° Quarteto de Cordas em fá menor "Serioso"
1810
op.96
10.ª Sonata para piano e violino
1812
op.97
7.º Trio para violino, violoncelo e piano em mi bemol maior "Arquiduque"
1811
op.98
Ciclo de canções: "An die ferne Gelibte" (À Bem Amada Distante) para voz e piano
1815-1816
op.99
Canção: "Der mann von Wort" para voz e piano
1816
op.100
"Merkenstein" para voz e piano
1815
op.101
28° Sonata para piano em lá maior
1815-1816
op.102 n.1
4° Sonata per piano e violoncelo
1815
op.102 n.2
5° Sonata per piano e violoncelo
1815
op.103
Octeto para 2 oboés, 2 clarinetes, 2 trompas e 2 fagotes
1792
op.104
3° Quinteto de cordas (trascr. op.1 n.3)
1817
op.105
Seis temas variados para piano e flauta (ou violino)
1817-1818
op.106
Sonata para piano n.º 29 em si bemol maior "Hammerklavier"
1817-1818
op.107
Dez temas variados para piano e flauta (ou violino)
1817-1818
op.108
25 Canções Escocesas para voz, piano, violino e violoncelo
1815-1816
op.109
Sonata para piano n.º 30 em mi maior
1820
op.110
Sonata para piano n.º 31 em lá bemol maior
1820-1821
op.111
Sonata para piano n.º 32 em dó menor
1820-1822
op.112
Duas Canções para voz e piano sobre textos de Goethe
1815
op.113
"As Ruínas de Atenas" abertura e oito peças para orquestra
1811
op.114
Marcha com coro para "A Consagração da Casa"
1822
op.115
Abertura "Zur Namensfeier"
1815
op.116
Terceto para soprano, tenor, baixo e orquestra "Tremate empi, tremate!"
1802-1814
op.117
"Rei Estêvão", abertura e nove peças para orquestra
1811
op.118
Canto elegíaco para quatro vozes e quarteto de cordas
1814
op.119
12 Bagatelas para piano
1820-1822
op.120
33 Variações sobre uma valsa de Diabelli para piano
1819-1823
op.121a
Variações para piano, violino e orquestra
1815-1816
op.121b
"Opferlied" para soprano e orquestra
1796-1824
op.122
"Bundeslied" para soprano, contralto, coro, 2 clarinetas, 2 fagotes e 2 trompas
1822
op.123
Missa em Ré Maior "Missa solemnis"
1818-1822
op.124
Abertura "Consagração da Casa"]
1822
op.125
9.° sinfonia em ré menor "Coral"
1822-1824
op.126
Seis Bagatelas para piano
1823-1824
op.127
12.° Quarteto de cordas em mi bemol maior
1822-1825
op.128
Arieta "O Beijo" para voz e piano
1798-1822
op.129
Rondò para piano
1795
op.130
13.° Quarteto de cordas em si bemol maior
1825-1826
op.131
14.° Quarteto de cordas em dó sustenido menor
1826
op.132
15.° Quarteto de cordas em lá menor
1825
op.133
Grande Fuga para Quarteto de cordas
1825
op.134
Grande fuga para piano a quatro mãos (trascr. op.133)
1826
op.135
16.° Quarteto de cordas em fá maior
1826
op.136
Cantata "Der glorreiche Augenblick" (O Momento Glorioso) para solistas, coro e orquestra
1814
op.137
Fuga para Quarteto de cordas
1817
op.138
Abertura "Leonora n.º 1"
1805


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