Foto: Mercêdes Fabiana, jun 2018.
quinta-feira, 12 de julho de 2018
Tomate-cereja mais doce e nutritivo
“Um tomate-cereja com teores mais elevados de açúcar e licopeno e com resistência natural a doenças foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Embrapa.
Produzido a partir de métodos convencionais de melhoramento genético – a variedade não é transgênica –, ele é resultado de uma pesquisa iniciada em 2007.
O tomatinho híbrido, além de muito doce, apresenta alto teor de licopeno sem alteração no paladar.”
A reportagem é de Marcelo Toledo para a Folha (12 jul 2018).
Os teores de ácidos e açúcares são balanceados e ele apresenta firmeza e textura crocante, além de coloração intensa.
“Conforme a Embrapa Hortaliças, o custo das sementes é cerca de 30% mais baixo.
Para se chegar a esse tomate, os pesquisadores usaram técnicas de melhoramento convencionais que envolveram cruzamentos entre linhagens. O tomate já é cultivado em São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará e Goiás, além do Distrito Federal, e é resistente a pragas como pinta-bacteriana, requeima e oídio (impede a fotossíntese), além de tolerante à mancha bacteriana e viroses.”
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Praias de Paris
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, inaugurou oficialmente no sábado, 7, as "praias" da cidade, que até 2 de setembro reforçam a oferta de lazer nas margens do rio Sena e no Bassin de la Villette, uma iniciativa que já se repete há 17 anos.
Gente civilizada é outra coisa!
Foto: Christophe Petit Tesson / EFE/EPA
O caminho
O caminho
Existe na montanha um caminho
vedado a ilusões e desencantos,
discreto, estreito, sinuoso, enquanto
constantemente leva o passo acima.
De terra seca e pedra, circundando
em lentas voltas a dura subida,
a sábia, obstinada e quieta trilha
conduz no rumo próprio o caminhante.
Assim no alto monte, assim na vida.
Se queres ascender como pessoa,
escolhe a sinuosa e lenta via.
Escolhe a paciência, em que se esconde
a paz do persistente peregrino,
do chão ao céu, do céu ao chão, ao longe.
Paulo Sergio Viana
Foto: O autor do poema!
terça-feira, 10 de julho de 2018
Isek Kingelez no MoMA
O artista Bodys Isek Kingelez
em frente à sua casa,
na cidade de Kinshasa, no Congo, em 2014
Foto: Cortesia André Magnin/Fredi Casco, Caac
Pela primeira vez, o MoMA de Nova York inaugura uma retrospectiva dedicada exclusivamente a um artista contemporâneo do continente: o escultor congolês Bodys Isek Kingelez (1948–2015).
Kingelez ficou conhecido por suas maquetes de cidades utópicas feitas de papelão, papel, plástico e outros objetos do cotidiano.
Outras fotos: AVianna, jun 2018, NY.
O futebol como ele é
Na crônica de hoje para a Folha (10 jul 2018), O futebol como ele é, João Pereira Coutinho afirma que a “Copa 2018 ensina que esse esporte precisa de caos, injustiça e muita falsidade”.
No melhor momento do texto, Coutinho cita Simon Jenkins (segundo ele, “uma das vozes lúcidas do The Guardian”), que sugere que os pênaltis sejam abandonados. Coutinho responde:
“Sou contra. Frontalmente. Eu gosto dos pênaltis. Eu gosto da injustiça do momento. Eu gosto da dimensão trágica que desce ao gramado. Eu gosto da angústia dos jogadores, dos falhanços épicos, do choro e da ruína.
Nesses momentos, o futebol consegue atingir o patamar da grande arte. E a grande arte é sempre uma metáfora da vida — da beleza, do desastre, da imperfeição que a define.”
Por todas essas razões, o cronista também é contra o árbitro de vídeo:
“Se essa Copa ensina alguma coisa é que a salvação do futebol não passa por “rigor”, “justiça” ou “verdade”. Precisa de caos, injustiça e muita falsidade. Como proceder?
... abandonar o juiz de vídeo. Na vida, não podemos recuar no tempo para rever e corrigir os piores momentos. Vivemos com eles porque isso é um imperativo de caráter. O mesmo vale para o futebol.”
São incrivelmente fortes os argumentos de Coutinho, ao considerar o futebol uma metáfora da vida. No entanto, é possível que o futebol seja apenas um jogo, com suas regras próprias, suas surpresas, alegrias e tristezas. Nós, os torcedores, nos encarregamos de fantasiar o resto...
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