quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
mágica luz
sol da manhã
por entre o cacho da palmeira
mágica
no jardim
***
Em tempo, uma alternativa para o primeiro verso é:
manhã de sol
o que muda o sentido do poemeto, ou seja, agora a manhã de sol é vista ou sentida por entre o cacho da palmeira: mágica!
manhã de sol
ilumina o cacho da palmeira
mágica no jardim
Foto: AVianna, fev 2018
Iphone 8 plus
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Bashô: mais 3 haicais
866.
com a minha
sombrinha de papel
tento passar
por entre os ramos
do salgueiro
961.
o grilo
à noite
deita-se na cama
do javali
956.
de repente
uma nuvem
encobrindo o sol –
aves migratórias
Tradução: Joaquim M. Palma, assírio & Alvim
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Resultados inaceitáveis
Divulgado pelo Ministério da
Educação (MEC) (19 Fev 2018), com base em dados de 2017, o Censo Escolar da Educação Básica – que compreende o ensino
infantil, o ensino fundamental e o ensino médio.
“Houve pequena melhoria nos
índices de aprovação, especialmente no ensino médio, no qual apenas 65% dos
alunos estão matriculados na série adequada à sua idade. Entre 2013 e 2017, a
taxa de aprovação nesse ciclo – que há décadas é considerado o grande gargalo
da educação brasileira – aumentou 2,8%. Ainda que esse aumento seja positivo,
pois contribuiu para melhorar o fluxo de estudantes com idade entre 15 e 17
anos e elevar o número de formados no ensino médio, ele não teve maior impacto
na redução dos índices de evasão escolar.”
“Atualmente, há cerca de 1,5
milhão de jovens dessa faixa etária que abandonaram as salas de aula para
ingressar no mercado de trabalho. Esse contingente equivale a 15% do total de jovens do País. Os
jovens que desistiram de estudar e não conseguiram um emprego formam hoje a
chamada geração “nem nem”, que não estuda nem trabalha. “A baixa qualidade da
escola leva os jovens a procurar o mercado de trabalho ou a abandonar o ensino
sem sequer ingressar no mercado. Por isso, o quadro é grave. Não temos um
cenário de alfabetização na idade certa, o que tem repercussões graves ao longo
da trajetória dos estudantes”, afirma Olavo Nogueira, gerente de Políticas
Educacionais do movimento Todos pela Educação.”
“Em matéria de infraestrutura, o
cenário também é sombrio. No ensino fundamental 8,2% das escolas não têm
banheiro e 46% não têm biblioteca.
No ensino médio, 10% das escolas não têm abastecimento regular de água e 55%
não têm laboratório de ciências. O mérito do Censo é fornecer as informações de
que o País necessita para discutir a melhoria de qualidade de seu sistema de
ensino. Apesar das melhorias pontuais registradas, a formação das novas
gerações continua longe de qualquer resultado aceitável.”
Hampstead, modo de viver
Hampstead é um filme ruim. Talvez seja mesmo um
péssimo filme, aquilo que vulgarmente chamamos de xarope. Isso não tem
importância; ao contrário, trata-se do mote em que se apoia esta crônica: até
mesmo de um filme ruim pode-se extrair uma pérola, algo de interessante que
mereça nossa consideração, que afinal provoque alguma elaboração de nossos
pensamentos.
A
comédia romântica tipo sessão da tarde é cheia de lugares-comuns, vulgaridades
fúteis, que se sustenta sobre os ombros de dois atores competentes, Diane
Keaton e Brendan Gleesson (do inesquecível In
Bruges!) – verdadeiras iscas, chamarizes para incautos expectadores, como
eu. Ponto final: o filme não merece outros comentários.
Até
que, transcorrida mais da metade da história, ultrapassado o pesadelo central
do enredo, o casal protagonista encontra-se sentado no sofá da sala da “pobre
casa” do “falso mendigo”, com todas as suas precariedades – falo da casa –,
quando de repente a mulher dá um chilique, não deseja continuar vivendo “naquela
casa”, Você não pode continuar vivendo nessa casa, Não podemos continuar com
essa vida.
Ao
que o homem, com espanto, perplexidade mesmo, fechando momentaneamente o livro
que tem nas mãos, replica:
–
Mas você não está se divertindo?
A
pergunta é desconcertante e só pode advir de alguém cujo modo de viver é
bastante peculiar, único, bem diferente da mulher que está a seu lado.
Penso
que a cena se aplica a um bom número de casais que habitam sob o mesmo teto. Há
quem peça pouco, muito pouco para viver. Há quem precise de muito para sobreviver. Alguns trazem em si o suficiente para viver. Outros iludem-se com o que vem do exterior.
Esta a lição que nos oferece
Hampstead: o significado de “divertir-se” com a vida, uma arte.
De um filme ruim pode-se extrair uma
pérola!
(Quem realmente se diverte com este blog sou eu!)
(Quem realmente se diverte com este blog sou eu!)
Assinar:
Postagens (Atom)




