Política sem palavras
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Dez melhores cachaças
As melhores cachaças
do Brasil foram eleitas pelo 3º Ranking da Cúpula da
Cachaça; são 50 rótulos divididos em duas categorias, branca e ouro, afirma Renata Mesquita (31 janeiro 2018), diretamente de Analândia (SP).
“A cachaça mudou de lugar, saiu de baixo do
balcão do bar e foi parar na prateleira, cheia de orgulho”, disse o famoso
bartender Derivan de Souza.
Depois de dois dias degustando (às cegas) as
50 marcas que chegaram à final da prova, o sentimento dos 12 jurados era o
mesmo: a cachaça evoluiu, e muito.
O Louco, um apreciador de cachaça, apresenta aqui as 10
melhores:
1 - Vale Verde 12 anos
Bicampeã, essa cachaça tem
personalidade e sabores complexos. Seu uso da madeira remete ao bourbon. Tem
excelente final de boca.
Onde: Betim (MG)
Nota: 88,4
Madeira:12 anos no carvalho
Preço: R$ 797,50 (700 ml)
2 - Magnífica Reserva Soleira
Chamam atenção as notas de
especiarias e baunilha, típicas do carvalho, além de um leve frutado. A acidez
é equilibrada. Para ter na prateleira.
Onde: Vassouras
(RJ)
Nota: 87,9
Madeira: 3 anos no carvalho
(de 3 a mais de 10)
Preço: R$ 362,50 (700 ml)
3 - Companheira Extra
Premium
Lembra muito uísque americano,
indicada para os fãs da bebida.
Onde: Jandaia do
Sul (PR)
Nota: 87,3
Madeira: 8 anos carvalho
Preço: R$ 319 (700 ml)
4 - Sebastiana Carvalho
Redonda, tem textura aveludada
e sabor apurado. Para beber devagar– evolui no copo.
Onde: Américo Brasiliense
(SP)
Nota: 85,6
Madeira: carvalho americano,
pelo menos 3 anos
Preço: R$ 101,50 (500 ml)
5 - Weber Haus Extra Premium
Lt. 48
Consistente, tem álcool suave,
aroma tostado com especiarias e uma nota vegetal interessante. Final longo.
Onde: Ivoti (RS)
Nota: 85,5
Madeira: 5 anos no carvalho
francês + 1 ano no bálsamo
Preço: R$ 210 (700 ml)
6 - Weber Haus Amburana
Onde: Ivoti (RS)
Nota: 85,2
Madeira: 1 ano na amburana
Preço: R$ 76, 85 (700 ml)
7 - Casa Bucco
Envelhecida
Onde: Bento Gonçalves (RS)
Nota: 84,5
Madeira: 6 anos em carvalho e
bálsamo
Preço: R$ 166, 75 (750 ml)
8 - Leandro Batista
Onde: Ivoti (RS)
Nota: 84,2
Madeira: amburana, bálsamo,
canela sassafrás - um ano cada
Preço: R$ 87 (750 ml)
9 - Middas Reserva
Onde: Adamantina (SP)
Nota: 84,1
Madeira: carvalho francês,
carvalho americano e amburana - no mínimo dois anos
Preço: R$ 340, 75 (700 ml)
10 - Canarinha
Onde. Salinas (MG)
Nota: 83,9
Madeira: 2 anos no bálsamo
Preço: 169,65 (600 ml)
A lista das 50 melhores pode ser consultada no link abaixo.
Fotos:
Tiago Queiroz / Estadão
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Duas respostas a Suzete
Havia prometido a mim mesmo que jamais voltaria a ler
outro livro do Marcelo Mirisola: perda de tempo, aquele repetir-se repetir-se
repetir-se. Até que surge a provocação de Suzete, inesperada, surpreendente,
atrevida mesmo. Mas não é que ela está cada dia mais sabida? (A história de
cortar cabelo de homem, acho que virou passatempo, ela é mesmo uma ótima
leitora/escritora.)
Na carta anterior a da provocação, Suzete afirma:
“Escrevo principalmente para dizer que virei aquela página”, referindo-se ao
assassinato no salão. Gostei da expressão “virar a página”. Significa que o
passado não foi esquecido, ele está lá, registrado in totum no livro da vida, nenhum detalhe menosprezado, porém é
passado, à medida que a página foi virada. Ao virá-la, surge uma nova página,
em branco, pronta para ser preenchida por vivências ou escrita, se quem a virou
tem o hábito de escrever. “E la nave va...”
Voltemos
ao Mirisola. Parece que o homem agora se mostra por inteiro, surpreendendo o
leitor com uma confissão incrível, humana, sincera. Lá pelo fim do livro citado
por Suzete, Como se me fumasse (Editora
34, 2017), o autor assinala:
“...o jovem, a lufada de oxigênio, o cara que
espanou a poeira das letras brasileiras e escancarou as porteiras de um gênero
fora de moda que teve seu auge, aqui no Brasil, nos 70; logo eu, o responsável
pelo ressurgimento do conto: lugar onde Borges, Cortázar, João Antônio e tantos
outros reinaram, deitaram e rolaram. Logo eu que escrevia contos porque não
conseguia escrever um romance. Com um agravante que seria notado somente dez
anos depois, e que contaminaria desde a legião de pangarés diluidores de praxe
até notórios figurões das artes e do samba: escrevo deliberadamente na primeira
pessoa, e assino meu nome em baixo, sem pudores nem disfarces. Eu quero é
rosetar! Não fiz essa merda toda por descuido, era minha intenção embaralhar
autor e narrador, atingi meu objetivo. Eu mesmo, o Pedro Álvares Cabral da
autoficção no Brasil, misturei as coisas e caí na minha própria armadilha,
alucinei.”
Eis a
confissão: “embaralhar autor e narrador”,
este foi o truque utilizado por Mirisola, e que pegou críticos e leitores com
as calças na mão, desde o lançamento de Fátima
fez os pés para mostrar na choperia. Não apenas isso; acrescento o ritmo
alucinante da escrita, cheia de humor.
Ora,
segredo porra nenhuma, todo mundo sabia disso. Quem gostava, gostava, quem não
gostava...
O
resultado da repetição foi que o autor caiu na própria armadilha. Mesmo assim,
continua escrevendo, publicando livros, repetindo, confessando, alucinando, etc.
Os que apreciam Mirisola continuam lendo
Mirisola. Suzete e eu, por exemplo. Eu, mais ou menos...
Assinar:
Postagens (Atom)




