quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Final da Copinha 2018

           


           Este é o terceiro post que registro sobre a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2018 – a Copinha 2018. Meu entusiasmo pela competição é evidente, confirmado pela excelência dos jogos que pude assistir. (É evidente que tal entusiasmo caiu muito com a eliminação do Palmeiras, para mim o melhor dentre os melhores. Foi derrotado nos pênaltis pela Portuguesa, no último jogo da fase mata-mata. Outra surpresa foi a eliminação do Internacional, um ótimo time!)
Hoje, 25 de janeiro, aniversário da Cidade de São Paulo, tivemos a final entre Flamengo e São Paulo Futebol Clube (verdadeiro Cariocas e Paulistas dos velhos carnavais!), com público pagante de 30.794 torcedores (!), no estádio do Pacaembu.
O São Paulo foi o líder do grupo 10, com três vitórias em três jogos. Depois venceu o Chapecoense (2 a 0), Botafogo-SP (1 a 0), Cruzeiro (1 a 0), Vitória (4 a 3 nos pênaltis, após empate em 2 a 2 no tempo normal) e Internacional (6 a 5 nas penalidades, depois de 1 a 1 no tempo normal). 
O Flamengo terminou a fase de grupos com sete pontos, na liderança. Depois venceu o Elosport (5 a 0), Coritiba (1 a 0), Audax (1 a 0), Avaí (1 a 0) e Portuguesa (3 a 2).
            Hoje, o Flamengo teve a felicidade de marcar aos 2 min de jogo, após cobrança de escanteio e ótima cabeçada de Wendel. Em seguida, o time recuou. O São Paulo pressionou, teve uma bola na trave, mas não conseguiu o empate.
No segundo tempo só deu o time paulista. Tentou tentou tentou mas não conseguiu empatar o jogo. O Flamengo, além de uma defesa muito bem armada, tem um excelente goleiro, Yago!
            Parabéns ao Flamengo.

            (O Palmeiras continua aguardando sua vez...)


Foto: Marcos Ribolli

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Miguel Torga





Clique para ampliar e ler melhor.

Duas respostas de Fernanda Montenegro



Adriana Del Ré, para O Estado de S. Paulo (23 Jan 2018), entrevista Fernanda Montenegro, que fala do papel em ‘O Outro Lado do Paraíso’, assédio e ameaças na internet.
A atriz, que completa 90 anos no próximo ano, prepara livro de memórias, que certamente merecerá ser lido.  
Da entrevista, destaco apenas duas perguntas e as respectivas respostas. São elas:

1. Você deve estar acompanhando as mulheres denunciando assédio. Isso também é um reflexo dessa nova era?

Acho que o estupro é um crime inafiançável, não tem perdão. Não só estupros com mulher, mas com homens também. 

2. E há casos de anos atrás que estão vindo à tona só agora.

Acho que nunca é tarde para se falar o que se quer falar, mesmo que seja algo que levou 20, 40 anos em silêncio. A gradação do que é mais criminoso ou menos criminoso, aí não sei. Sei que, quando é algo que não é aceito e vai para a força, é um ato criminoso. Botou a mão no joelho, não quer a mão no joelho, manda a mão na cara. Levanta e bota a boca no mundo, seja onde for, num bar, num trem, com chefe. Hoje em dia acho que há um movimento forte para se dizer que não quer. 

            Este blogueiro vem postando notícias sobre o tema “assédio”, desde o manifesto de Catherine Deneuve, sem deixar claro seu ponto de vista. Agora posso dizer que concordo plenamente com Fernanda Montengro: “Botou a mão no joelho, não quer a mão no joelho, manda a mão na cara.”





Foto: Eduardo Nicolau / Estadão

A estrada

Meus quadros favoritos


Spencer Gore


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Adolescência ganha 5 anos


Adolescência ganha 5 anos: agora vai até os 24, e não só até os 19 anos de idade. É o que informa reportagem de Katie Silver, da BBC News (19/01/2018).  
            De fato, os jovens estão optando por estudar por um período de tempo mais longo; a decisão de adiar o casamento e a maternidade ou paternidade é cada vez mais frequente.
Pesquisadores australianos, em artigo publicado esta semana na Lancet Child & Adolescent Health, afirmam que a percepção das pessoas quando ao início da vida adulta está mudando, o que seria importante para assegurar que  leis que dizem respeito a esses jovens continuem sendo asseguradas.Outros especialistas, no entanto, dizem que postergar o fim da adolescência pode infantilizar os jovens.
A duração da adolescência já foi alterada antes, quando se concluiu que a puberdade iniciava antes dos 14 anos; caiu gradualmente no mundo desenvolvido nas últimas décadas até os 10 anos. Em países industrializados como o Reino Unido a idade média para a primeira menstruação de uma garota caiu quatro anos nos últimos 150 anos.
A biologia é usada como argumento por aqueles que defendem que a adolescência termina mais tarde, pois o corpo continua a se desenvolver. “O cérebro continua se desenvolvendo depois dos 20 anos, trabalhando de maneira mais rápida e eficiente. E para muitos os dentes do siso não nascem até que complete 25 anos.”
Susan Sawyer, diretora do Centro para a Saúde do Adolescente do Hospital Royal Children's em Melbourne, na Austrália, escreve: "Apesar de muitos privilégios legais da vida adulta começarem aos 18 anos, a adoção das responsabilidades e do papel de adulto geralmente acontece mais tarde. Postergar o casamento, o momento de ter filhos e a independência financeira significa "semidependência", o que caracteriza que a adolescência foi estendida.”
No Brasil, surgiu a chamada "geração canguru" (a permanência por cada vez mais tempo dos jovens na casa dos pais), nome dado pelo IBGE em 2013 ao “fenômeno que engloba pessoas de 25 a 34 anos e que vem crescendo no país”.
Sawyer afirma que esta mudança precisa ser levada em consideração pelos políticos, para que as leis e benefícios voltados a esse público sejam alterados. Russell Viner, presidente da associação Royal College de pediatria e saúde infantil, diz que no Reino Unido a idade média para um jovem sair de casa é 25 anos. Ele apoia a ideia de que a adolescência seja estendida até os 24 anos, para que o governo possa “garantir a provisão de serviços para crianças e adolescentes que precisam de atendimento especial (seja por abandono ou outro motivo) e que têm necessidades especiais em termos educacionais”.
Para Jan Macvarish, socióloga da Universidade de Kent, há um perigo em estender o conceito de adolescência. "Crianças mais velhas e jovens são moldados de maneira mais significativa pelas expectativas da sociedade sobre eles com o seu intrínseco crescimento biológico. Não há nada necessariamente infantil em passar o início dos seus 20 anos no ensino superior ou tendo experiências no mundo do trabalho. E não deveríamos arriscar transformar o desejo deles por independência em uma patologia.”
            Trata-se apenas do estabelecimento de um parâmetro teórico, portanto sem qualquer importância na vida dos jovens, ou a mudança pode trazer sérias consequências psíquicas e sociais? É esperar para ver.