segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Mergulho no. 500


Paula publicou no Facebook este texto, que reproduzo integralmente, para compartilhar tanta felicidade!
"MERGULHO NÚMERO 500! 

Super feliz de ter completado meu mergulho número 500 na Grande Barreira de Corais, em Cairns, na Austrália. Foi um ano fantástico, de grandes aprendizados e muito prazer mergulhando. Sou muito afortunada por ter tido essa oportunidade e amanhã digo adeus a meu trabalho aqui (vou morrer de saudade de trabalhar mergulhando!) e me preparo para voltar para o Brasil. Claro que farei ainda alguns bons mergulhos antes de voltar, em lugares bem especiais, inclusive com minha querida irmã Cecília Vianna. Vai ser uma virada de ano e tanto, pra completar este maravilhoso ano! 😄

Nota: Essa foto foi tirada no meu mergulho #500. Fiquei muito feliz de encontrar este camarãozinho. Com o tempo estou aprendendo a encontrar esses minúsculos seres vivos que tanto me dão alegria!"

Parabéns, Paula, por tanta coragem e determinação! 





Alden Weir

Meus quadros favoritos


Julian Alden Weir

Pintor americano, impressionista.

Miopia

Da série Fotominimalismo



Autor: Paulo Sergio Viana, dez 2017.

Para ler o post no Blog do Paulo, clique abaixo:


domingo, 10 de dezembro de 2017

Risoto de camarão

Da série
Mais 47 cenas de um romance familiar


Quando o filho pequeno pediu risoto de camarão no restaurante, o pai, que só comia arroz cozido na hora, não se conformou:
– Isso é feito com arroz de ontem, meu filho.
Não adiantou, o filho não abriu mão do delicioso risoto de camarão acebolado.



Moby Dick, a baleia gigante

Da série
Mais 47 cenas de um romance familiar





A notícia encontra-se publicada no blog Memória Santista, assinada por Sergio Williams (29 jan 2014), com o título BALEIA GIGANTE MOBY DICK VISITA SANTOS:

“Segunda-feira, 29 de janeiro de 1956. A Praça dos Andradas vivia um movimento maior do que o normal. Em pleno Verão, calorão no centro santista, homens, mulheres e dezenas de crianças se aglomeravam para verem de perto o que a imprensa já vinha anunciando havia alguns dias: uma atração internacional, descomunal, única e espetacular. Chegava a Santos a tão falada baleia Moby Dick, apontada como sendo a estrela de um dos filmes de maior bilheteria do cinema nos anos 1950. O animal marinho, de 20 metros de comprimento e 60 toneladas de peso, chegou a Santos para ser exposta ao público local.”

Foi mostrada aos santistas em comemoração ao segundo campeonato paulista, de 1955, que o Santos Futebol Clube acabara de ganhar. A baleia já havia sido exposta no Rio de Janeiro e em São Paulo.
            Pois foi em São Paulo que a vi!
            Com aproximadamente 10 anos de idade, estávamos na Capital apenas eu e meu querido pai, para tratamento (infrutífero) do meu estrabismo. De repente, bem no centro da cidade, nos deparamos com o anúncio do espetáculo:

Moby Dick, A Baleia Gigante

            Mesmo por fora do tapume que guardava a baleia o cheiro era insuportável, cheiro de peixe podre. Mas não houve jeito: tanto atormentei meu pai que entramos para ver o monstro de 20 metros de comprimentos e 60 toneladas de peso, anunciava a propaganda. (Não me recordo do valor do ingresso, mas permanece a impressão de que não era barato. Em outro momento, voltei a atormentá-lo para que comprasse um bilhete de sorteio de um carrão estacionado no meio da rua e que me fascinou.)
Tratava-se de uma baleia jubarte, pescada no Oceano Atlântico, entre Portugal e Marrocos. Para não se decompor era mantida imersa em 7.000 litros de formol, e colocada no seco durante as exposições.
Fiquei impressionadíssimo com a boca do animal, imensa, mostrando espécie de barbatanas que eu não podia entender do que se tratava, e perguntava ao pai o que era aquilo e ele também não sabia, aquele cheiro horrível a nos encher as narinas, o barulho ensurdecedor de um motor de refrigeração que buscava inutilmente retardar o apodrecimento de Moby Dick, um monte de gente em torno do cadáver, um atordoamento.
Não demoramos na visita à baleia. Saí decepcionado. Meu pai, calado, nem me repreendeu pela frustrada aventura.
           

http://memoriasantista.com.br/?p=167


Em tempo (que bom que o blog permite tais adendos ao texto principal): em conversa com meu irmão Paulo, ele lembrou-se de ter participado da aventura acima descrita, lembrou-se inclusive do cheiro e da cor marrom da baleia. Confesso que suprimi completamente da memória a presença do irmão, certamente querendo a exclusividade do pai.
O irmão há de me perdoar.