domingo, 19 de novembro de 2017
Não diga noite
Mais um livro de Amós Oz, Não
diga noite (Companhia das letras, 1997), rumo à leitura da obra completa do
brilhante hierosolimitano.
Escrito em 1997, certamente não se trata do melhor livro do autor, em
minha opinião, mas a leitura é agradável e interessante. A história se passa
numa pequena cidade localizada no deserto, onde o casal protagonista já não se
entende, o homem e a mulher, pelos pesados anos de convivência. São, porém,
duas figuras fortes, bem construidas pelo autor, cujo complexo comportamento é
capaz de prender a atenção do leitor até o final do livro.
A força, a elegância, a poesia contidas na escrita de Amós Oz estão
presentes no belíssimo capítulo em que ele descreve a cidade ladeada pelo deserto.
Interessante notar que na contracapa do volume impresso ainda em 1997, (que
aliás revela uma bela capa de autoria de Takashi Fukushima), além dos elogios
feitos pelo The Times, o Times Literary Supplement acrescenta: “Não
surpreenderá se em breve ele for chamado a Estocolmo para receber o Prêmio
Nobel.”
É o que os fãs de Amós Oz estão esperando há muito tempo, ano após ano, incluindo
este blogueiro.
Cana-da-índia
Estas fotografias foram inspiradas em outras duas tiradas por meu irmão Paulo, quando esteve em Brasília.
Equipamento: Nikon D7200
Para ver as originais clique abaixo:
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Salvador do Mundo
“A pintura Salvator Mundi, atribuída a Leonardo da Vinci,
tornou-se a obra de arte mais cara da história ao ser leiloada por US$ 450
milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) na noite desta quarta-feira, 15, em Nova
York.
O quadro de cerca de 500 anos retrata Jesus Cristo como salvador
do mundo e é a única pintura do gênio italiano que pertence a uma coleção
particular.
Estima-se que ela tenha sido pintada após 1505, cerca de 15 anos
antes da morte de Da Vinci -
que ocorreu em 1519.”
Foto: Drew Angerer / AFP
Saudade do pensador
Aos 16 de novembro de 1922 nascia
José Saramago, em Azinhaga, província de Ribatejo, Portugal, filho de pais
agricultores, analfabetos. Criado pelos avós, teve dificuldades financeiras para
estudar. Concluiu curso técnico, tornando-se serralheiro mecânico. Comprou seu
primeiro livro aos 18 anos e ao morrer deixou biblioteca com 15.000 livros. Em
1998 ganhou o Nobel de Literatura.
Vejamos o que disse em Democracia
e Universidade (Fundação José Saramago e ed.ufpa, 2013), sobre Educação, tema
sempre atual:
“Volto a dizer que a universidade
não tem de salvar-nos, não se trata de salvar ninguém, digamos mesmo que a
universidade tem de assumir a sua responsabilidade na formação do indivíduo, e
tem de ir além da pessoa, porque não se trata apenas de formar um bom
informático ou um bom médico, ou um bom engenheiro, a universidade, além de
bons profissionais, deveria lançar bons cidadãos. Precisamos disso, todos, que
se formem turmas de cidadãos e para mais, cidadãos bons, porque ainda que a
palavra esteja gasta, há que reivindicá-la, como fez Antonio Machado. Creio que
a universidade pode, creio que vós podeis.”
Saudade do
pensador!
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