quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Fotoabstração N.22






Moscou 2018



                 A Seleção Brasileira de Futebol é a única que esteve presente em todas as Copas do Mundo, e estará presente em Moscou, após ter realizado a melhor campanha da história em uma eliminatória. Isso não é pouco: pensem sobre isso,  os amantes e não-amantes do futebol.
                Ao bater o Chile por 3 a 0 ontem no estádio do Palmeiras, diante de mais de 41.000 pessoas, a Seleção mostrou que tem time para disputar a Copa. Mais que isso, coisa rara de acontecer, a Seleção tem um técnico. O senhor Adenor Leonardo Bachi, conhecido pela alcunha de Tite, 56 anos, natural de Caxias do Sul, salvou a Seleção da incompetência e classificou-a com 10 vitórias e 2 empates, invicto, portanto, para a copa de 2018.
               Quem gosta de futebol carrega certas afirmações peremptórias por uma vida inteira. Uma delas, verdade inconteste, é Quem não faz leva. O time ataca ataca ataca e não faz o gol; o adversário dá um único chute a gol e marca. Uma sina.
               Há uma coleção infindável dessas “verdades” futebolísticas. A que me interessa no momento é Técnico não ganha jogo. É verdade que se o time é fraco e não segue as instruções do técnico, não vai mesmo ganhar o jogo. Outra verdade: o time é bom mas não tem técnico: não vai fazer boa figura. Mas um bom técnico, com um bom time, pode ganhar o jogo.
              Hoje temos um bom time e um grande técnico, o senhor Adenor Leonardo Bachi. O homem, além de entender de futebol, é jeitoso no trato com as pessoas, incluindo a imprensa (que o trata como o “queridinho”...), coisa raríssima de se ver. Ele transmite sinceridade e parece ser verdadeiro. Digamos que conhece seu material de trabalho, que não é dos mais fáceis de se lidar.
             Vê-lo à beira do campo, quase sempre usando um terno cinza, agitado, dando instruções aos jogadores no calor do jogo, constitui um espetáculo à parte. Ele é capaz de mudar um resultado, com alterações táticas corretas e criativas durante a partida.
             Futebol é um esporte complexo, com inúmeras variáveis, onde nem sempre a lógica prevalece, o que o torna ainda mais interessante. Outra daquelas “verdades” é Futebol é coisa séria.
             Portanto, vamos rompendo em direção a Moscou em 2018!

Camarão de vidro

Foto do dia


Camarão de vidro

Clique para ampliar. É possível identificar as patinhas dianteiras com garras! O bichinho está cheio de ovos, segundo informou a fotógrafa.

Foto: Paula Vianna, out 2017, Austrália

domingo, 8 de outubro de 2017

Blade Runner 2049



            O primeiro Blade Runner é ótimo, para quem aprecia o gênero. O segundo não deve nada ao primeiro, se não é ainda melhor.
            Dentre tantos aspectos a comentar (a ambientação/paisagem é espetacular, bem como as mulheres), intrigou-me o uso de uma certa palavra, num filme futurologista: a palavra milagre.
            O vocábulo vem do latim miraculum, do verbo mirare, que significa maravilhar-se. Como não há ordinariamente explicação científica para o milagre, a palavra ganhou foro religioso, exaustivamente utilizada desde os tempos de Moisés, que abriu o mar, de Jesus, que andou sobre o mar, de N.S. Aparecida, que não foi encontrada no mar mas nas águas do Rio Paraíba do Sul. (Coincidência ou não, já no final do filme, há uma cena de vida ou morte sob as fortes ondas do mar, simplesmente maravilhosa!)
            Para os que creem, milagre é obra divina.
            Eis que em nosso filme, de repente surge a palavra milagre! Então, o roteirista, o diretor ou seja lá quem for, eles acreditam que em 2049 ainda haverá milagre e consequentemente um deus, ou vários deles, nunca se sabe.
            A depender do sucesso de bilheteria haverá um Blade Runner 3. É possível então que o tal milagre seja desvendado, e deixe de ser milagre. Ou não.
Quem viver, verá.