segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Não há inverno em Ipanema

A foto do dia.


27 graus C nesta segunda feira, 12 de agosto, em Ipanema.

Foto: http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/inverno-evidencia-diferencas-climaticas-pelo-pais,1a7b9305a466f310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

Múltiplos sentidos



Entreouvido, ao cruzar com moça que falava ao celular:
– Hoje estou naqueles dias, mas…

Na Praia de Ipanema...




– duas caipiroscas, por favor.
– de vodka?
– sim, de limão.
– de limão?
– sim, uma sem açúcar, outra com pouco açúcar.
– duas de limão?
– sim.
– com açúcar...
– uma sem açúcar, outra com pouco açúcar.
– vodka com limão?
– sim.
– com pouco açúcar.
– uma com pouco, outra sem açúcar.
– tá bem.

(... depois de 15 minutos...)

– qual é a sem açúcar?
– esta é normal.
– normal como?
– normal.
– e esta?
– com açúcar.
– pouco?
– normal.

(... provadas, ambas com muito açúcar...)

Foto: A.Vianna, 2013, Rio.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Há 68 anos!

A foto do dia.



Às oito horas e quinze minutos (00h15 de Lisboa) de 6 de agosto de 1945 a cidade japonesa de Hiroshima foi atingida por uma bomba atómica  lançada do bombardeiro norte-americano Enola Gay.


http://espanol.josesaramago.org/218556.html


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Contos cariocas




Quando o livro é bom, não o largamos até que chegue à última página. Quando o livro é ótimo, leio-o bem devagar, aos bocadinhos, para que não chegue nunca a última página!
            Pois está a me acontecer com o Contos cariocas, de Artur Azevedo, em linda edição da Com-Arte e Edusp editoras, lançado em 2011, capa dura, cabeceado, sobrecapa, papel de boa qualidade, impressão primorosa. Esta segunda edição (a primeira data de 1928, póstuma, pois o autor publicava seus textos em periódicos) é fruto do trabalho de alunos das disciplinas Introdução à Ecdótica e Laboratório de Produção Editorial, do Curso de Editoração da ECA-USP.
            O texto, saborosíssimo! Artur Azevedo nasceu em São Luís, Maranhão, em 1855, e morreu no Rio de Janeiro, em 1908. Foi contemporâneo e amigo de Machado de Assis, colegas no serviço público e na Academia Brasileira de Letras. Cronista do Rio de Janeiro no final do século XIX e início do século XX, registrou nesses Contos cariocas o cotidiano carioca com finíssimo senso de humor. É considerado o “consolidador da comédia de costumes do Brasil, gênero inaugurado por Martins Pena (1815-1848)”, segundo Bruno Tenan, responsável pela biografia do autor ao final do volume.
            Em todos os contos há curiosas notas de rodapé dos editores, referentes às palavras cujo uso decaiu com o tempo, àquelas consideradas mais eruditas, aos epônimos variados, às gírias principalmente. Alguns exemplos: folgazão, pelintra, escoima, quimera, apareceste ao pintar, dar um passeio à burra, borracheira, tocar leques por bandurra, meter-se de gorra, bicho-careta, melúrias, obtemperar, landau, gaudério, enfarado, lambujem, candongas, integérrimo, piabar, toleirão, e por aí vai o autor. Mas a que eu gostei mesmo foi de ... bilontra.
Se o leitor deste blog não conhece algum destes termos, leia o livro, e há de me agradecer para sempre! Além de dar boas gargalhadas!
Eu, com o coração partido, vou ler agora o último conto, intitulado João Silva. O que é bom dura pouco...

terça-feira, 30 de julho de 2013

Équidna-de-bico-curto

A foto do dia.



A foto é de um filhote de équidna-de-bico-curto (Tachyglossus aculeatus), espécie nativa da Austrália e Nova Guiné.


Equidna (do grego Ἔχιδνα, a víbora), criatura da mitologia grega, com tronco de uma bela mulher (ou ninfa) e cauda de serpente em lugar dos membros. Era gigante, como um titã. Por isso era a única capaz de se unir ao horrendo Tifão. Vivia numa caverna no Peloponeso ou na Síria.
Segundo Hesíodo era filha de Fórcis e Ceto, e portanto neta de Ponto e Gaia. Em outras versões seria descendente de Tártaro e Gaia ou ainda de Crisaor e Calírroe.
Equidna, em função da própria monstruosidade, casou-se com o horrendo gigante Tifão, tornando-se a "mãe de todos os monstros".
Seus filhos com Tifão foram: Cérbero, o cão de três cabeças, que guardava o Hades; Ortros, o cão de guarda de Gerião, de duas cabeças; a Hidra de Lerna; a Quimera, morta por Belerofonte; Ladão, o dragão de cem cabeças; Cila, monstro da lenda de Odisseu, também considerada sua filha com Tifão.
Do seu filho Ortros, Equidna concebeu: o Leão da Nemeia; Fix (ou Sfix), a Esfinge de Tebas, derrotada por Édipo.
Segundo uma lenda do Ponto Euxino, ela se uniu a Héracles numa passagem do herói pela Cítia, concebendo desta união: Agatirso, Gélon, Cites, que deu origem aos Citas.
A descendência de Equidna ainda incluía: o dragão da Cólquida, que guardava o velocino de ouro; o dragão que guardava o jardim das Hespérides; Ethon, a águia que comia o fígado de Prometeu.
Equidna, assim como suas crias, possuía uma natureza terrível e adorava devorar viajantes inocentes. Veio finalmente a ser morta por Argos Panoptes, o monstro de cem olhos, que a surpreendeu adormecida.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Equidna