terça-feira, 25 de setembro de 2012

O sono de Eros




Bronze grego ou romano (III AC - I DC), de uma beleza indescritível. A posição do menino, acomodado em um bloco de mármore, revela uma naturalidade impressionante! No Metropolitan, de NY.

Ref.: http://www.metmuseum.org/toah/works-of-art/43.11.4
Fotos: A.Vianna, NY, 2012.

La Frileuse


La Frileuse, 1787, escultura de Jean-Antoine Houdon, no Metropolitan de NY. Belíssimo bronze, para o gosto do viajante.

Ref.: Jean-Antoine Houdon (Versalhes20 de Março de 1741 — Paris15 de Julho de 1828) foi um escultor de estilo neoclássico francês. Houdon ficou famoso pelos bustos e estátuas que esculpiu de filósofos, inventores e figuras políticas do iluminismo. Houdon tem entre suas obras bustos e estátuas de Denis Diderot (1771), Benjamin Franklin (1778-79), Jean-Jacques Rousseau (1778), Voltaire (1781), Molière (1781), George Washington (1785-88),Thomas Jefferson (1789), Louis XVI (1790), Robert Fulton (1803-04) e Napoleão Bonaparte (1806).
Foto: A.Vianna, NY, 2012.

Chinatown, NY

Domingo de sol em Chinatown, NY.





 Fotos: A.Vianna, NY, 2012.

Guggenheim, vista interna.


Vista interna do museu.
Para informações sobre Frank Lloyd Wright: http://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Lloyd_Wright .

Foto: A.Vianna, NY, 2012.

Guggenheim de NY


Minha foto do Guggenheim de Nova Iorque, um dos prédios mais representativos da arquitetura do século XX. Arquiteto: Frank Lloyd Wright.
Foto: A.Vianna, NY, 2012.
Ref.: http://www.guggenheim.org/new-york/visit

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

COMO É QUE EU DEVO FAZER UM MURO NO FUNDO DA MINHA CASA


   A frase que empresta título a esta crônica é de Arthur Bispo do Rosário, e permanece inscrita na face lateral de pequena caixa de madeira, de aproximadamente 30 cm de comprimento por 3 ou 4 cm de largura, preenchida por cimento e encimada por uma fieira de cacos de vidro, ao todo 26 pequenos cacos de vidro.

   Trata-se de uma maquete, portanto; da representação em escala reduzida de uma obra a ser construída. E para que isso fique bem claro, o autor reafirma sua ideia utilizando-se de palavras. Mais do que a orientação espacial para um determinado projeto (esta a finalidade da maquete), a frase que ele faz questão de escrever soa como se fosse uma ordem: “como é que eu devo fazer”.

   Mas apenas a ideia/ordem não é suficiente para aquele que pensa, que imagina, que fantasia, enfim, que cria, pois ele precisa de uma representação concreta, ele precisa de um objeto que dê forma a sua ideia, mesmo que construído em escala reduzida, para exprimir aquilo que pensa. Ele deseja ser compreendido.

   De que casa estava a falar Arthur Bispo do Rosário, quando, antes mesmo da própria casa, erigiu o muro? Na época, ele residia na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, cujos limites geográficos, segundo a biógrafa Luciana Hidalgo, “encampava uma área de sete milhões de metros quadrados nos arredores do Maciço da Pedra Branca”. Difícil imaginar que Bispo planejasse murar tão vastíssima área, a despeito de seus delírios. Mais fácil supor que a ameaça, diante da qual ele precisava levantar muro coberto com cacos de vidro, fosse de outra ordem, da ordem do psíquico.

   Ainda mais interessante de se supor é que, a forma encontrada pelo autor para lidar com o que supomos fosse uma ameaça, seja a manifestação artística, a construção do pequeno muro de cacos de vidro, reforçado em seu alicerce pelas palavras “como é que eu devo fazer um muro no fundo da minha casa”.

   Hoje, quando se procura definir Arthur Bispo do Rosário, tarefa sem dúvida difícil, diz-se que se trata de um artista, antes de rotulá-lo como doente mental. A força da Arte, e consequentemente daquele que cria, prepondera sobre qualquer outra circunstância. Questões acerca Do que é Arte ?, Das funções da Arte, Das relações entre Arte e Loucura, são pertinentes e inevitáveis ao nos depararmos com a produção de Arthur Bispo do Rosário. 

   No entanto, nada disso importa àquele que se surpreende com uma pequena caixa de madeira de 30 x 4 cm, preenchida por cimento e recoberta por cacos de vidro, com a inscrição “como é que eu devo fazer um muro no fundo da minha casa”, e que se emociona com esta indiscutível pequena grande obra de arte.

   E o artista, então, logrou comunicar-se.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ainda Bispo do Rosário


434 - COMO É QUE EU DEVO FAZER UM MURO NO FUNDO DA MINHA CASA.

A inscrição ocupa uma das faces da pequena caixa de madeira, cheia do cimento que fixa os cacos de vidro. 
De toda a exposição (Bienal de arte de 2012), eis a obra que mais emocionou o viajante. 

Foto: A.Vianna, 2012, S.Paulo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os impressionistas em S. Paulo


O belo prédio do CCBB, com a reprodução do quadro de Manet, O tocador de pífaro, na fachada, por ocasião da exposição dos Impressionistas, em setembro de 2012. 
O viajante sente saudade do Seu Ofir, funcionário exemplar do Banco durante toda uma vida.
Foto: A.Vianna, 2012, S.Paulo.

Bispo: um grande artista!



O viajante vai a São Paulo, vê exposição do Caravaggio no MASP, vê os Impressionistas no CCBB, visita a Bienal de Arte, mas emociona-se mesmo com Arthur Bispo do Rosário!
Fotos: A.Vianna, 1012, S.Paulo.

Bispo: cama para uma princesa!



A. B. do Rosário na Bienal.
Fotos: A.Vianna, 2012, S. Paulo.