terça-feira, 5 de abril de 2022

Insônia

Imagem & Microconto 


 

O cão latindo ao longe não foi capaz de quebrar o profundo silêncio daquela noite escura. 




Foto de autor desconhecido.

Budapeste

 Cidades


Duas cidades em uma, Buda e Peste, ambas belíssimas, cortadas pelo Danúbio, um rio que conta a história da Europa. 

Doraibu mai kā ou Drive my car

 

 

 

Doraibu mai kā, ou Drive My Car é um épico japonês com 3 horas de duração. Minha tentativa será a de resumi-lo aqui, após tê-lo visto numa noite, e revisto no dia seguinte, tantas as emoções que em mim despertou. (Até o momento, na plataforma MUBI.)

            Mais uma vez ficção e realidade se entrelaçam a ponto de se tornarem indistintas, com um olhar extremamente humano e com o “tempo” dos orientais, muito lento, repleto de detalhes tão pequeninos que talvez seja necessário mesmo ver o filme várias vezes.

            A direção é de Ryûsuke Hamaguchi, roteiro de Ryûsuke Hamaguchie e Takamasa Oe. Elenco: Hidetoshi Nishijima, Park Yu-rim, Reika Kirishima, Tôko Miura. São nomes que me soam pouco familiares, nem sei como pronunciá-los, porém, ao final, são pessoas que eu gostaria de conhecer, conversar com elas. A informação de que disponho é a de que Hamaguchi e Oe se basearam em diferentes contos do escritor japonês Haruki Murakami para escrever o roteiro.

       Hamaguchi acredita que histórias salvam vidas, e enumera cuidadosamente personagens que aos poucos vão revelando suas histórias pessoais. No princípio, Oto, a esposa do diretor e ator de teatro Yûsuke Kafuku (Hidetoshi Nishijima) cria histórias (e assim sobrevive) após ter relações sexuais com diferentes parceiros e com o próprio marido, responsável por anotá-las.

       Com a morte de sua mulher, Kafuku se muda de Tóquio para Hiroshima e se entrega de corpo e alma a uma nova montagem da peça Tio Vanya, de Anton Tchekov. As experiências de vida recentes de Kafuku se misturam com as relações que ele desenvolve durante o ensaio da peça, principalmente com o galã Takatsuki (Masaki Okada), ex-amante de Oto. 

        O mesmo ocorre com a atriz surda Lee Yoo-na (Park Yu-rim), a única sul-coreana no elenco, que ensaia originalíssima comunicação através da linguagem de sinais com o diretor, os colegas de teatro e com o público. Considero este um dos pontos altos do filme.

        Porém, a relação mais impactante ocorre com a motorista Misaki (Tôko Miura), exigência feita pelos administradores para que Kafuku pudesse trabalhar; ele é obrigado, muito a contragosto, a ceder o carro antigo de estimação à motorista. Ao final do filme, conhecemos os dramas vividos por Misaki, motorista desde adolescente.

        Cada uma dessas personagens se esmera em contar suas próprias histórias, e de como chegaram até aquele presente momento de suas vidas, agora entrelaçadas a outras personagens. A totalidade delas, as histórias, é contada dentro do carro, quando Kafuku se desloca de um lugar a outro. (Uma das exigências de Kafuku aos administradores foi a de que sua moradia ficasse a uma hora do teatro, local dos ensaios diários, para que durante o trajeto ele pudesse repassar os textos.)

        Durante os ensaios, os dramas pessoais de cada um se mesclam com a história de Tio Vanya. Ficções que dão forças para essas pessoas seguirem adiante, encarando não só o trauma da realidade já vivida, como também a incerteza do que está por vir.

             Ao final, o expectador será capaz de apontar a personagem com quem ele mais se identifica. Detalhe de menor importância é o fato de Drive my car ter ganho o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2022. É o Filme que valoriza o Prêmio, não o contrário.

             Um filme inesquecível, para ser revisto de tempos em tempos.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Aquíferos brasileiros

Eu amo mapas


 Os dois maiores Aquíferos do Brasil



https://www.bbc.com/portuguese/brasil-60962619?at_campaign=64&at_custom4=B2017CE8-B403-11EC-99E9-27BE96E8478F&at_medium=custom7&at_custom2=twitter&at_custom1=%5Bpost+type%5D&at_custom3=BBC+Brasil


Fico com os melhores!

Charge do dia


 Amarildo

Arte digital de Lasskogen

 Arte digital



“The debate between those who argue that digital art is equal to other forms of art and those who do not yet perceive it as such is still open. If you’re one of those people who haven’t made a decision yet, maybe we’ve found the graphic designer who will make you say “this is a masterpiece! 

He’s called Morten Lasskogen, known on Instagram as @iammoteh, and he’s a Danish digital artist. We decided to propose his works in which the absolute protagonist is nature, from plants to water, ending with clouds. 

The perfection of his renderings makes us doubt, we must look at them and study them well before understanding whether they are real or not, but this is precisely the strength of digital art. The impossible becomes reality, so everything is possible, even a cloud closed in a room.” 

 

Giulia Guido

 

 

            Depois de ver esta e outras composições de Morten Lasskogen, inauguro no Louco o marcador Arte digital! Convido o leitor a visitar o site abaixo e formar sua opinião.

 

https://www.collater.al/en/morten-lasskogen-iammoteh-graphic-design/

 



Melhor do mundo

Imagem & Microconto


 

– Para que time você torce, Vô?

– Palmeiras, o melhor do mundo!

– Então também sou Palmeiras!




Foto de autor desconhecido.

Palmeiras vence o Campeonato Paulista


 

Gustavo Gomez levanta a taça de Campeão Paulista

Nelson Almeida/AFP

 

 

– Quem é o favorito? 

Quando esta pergunta foi feita na última quarta-feira, antes do primeiro jogo entre Palmeiras (até então invicto) e São Paulo, a resposta mais frequente foi: o Palmeiras, é claro! A mesma pergunta antes do jogo de ontem, depois da convincente vitória do São Paulo no Morumbi por 3 a 1, o favorito passou a ser o tricolor. 

Mas o alviverde venceu, com sobras! Aí está a beleza do futebol, sua imprevisibilidade, a esperança de vitória que faz o torcedor superlotar os estádios, sua eterna fidelidade ao seu clube do coração. Nenhum outro esporte é capaz de proporcionar tamanha alegria para quem sai vencedor.

Assistimos ontem (3 abr 2022) um dos melhores jogos de futebol dos últimos anos, com a vitória histórica do Palmeiras por 4 a 0 sobre o São Paulo. A volta do meia Danilo recompôs a alma palmeirense. O time da casa avançou os dois laterais e formou linha de 5 atacantes. Com ótimo desempenho no meio-de-campo, o São Paulo se viu encurralado e não conseguiu jogar. Mais uma vez o técnico Abel mostrou habilidade tática incomum.

Aos 28 minutos de jogo o Palmeiras vencia por 2 a 0 e assim o placar agregado marcava 3 a 3. O segundo tempo seria decisivo. O vencedor precisa também de sorte: aos 2 minutos do segundo tempo o Palmeiras fez 3 a 0, em contra-ataque puxado por Dudu e finalização de Raphael Veiga. Aos 30 min do segundo tempo, Raphael Veiga volta a marcar, define o placar e o título do Campeonato Paulista 2022. Placar agregado: 5 a 3. Alguém poderia prever tal resultado?!

Glória ao Palmeiras!

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pvc/2022/04/palmeiras-e-campeao-da-tatica-que-nao-e-estatica.shtml