segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Cróton



Codiaeum variegatum  é uma espécie de planta perene do género Codiaeum da família Euphorbiaceae. A espécie tem distribuição natural na Indonésia, Malásia, Austrália e ilhas do Pacífico ocidental, ocorrendo em florestas abertas e matagais. 

           A espécie é amplamente utilizada como planta ornamental, incluindo como planta de interior nas regiões temperadas e frias, sendo comercializada sob o nome comum de croton. Estão disponíveis variados cultivares, com coloração foliar diversificada, maioritariamente com variegação de base avermelhada. 

           Nome popular: cróton.

           

           Como é comum entre as plantas pertencentes à família Euphorbiaceae, a seiva pode causar eczema quando em contato com a peleA casca, raízes, látex e folhas são tóxicos para os humanos quando ingeridos. A toxina presente é o composto químico 5-deoxi-ingenol. A planta contém um óleo que é violentamente purgativo e que se suspeita seja carcinogênico. O consumo de sementes pode ser fatal para crianças. 

Estadão muda de formato



 

É o próprio jornal que esclarece: “O germânico, ou berliner, tem esse nome por ter sido adotado no começo do século 20, em contraste com o tradicional formato standard. Tem 31,5 cm por 47 cm e é mais fácil de manusear na comparação com o standard. O berliner conserva o desenho do standard, mas é mais elegante. E não tem o impacto negativo que poderia ter o tabloide, mais associado ao sensacionalismo.”

            O Estado de S.Paulo me acompanha desde que me entendo por gente. Meu pai era assinante, com uma nota inesquecível: ai daquele que ousasse tocar no jornal antes dele! A bronca era feia.

            Em homenagem ao meu pai assino o jornal até hoje, mas prefiro a Folha de S. Paulo.

            Em Caderno Especial, os editores mostram a história das mudanças de formato. Não resisti, fiz uma blague:

          – Na próxima mudança terá o formato de Gibi, e na seguinte, vai desaparecer...







Marek Krumpar

Meus quadros favoritos


Marek Krumpar
Autor tcheco contemporâneo 

Preferencial?

Charge do dia


 Zé Dassilva

Estados Unidos da América

 Eu amo mapas


Mapa topográfico dos EUA

Seis microcontos sobre a servidão

 

1..  Quando descobriu a servidão, a vida dele se tornou bem mais fácil. 

 

2..  Apressado, tomou a servidão, chegou a tempo no serviço. 

 

3..  Do ponto de ônibus à casa da namorada, a servidão era a salvação.

 

4..  Acossado pela polícia, escapou graças à providencial servidão.

 

5..  Trabalhadores usavam diariamente a servidão. Na volta para casa agradeciam ainda mais.

 

6..  Os patrões, naturalmente, também aprovavam a existência da servidão.

 

 

***

 

Caro leitor, diante de qualquer dificuldade, consulte o endereço abaixo:

 

 

http://loucoporcachorros.blogspot.com/2021/10/servidao.html

 

 

domingo, 17 de outubro de 2021

Guardião

 





Foto: Cecília Vianna, out 2021.

Servidão

 

O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa registra os seguintes significados para o verbete servidão:

 

Servidão, substantivo feminino:

 

1.. estado ou condição de servo ou de escravo; serventia, escravidão;

2.. estado de dependência de uma pessoa, inteiramente submetida a outra; sujeição, dependência;

3.. perda da independência nacional ou política;

4.. encargo imposto em qualquer prédio em proveito ou serviço de outro prédio pertencente a um outro dono (jur.);

5.. utilidade de passagem ou direito que alguma propriedade ou terceiros têm à serventia através de prédios e terras alheias;

6.. relação de sujeição de membros de um grupo social aos de outro (uma aristocracia), envolvendo determinadas obrigações.

 

Etimologia: do latim servitudo, servitudinis, servidão.

 







 

Tendo vivido toda minha infância e adolescência em cidade do interior, e depois de adulto conhecido tantas outras cidades pequenas, foi em Brasília, mais precisamente no Lago Sul, bairro considerado de classe média e média-alta, que descobri este interessante significado da palavra servidão: utilidade de passagem através de prédios, casas, terrenos alheios. 

Ao andar pela calçada próximo à minha casa, olho à direita e vejo estreita e longa passagem a comunicar a rua onde estou a um outro conjunto de casas. Não fora esta servidão, o passante daria enorme volta até chegar ao referido conjunto. Trata-se de um corta-caminho, verdadeiro atalho, providencial, de grande serventia para os que aqui transitam. Democrática solução!

A palavra ganha agora ares de liberdade, ao traduzir o direito de ir e vir através de terras alheias. Significado oposto à condição de servo, escravo, escravidão, estado de dependência de uma pessoa, sujeição, relação de sujeição de membros de um grupo social aos de outro. 

De má, perversa mesmo, a palavra servidão vira poesia!



Fotos: AVianna, out 2021, Lago Sul, Brasília.


sábado, 16 de outubro de 2021

"O rompimento do mundo dos humanos"

 

O rompimento do mundo dos humanos - Como a apreensão religiosa da realidade destrói a linguagem e ameaça o enfrentamento de nossa própria extinção: este é o título do ótimo texto de Eliane Brum para El País (14 out 2021).

A brilhante jornalista inicia destacando o valor da palavra: “Como humanos, a linguagem é o mundo que habitamos. Basta tentar imaginar um mundo em que não podemos usar palavras para dizer de nós e dos outros para compreender o que isso significa. Ou um mundo em que aquilo que você diz não é entendido pelo outro, e o que o outro diz não é entendido por você, para alcançar o que é ser reduzido a sons porque as palavras perderam seu significado e, portanto, se tornaram fantasmagorias. ... a palavra é o que nos tece. Aquilo que chamamos mundo é uma trama de palavras.”

E se a linguagem for destruída? pergunta ela. E afirma: “Essa é a experiência do bolsonarismo, nome dado no Brasil a um fenômeno que se dissemina no planeta, ganhando em outros países nomes de outros déspotas.”

Eliane prossegue: “O que está em jogo é algo mais profundo: uma mudança na forma de apreensão da realidade... Por uma série de razões, o verbo que progressivamente passou a mediar uma parcela significativa das pessoas na sua relação com a realidade é “acreditar”. ... É uma mediação religiosa da realidade, determinada pela fé. A crença se antecipa aos fatos, e assim os fatos já não importam. É como se as pessoas passassem a ler a realidade da mesma forma que leem a Bíblia.” (O grifo é meu.)

Parece que a expansão do “neopentecostalismo de mercado”, expressão da própria articulista, tem acelerado esse processo.  

            A este conjunto de ideias aqui resumidas, apresentadas por Eliane Brum, dou o nome de fundamentalismo. Porque é preciso dar nome às coisas. Acreditar, em vez de pensar, é o modo de funcionamento psíquico que nutre o fanatismo religioso, político, e de toda natureza. Trata-se, no fundo, de manifestação primitiva, infantil mesma, do ser humano, do tempo em que bastava ouvir e obedecer aos pais (ou deuses) que tudo sabiam. Aquele tempo era bem mais “cômodo”, o alimento do espírito já vinha pronto e mastigado. Vale destacar que a palavra infantil é aqui empregada sem qualquer conotação pejorativa; serve apenas para designar uma determinada época tanto da evolução individual quanto da humanidade em geral.

A jornalista conclui: “... Esse é o abismo do qual nos aproximamos. Estamos à beira de algo com a magnitude do rompimento da linguagem que une os humanos, para além das diferenças de língua: uma parcela da população global aderindo a uma realidade falsificada, mas que, pela adesão, passa a se tornar real. ... Se o princípio é o verbo, o fim pode ser o silenciamento. Mesmo que ele seja cheio de gritos entre aqueles que já não têm linguagem comum para compreender uns aos outros.” 

Salvemos a palavra.

 

 

https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-10-14/o-rompimento-do-mundo-dos-humanos.html?event_log=oklogin

 

José Saramago vive!

 


Homenagem ao Nobel da Língua Portuguesa