terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Feito extraordinário da Ciência

A foto do dia





"Margaret Keenan, de 90 anos, é aplaudida pela equipe ao retornar à sua enfermaria depois de se tornar a primeira pessoa na Grã-Bretanha a receber a vacina Pfizer / BioNTech COVID-19 no Hospital Universitário, em Coventry, no início do maior programa de imunização já feito na história britânica." 


Um feito extraordinário da Ciência!


Foto: Jacob King / Pool / Reuters


Olhar Estadão, https://www.estadao.com.br



do alto da fonte


 
do alto da fonte
o imponente bem-te-vi
domina o jardim


Foto: AVianna, dez 2020

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Algo que nunca se apaga

Homenagem 


Hoje, 22 anos da morte de meu pai


Foto: AVianna, dez 2020

Siena in the rain

Fotografia 


Fritz Henle, 1934

Fritz Henle foi fotógrafo nascido na Alemanha, conhecido como Sr. Rollei pelo uso do filme de formato quadrado de 2,25 usado na câmera Rolleiflex.
Nascimento: 9 de junho de 1909, Dortmund, Alemanha
Falecimento: 31 de janeiro de 1993, San Juan, Porto Rico

Foto belíssima. O conjunto harmonioso de linhas retas das construções é quebrado pela figura humana de guarda-chuva.


domingo, 6 de dezembro de 2020

Liberdade de expressão ou Em defesa de J. P. Cuenca


O escritor J. P. Cuenca

 

Cheguei a pensar que vivíamos em uma democracia!

         A razão é simples e não me deixava dúvidas: o Presidente da República é xingado com os mais baixos adjetivos fornecidos pela nossa rica língua portuguesa nas mais diversas mídias, em particular pelos chamados grandes jornais de circulação nacional. Helio Schwartsman afirmou que “ele é burro mesmo”. Hoje (6 dez 2020) o grande Ruy Castro chamou-o de “demente”. O colunista José Simão usa e abusa das expressões as mais chulas. A lista de articulistas que adjetivam o Presidente é interminável. 

        Foi Mario Sergio Conti com elevou a descrição do Presidente à enésima potência: “O presidente é aquilo que a sua camarilha da caserna dizia: um Cavalão com maiúscula. Cavaleiros da elite quiseram botar-lhe cabresto e tomaram coices. Arisco, ele relincha e baba fel nos que tentam ajudá-lo. É uma besta. Besta fera política, um quadrúpede da extrema direita. Não adianta tomá-lo por interlocutor. Mesmo xingá-lo é inócuo. ...É de caso pensado que ele bate os cascos no asfalto e provoca faíscas. Acha que as centelhas da idiotice disfarçam o tropel trôpego do seu desgoverno.”

        Ele, o Presidente, não deixa por menos e diz que os brasileiros somos “maricas”. E nada acontece, ninguém é processado, é a intocável Liberdade de Expressão da qual se ufanam os democratas. 

         Parece que não é bem assim.

O escritor João Paulo Cuenca, 42, está sendo processado por pastores evangélicos de 21 estados brasileiros, por causa de postagem em rede social. São 134 ações judiciais, perfazendo R$ 2,3 milhões em pedidos de indenizações. A reportagem é de Bruno B. Soraggi, para o blog de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo (5 dez 2020), com o título Não estou clamando pelo enforcamento dos Bolsonaros.

Publicou Cuenca: “O brasileiro só será livre quando o último Bolsonaro for enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal”. O texto foi inspirado em frase de Jean Meslier, autor do século 18, que afirmou: “O homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”.

Informa Soraggi: “Dois dias depois do post, o autor foi demitido da Deutsche Welle (DW) no Brasil, veículo público alemão de comunicação no qual ele era colunista desde 2019. A empresa emitiu nota alegando que a mensagem publicada pelo escritor contraria os seus valores.”

Cuenca explica sua paráfrase: “A República tem que ser soberana e livre da influência de grupos religiosos e de famílias milicianas. ...O que está acontecendo é prova de que tenho razão. ...Os pastores evangélicos sabem o que é metáfora, eles usam o Evangelho diariamente para seduzir os seus rebanhos. São leitores do livro que tem mais linguagem figurada da história da humanidade: a Bíblia. Até os beócios dos bolsonaristas sabem.” 

“A Folha mostrou que em dezenas das ações contra Cuenca há trechos idênticos e que mostram o uso de modelos de redação, o que pode indicar ação orquestrada. A Igreja Universal nega uma coordenação de processos, afirma que não moveu “qualquer ação contra o escritor” e que esses processos são iniciativas individuais de pastores “que têm autonomia para tomar as próprias decisões”.

“A minha paráfrase não é contra os cristãos ou os evangélicos. Não sou contra a religião. É uma frase contra essa congregação e o poder político que ela tem”, ressalva Cuenca.

 

         Parece que a tal Liberdade de Expressão tem valor desde que não se toque em certos evangélicos. E dizem que o país é laico.

 

 

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2020/12/nao-estou-clamando-pelo-enforcamento-dos-bolsonaros-diz-escritor-jp-cuenca.shtml

  

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Song of Songs IV

Meus quadros favoritos 


Marc Chagall, 1958


O poder dos gráficos


Os gráficos servem para tornar mais clara uma ideia, um conjunto de fatos ou simplesmente uma relação de números, o que de outra forma exigiria muito trabalho do leitor. São empregados rotineiramente nas pesquisas de opinião. 

            Cuidado, pois  também servem para enganar, a menos que analisemos em detalhe cada um deles.

            O gráfico que trago aqui, aparentemente construído pela SECOM, é exemplo gritante de embuste! Ele trata do crescimento do PIB no terceiro trimestre do presente ano, da ordem de 7,7%, em comparação com os trimestres anteriores. Vejamos:

 



 

            Se no trimestre abr-jun o PIB foi  negativo 9,6 %, e em seguida foi positivo em 7,7%, ele restou ainda 1,9% negativo; ou seja, a curva deveria estar no vermelho, 1,9% abaixo da linha de base no gráfico.

            No canto superior esquerdo da figura em questão lemos a palavra RETOMADA – certamente referente a possível retomada do crescimento econômico –,  acompanhada da Bandeira Nacional e de uma seta ascendente. Daí a razão do +7,7% colorido de verde estar bem acima da linha de base no gráfico em questão.

            Desconhecimento dos princípios básicos da estatística ou má fé?