quinta-feira, 4 de abril de 2019

É a mãe!!!

A  foto do dia


"Tchutchuca é a mãe"


Bate-boca na CCJ ontem.
Foto: André Coelho / Estadão

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,apos-ser-chamado-de-tchutchuca-guedes-explode-e-sessao-da-ccj-e-encerrada,70002778674

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Injustiça


Convencida de que ele era inocente do crime de homicídio, pagou advogado, tirou-o da cadeia. Casaram-se. Meses depois, ele a matou.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Anti-intelectualismo


Em sua coluna de hoje para a Folha de S.Paulo (2 abr 2019), Hélio Schwartsman afirma que “Jair Bolsonaro consegue a façanha de ficar mal com todas as partes”. Ele se refere à abertura de um escritório comercial em Jerusalém, em vez da mudança da embaixada para a cidade.
            O que desejo ressaltar é a maneira como o articulista conclui sua crônica sobre este tema:

“Das várias características do neopopulismo de direita que parece estar tomando conta do Ocidente, o anti-intelectualismo é a mais preocupante. A maior parte dos avanços socioeconômicos observados nos últimos 200 anos se deve ao acúmulo de conhecimento técnico, que passou a ser utilizado em políticas públicas. Pense em coisas como saneamento, programas de vacinação etc.
Ao desprezar o racionalismo e o saber de especialistas, a nova direita passa o rodo sobre o que deu certo ao longo da história e ainda abre flanco para criar novos problemas desnecessários, como fez Bolsonaro.”

            Há um outro fator que contribui para o que Schwartsman chama de anti-intelectualismo, não mencionado por ele. Trata-se do fundamentalismo religioso, que vem apoiando este “neopopulismo de direita”, sempre contrário ao pensamento científico. Um bom  exemplo disso é a volta do ensino do criacionismo nas escolas, em detrimento da Evolução das Espécies, com fatos bem estabelecidos pela Ciência.
            Não é mais novidade o tremendo poder da bancada religiosa no Congresso Nacional. Até mesmo a tal inoportuna e desastrada ameaça de mudança da Embaixada do Brasil para Jerusalém parece ter a ver com a influência dos evangélicos.
Fundamentalismo religioso não é coisa apenas de terroristas que destroem monumentos históricos de valor inestimável. Ao contrário, ele está presente em nosso dia-a-dia, nas redes sociais, na política, nas escolas, no modo de educar as crianças, sem contar as pregações em cultos religiosos.
            Definitivamente não somos mais um país laico, e temos muito a perder com isso, como ressalta Hélio Schwartsman em sua crônica de hoje.




segunda-feira, 1 de abril de 2019

Kakistocracia




Uma kakistrocracia é um sistema de governo comandado pelos piores, menos qualificados e inescrupulosos cidadãos.
            A palavra surgiu no séc. XVII e voltou a ser mencionada no séc. XXI, por razões óbvias.
            Ela deriva de dois radicais gregos, kakistos (κάκιστος, pior) e kratos (κράτος, governo).
            Oportuno que seja ressuscitada.




Aguda sensibilidade


O patrão pediu a opinião dele sobre o novo capataz. Simples e analfabeto, foi taxativo: 
– Doutor, não vejo ninguém naquela pessoa.


(Em colaboração com o Dr. João Nunes, meu médico.)

Alternativa

– Doutor, estou sofrendo com esta diarreia.
– Paciência, minha filha, prisão-de-ventre é muito pior.



Inútil


Diante do espelho, perguntou-se se precisava fazer a barba para ir ao Doutor.
– Ele não vai reparar mesmo...

Nada a comemorar

A foto do dia



Eu estava lá. Houve golpe em 64. Em seguida implantou-se a ditadura. Tive colegas de turma torturados. Tive um colega morto. Não podemos esquecer. Muito menos dar outro nome aos fatos.

Foto: Divulgação

Menina

Meus quadros favoritos


Pieter de Hoogh

Nascido em Roterdã (1629), faleceu em Amsterdã (1684).
A luz dos holandeses entrando pela porta (iluminando parte dos cabelos da menina), e provavelmente uma janela iluminando a face da criança. O domínio da luz!

22 anos da faixa de pedestre





Comemoramos hoje  em Brasília – e a palavra está correta, trata-se mesmo de uma comemoração– 22 anos da implantação da faixa de pedestre. É quase uma festa: há manifestações nos jornais, em rádios, televisão, o Detran faz campanha por toda a cidade enfatizando a necessidade de aprimorarmos o processo, pois ainda hoje há quem não respeite a faixa, com graves consequências.
            Antes disso, o trânsito na cidade era descrito por muitos como selvagem, tal o número de mortos e feridos causados pela imprudência dos motoristas que dirigiam em altíssima velocidade, aproveitando-se das largas avenidas do Plano Piloto.
            Parece que a ideia de respeitar o pedestre veio do coronel da Polícia Militar Renato Fernandes de Azevedo, falecido em 2012, de um câncer no pulmão. Ele trouxe da Europa a sugestão da faixa. 
            As autoridades de trânsito dizem que não foi fácil a implantação do novo comportamento. Não é esta a minha opinião, mas posso estar enganado; pelo menos onde eu morava, e nas proximidades, pude presenciar que a adoção da nova atitude foi muito rápida por parte dos moradores. E mais, todos éramos orgulhosos pelo simples fato de pararmos para dar passagem a quem andava a pé.
            Hoje cedo ouvi numa rádio de grande penetração o resultado de uma enquete aplicada à população: 79% das pessoas são orgulhosas pelo fato de que em Brasília o pedestre é respeitado ao atravessar a faixa.
            Parece pouco, mas é um pequeno passo em direção ao chamado processo civilizatório de uma população.