sábado, 9 de junho de 2018

Homenagem a Maria Esther Bueno

A foto do dia



Maria Esther em Wimbledon, 1959.


Morreu ontem  a maior tenista brasileira.

Foto: Arquivo / AP

Esperantista, corredor, etc







Curitiba sediou o 53º Congresso Brasileiro de Esperanto e o 38º Congresso da Juventude Esperantista Brasileira, de 31 de maio a 3 de junho de 2018. 
Informa Paulo Viana, esperantista de renome internacional, em seu blog: “Centenas de Esperantistas brasileiros (e alguns estrangeiros) assistiram a palestras sobre os mais variados temas, discussões, momentos de arte, sessões de exames de proficiência (pelo Quadro de Referência Europeu), serviço de livraria. A abertura e o encerramento, realizados no Memorial da cidade, tiveram numerosa participação da população local. Artistas de Curitiba mostraram a sua diversidade cultural por meio de música e dança regionais.” 
          Pela primeira vez, no programa do congresso, aconteceu a Corrida Esperanto, pela Paz e pela Diversidade, promovida no Parque Tingui, com a presença de numerosos corredores e caminhantes Esperantistas e não Esperantistas, todos premiados com uma bela medalha.
Paulo Sergio Viana, médico, leitor, escritor, poeta, esperantista, corredor e avô ocupou o pódio, como mostra a foto, portando trofeu e medalha, para orgulho dos amigos e de toda a Família! 
            





quinta-feira, 7 de junho de 2018

A Grande Conquista



António Damásio é professor de Neurociência, Psicologia e Filosofia, e diretor do Brain and Creativity Institutena University of Southern California, em Los Angeles.
            Seu último livro A estranha ordem das coisas – a vida, os sentimentos e as culturas humanas (Ed. Temas e debates – Círculo de leitores, Lisboa, 2017) apresenta uma síntese do conjunto de estudos e pesquisas de uma vida inteira, e por isso mesmo é monumental.
            O livro é de uma densidade incrível, cada parágrafo precisa ser lido cuidadosamente pois contém afirmações e conceitos profundos, complexos, revolucionários, e que escapam à nossa mente acostumada às trivialidades do cotidiano. 
            Impossível resumi-lo, de modo que este blogueiro pretende apresentar alguns trechos esparsos, na esperança de que façam algum sentido ao leitor, e que venham estimular a leitura da obra.
            À página 114 Damásio está a discorrer sobre o que chama de “A Grande Conquista”: “A capacidade de gerar imagens possibilitou que os organismos representassem o mundo em seu redor; ... e o mundo do seu interior.” ...  “A existência de imagens só foi possível depois da complexidade dos sistemas nervosos atingir um nível particularmente elevado.”
            Vamos ao trecho escolhido:

“Assim sendo, os passos a serem seguidos na evolução tornam-se bastante claros. 
Em primeiro lugar, servindo-se de imagens feitas a partir dos mais antigos componentes do interior do organismo – os processos de química metabólica desenvolvidos, em geral, nas vísceras e na circulação sanguínea e nos movimentos por eles gerados –, a natureza veio gradualmente a desenvolver sentimentos.
Em segundo lugar, servindo-se de imagens de um componente interior bem menos velho – a estrutura esquelética e os músculos que a ela estão ligados –, a natureza desenvolveu uma representação do envolvente de cada vida, uma representação literal da casa habitada por cada vida. A eventual combinação destes dois conjuntos de representações abriu caminho à consciência.
Em terceiro lugar, servindo-se destes mesmos dispositivos de criação de imagens e do poder inerente às imagens – o poder de representar algo e simbolizar –, a natureza desenvolveu as linguagens verbais.”

            Os negritos são meus, para destacar quão fundamentais são os temas aqui abordados.

(O livro ainda não foi publicado no Brasil; a edição referida acima é de Portugal.)


Palmeiras vence outra vez

A  foto do dia


Estupenda vitória do Palmeiras ontem sobre o Grêmio, em Porto Alegre, com 2 gols de William (foto).

Foto: Divulgação / Palmeiras

Macabra surpresa


Ao plantar batatas no quintal, encontrou o crânio do ex-marido de sua própria mulher.



Variações sobre o mesmo tema









pequeninas rosas
como que mudam de cor
à primeira luz




Fotos: AVianna, IPhone 8S, à primeira luz da manhã.

Ironia

Inspirado em pequeno texto 
de L. F. Verissimo

Devagar, testando o chão a cada passo, o velho aproximou-se da mesa onde todos já estavam sentados. A netinha exlamou:
– Aí vem The Flash. 


Voto difícil

Diante da urna eleitoral, respirou fundo, fechou os olhos e teclou um número. Confirmou o voto e exclamou:
– Seja o que Deus quiser.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Macaco-de-cheiro

A foto do dia


Macaco-de-cheiro, Reserva Mamirauá



Foto: Heriberto Araújo


Gracián y Karnal


Baltasar Gracián

Em ótima crônica intitulada Quem precisa de sabedoria instantânea(6 jun 2018, em O Estado de S. Paulo), Leandro Karnal escreve sobre a obra de Baltasar Gracián y Morales (1601-1658), jesuíta de origem modesta, cuja obra mais divulgada chamou-se Oráculo Manual e Arte de Prudência, publicada em 1647. 
Informa Karnal: “A estrutura da redação é clara: aforismos sobre temas variados em linguagem bastante direta, muito distante da futura forma do El Criticón. São 300 máximas curtas, parágrafos rápidos, fácil leitura e aplicação imediata: eis a fórmula do sucesso do livro publicado pelo jesuíta sob pseudônimo. Era uma sabedoria profana, pouco mística e decididamente pessimista.”   
Eis alguns exemplos:
1     Nunca se sobressair ao chefe especialmente no campo do talento (7); 
2     relacione-se com pessoas que tenham algo a ensinar (11); 
3     não crie expectativas muito altas, pois “a realidade não se compara à imaginação” (19); 
4     saber esperar é importante, pois como diz um ditado “eu e o tempo podemos enfrentar quaisquer outros dois” (55); 
5     saiba dizer não aos outros deixando um vislumbre de esperança para amenizar o desapontamento (70); 
6     saiba dosar as brincadeiras porque tudo que é excessivo perde o valor, é cansativo e desgasta (76); 
7     os cautelosos sabem quando aposentar um cavalo de corrida sem esperar que ele sofra uma queda em plena competição (110); 
8     não ser sempre do contra para não parecer tolo e irritante (125); 
9     sem mentir, não revelar toda a verdade em qualquer circunstância ou a qualquer pessoa (181); 
10  no Céu tudo é alegria, no Inferno tudo é tristeza, na Terra (que está no meio) existem ambas as coisas (211); 
11  nunca romper definitivamente pois poucas pessoas são capazes de praticar o bem e quase todas são capazes de praticar o mal (257).  

Já que os conselhos de tão alta sabedoria permanecem mais atuais do que nunca, será que devemos concluir que pouco ou nada mudou a Humanidade?