terça-feira, 3 de abril de 2018

Novidade teológica?


           Conheço nada sobre Teologia, disciplina sobre a qual tenho pouco interesse. Mas não deixa de chamar a atenção, até mesmo de um ateu empedernido, as últimas declarações do Pontífice, divulgadas pela Folha de S.Paulo (29.mar.2018).
O papa Francisco, em conversa com Eugenio Scalfari, fundador do jornal italiano La Repubblica, afirmou – ou teria afirmado! – que "o inferno não existe; o que existe é o desaparecimento das almas pecadoras". "Não existe um inferno em que sofrem as almas dos pecadores por toda a eternidade", teria dito o pontífice, segundo a reportagem de Scalfari, publicada nesta quinta-feira (29). "Aqueles que não se arrependem e portanto não podem ser perdoados desaparecem."
            O Vaticano afirma que o papa recebeu Scalfari para um encontro privado, sem conceder entrevista, e que as falas citadas no texto não deveriam ser consideradas "uma transcrição fiel das palavras do Santo Padre".
Scalfari, de 93 anos, que é ateu e entrevistou o papa diversas vezes, já disse anteriormente que não grava nem anota suas entrevistas.
A abolição do Inferno não me causa qualquer surpresa; ao contrário, é mesmo uma providência inteligente, pois carece de sentido. Agora, o desaparecimento das almas pecadoras, isso sim, é um espanto!
Pena que o tal Scalfari não tenha gravado a conversa.
           





segunda-feira, 2 de abril de 2018

Doutorado pode enlouquecer


Artigo assinado por Pablo Barrecheguren, para El País (26 mar 2018), traz o título O doutorado é prejudicial à saúde mental, o que, afinal, eu já sabia.
            Trabalho recente publicado na Nature Biotechnology revelou que os doutorandos são seis vezes mais propensos a desenvolverem ansiedade e depressão em comparação a população geral. Ainda segundo o mesmo trabalho, dirigido por Nathan Vanderford, da Universidade de Kentucky (EUA), isto significa que 39% dos candidatos a doutor sofrem de depressão moderada ou severa, frente a 6% da população geral.
Diz ainda o artigo de Katia Levecque, da Universidade de Gent, que reuniu amostra de 3.659 doutorandos de universidades flamengas: 41% dos doutorandos se sentiam sob pressão constante, 30% deprimidos ou infelizes, e 16% se sentiam inúteis.
Levecque afirma que o “desenvolvimento desses sintomas é independente da disciplina do doutorado, sejam ciências, ciências sociais, humanidades, ciências aplicadas ou ciências biomédicas. Não ocorre o mesmo quanto ao gênero, já que as mulheres que fazem doutorado têm 27% mais possibilidades de sofrerem problemas psiquiátricos que os homens.”
(Até aqui nenhuma palavra sobre o orientador, pensei eu.)
Eis que: “Outro fator que pode influir na saúde do estudante, nesse caso tanto negativa quanto positivamente, é o tipo de orientador: a saúde mental dos doutorandos era melhor do que o normal quando tinham um mentor cuja liderança lhes inspirava. Pelo contrário, outros estilos de liderança eram neutras, ou no caso dos orientadores que se abstinham de dirigir ou guiar o doutorando — um tipo de liderança laissez-faire — seus orientandos tinham 8% mais chances de desenvolverem sofrimento psicológico. Mas, além do estilo de liderança, há outros fatores importantes, como o nível de pressão no ambiente profissional, o próprio controle sobre o ritmo de trabalho ou quando fazer pausas, que também estão relacionadas com o orientador. Por isso o orientador é relevante tanto direta como indiretamente para a saúde mental dos doutorandos”, afirma a pesquisadora.
A conciliação familiar é outro tema importante, já que, quem tem uma situação conflitiva na família apresenta 52% mais chance de desenvolver um problema psiquiátrico. E o mesmo ocorre com a carga de trabalho, que pode chegar a aumentar em 65% a aparição de distúrbios psiquiátricos.
            Poucos meses antes que eu saísse do país, nos idos de 1980, para o doutorado, chegou a notícia de que um colega nosso, após permanecer quatro anos na Inglaterra, voltou sem o seu diploma. Em consequência, foi constrangido a deixar a universidade.
            Este foi, para mim, o fator de maior estresse durante todo o processo, quando eu pensava na possibilidade do retorno sem o título pretendido. Verdadeiro pesadelo.
            Teria muito a relatar sobre minha experiência pessoal, mas não sei se já estou preparado para tanto, decorridos mais de trinta anos de meu retorno ao Brasil. Consequência do trauma.
           
           



sábado, 31 de março de 2018

Almond tree in blosson in red

Meus quadros favoritos


Van Gogh

Paula e o tubarão baleia




Vejam o comentário da mergulhadora fotógrafa:

“Hoje realizei o sonho de mergulhar com tubarão baleia, bem aqui no quintal de casa, em Búzios! É o maior peixe do mundo, esse tinha uns 10 metros, quase do tamanho do barco. Que animal espetacular!
Obrigada Búzios Divers!!!”