segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Hampstead, modo de viver



             Hampstead é um filme ruim. Talvez seja mesmo um péssimo filme, aquilo que vulgarmente chamamos de xarope. Isso não tem importância; ao contrário, trata-se do mote em que se apoia esta crônica: até mesmo de um filme ruim pode-se extrair uma pérola, algo de interessante que mereça nossa consideração, que afinal provoque alguma elaboração de nossos pensamentos.
            A comédia romântica tipo sessão da tarde é cheia de lugares-comuns, vulgaridades fúteis, que se sustenta sobre os ombros de dois atores competentes, Diane Keaton e Brendan Gleesson (do inesquecível In Bruges!) – verdadeiras iscas, chamarizes para incautos expectadores, como eu. Ponto final: o filme não merece outros comentários.
            Até que, transcorrida mais da metade da história, ultrapassado o pesadelo central do enredo, o casal protagonista encontra-se sentado no sofá da sala da “pobre casa” do “falso mendigo”, com todas as suas precariedades – falo da casa –, quando de repente a mulher dá um chilique, não deseja continuar vivendo “naquela casa”, Você não pode continuar vivendo nessa casa, Não podemos continuar com essa vida.
            Ao que o homem, com espanto, perplexidade mesmo, fechando momentaneamente o livro que tem nas mãos, replica:
            – Mas você não está se divertindo?
            A pergunta é desconcertante e só pode advir de alguém cujo modo de viver é bastante peculiar, único, bem diferente da mulher que está a seu lado.
            Penso que a cena se aplica a um bom número de casais que habitam sob o mesmo teto. Há quem peça pouco, muito pouco para viver. Há quem precise de muito para sobreviver. Alguns trazem em si o suficiente para viver. Outros iludem-se com o que vem do exterior.
Esta a lição que nos oferece Hampstead: o significado de “divertir-se” com a vida, uma arte.
De um filme ruim pode-se extrair uma pérola!

(Quem realmente se diverte com este blog sou eu!)

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Quarto de Schiele em Neulengbach

Meus quadros favoritos


Egon Schiele

surpresa




rústica bromélia
longos anos escondida
floresce em silêncio




Fotos: AVianna, fev 2018, jardim

Nikon D7200, Nikkor 18-300mm.

Natureza morta


O mesmo concurso: foto ganhadora da categoria Natureza Morta: "Meio a meio".

Foto: Song Han

Neste blog, a composição seria classificada como Fotoabstração.

Mobile Photo Awards



Foto feita com celular ganhadora do prêmio 
Mobile Photo Awards 2017


Desde 2011, é celebrado um dos concursos mais prestigiosos de fotografia com dispositivo móvel. Neste ano, o ganhador absoluto foi o fotógrafo de origem chinesa Nan Deng por uma série de fotos feitas em um iPhone 7 Plus e um Huawei (10 Fev 2018).





Boca fechada

Política sem palavras


Foto: Sergio Lima / AFP

Cristo de farda

Charge do dia