sexta-feira, 12 de maio de 2017

Formação da literatura brasileira



Antonio Candido afirma:

“Para compreender em que sentido é tomada a palavra formação, e porque se qualificam de decisivos os momentos estudados, convém principiar distinguindo manifestações literárias, de literatura, propriamente dita, considerada aqui um sistema de obras ligadas por denominadores comuns, que permitem reconhecer as notas dominantes duma fase. Estes denominadores são, além das características internas (língua, temas, imagens), certos elementos de natureza social e psíquica, embora literariamente organizados, que se manifestam historicamente e fazem da literatura aspecto orgânico da civilização. Entre eles se distinguem: a existência de um conjunto de produtores literários, mais ou menos conscientes do seu papel; um conjunto de receptores, formando os diferentes tipos de público, sem os quais a obra não vive; um mecanismo transmissor, (de modo geral, uma linguagem, traduzida em estilos), que liga uns a outros. O conjunto dos três elementos dá lugar a um tipo de comunicação inter-humana, a literatura, que aparece sob este ângulo como sistema simbólico, por meio do qual as veleidades mais profundas do indivíduo se transformam em elementos de contato entre os homens, e de interpretação das diferentes esferas da realidade. Quando a atividade dos escritores de um dado período se integra em tal sistema, ocorre outro elemento decisivo: a formação da continuidade literária, – espécie de transmissão da tocha entre corredores, que assegura no tempo o movimento conjunto, definindo os lineamentos de um todo. É uma tradição, no sentido completo do termo, isto é, transmissão de algo entre os homens, é o conjunto de elementos transmitidos, formando padrões que se impõem ao pensamento ou ao comportamento, e aos quais somos obrigados a nos referir, para aceitar ou rejeitar. Sem esta tradição não há Literatura, como fenômeno de tradição. (Antonio Candido, Formação da literatura brasileira)


Homenagem a Antonio Cândido




Morreu nesta manhã de sexta-feira Antonio Cândido de Mello e Sousa, aos 98 anos de idade.

A minha homenagem ao homem que amava a Literatura.

Foto: Flávio Moraes / G1

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Ele voltou!

A foto do dia


Biólogos avistaram um mico-leão-dourado na Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica, município do Rio de Janeiro, o que não ocorria há mais de cem anos.
O animal foi avistado pelos biólogos Iuri Veríssimo e Monique Medeiros.
O mico-leão-dourado está na lista de animais ameaçados de extinção.



terça-feira, 9 de maio de 2017

Cena de infância


A mãe pedia ao menino pequeno para limpar e lubrificar sua máquina de costura, o que lhe proporcionava reconhecimento e enorme prazer.    

domingo, 7 de maio de 2017

Portugal sai na frente




O título da reportagem de Giuliana Miranda, jornalista radicada em Lisboa e autora do blog OraPois, diz tudo: “Animais deixam de ser coisas perante a lei em Portugal”. 

A partir de 1º de maio os animais ganharam um novo status em Portugal: eles deixaram de ser coisas e passaram à classificação “seres vivos dotados de sensibilidade”. O objetivo principal é aumentar a proteção aos bichos e evitar casos de maus tratos.

(Talvez a palavra “consciência” fosse melhor que “sensibilidade”. Ou em Portugal esta última tem significado pouco diferente. Não sei.)

Agora, o proprietário do animal passa a ter a obrigação legal de assegurar seu bem-estar e qualidade de vida, como aplicar as vacinas e consultas com o veterinário quando necessário.

O roubo de animais passa a ser tipificado, e quem pratica o crime pode ser condenado a até três anos de prisão, além do pagamento de multa.

Foto: A.Vianna, Lola, mar 2017.